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Archive for March, 2007

Firefox começa a dominar Europa

O navegador Mozilla Firefox já é o navegador mais usado na Eslovênia e Finlândia, com participação de mais de 40 % do mercado, superando o Internet Explorer, da Microsoft. Na Europa, em geral, o navegador cresceu de 19,4% em abril do ano passado para 24,1% em março desse ano. Esse crescimento provavelmente não foi mais acentuado porque o Internet Explorer 7 se instala automaticamente no Windows XP e já vem instalado no Windows Vista (claramente violando regras de concorrência entre empresas).

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  • Continuando nosso Guia Linux, temos as instruções para você ter um sistema completamente funcional, não apenas terminais de texto como na parte anterior. Um detalhe útil que ficou faltando na parte anterior é o pciutils. Com emerge pciutils você recebe vários utilitários para analizar o seu hardware. O mais útil é o lspci que lista os dispositivos pci do seu micro (veja o meu aqui).

    Xorg
    O Xorg (também conhecido com X ou X11) é o gerenciador de janelas do Linux. Ele funciona como uma camada para ambientes mais desenvolvidos como Gnome. Independente de você usar o Gnome, KDE, Blackbox ou qualquer outra coisa, você precisa do Xorg rodando em baixo desses pacotes. A instalação é muito simples, e, com um pouco de sorte, a configuração também (no princípio dos tempos isso era complicado).

    Wiki de instalação: http://www.gentoo-wiki.com/HOWTO_X.org

    Problemas:

    • cairo needs X flag set: esse problema ocorreu por causa da falta da flag X no USE dentro /etc/make.conf, após corrigido bastou dar emerge cairo para que o mesmo fosse recompilado e então emerge xorg-x11 naturalmente.
    • Xorg is not able to detect your mouse: Isso se deve ao fato de a localização do mouse no Gentoo ser um pouco fora do padrão. No meu caso bastou abrir o arquivo e colocar em Section “InputDevice”, em Option “Device” o valor “/dev/input/mice”.

    Dicas:

    • Para descobrir qual o seu mouse bastar usar cat [mouse] trocando [mouse] pelo endereço do seu mouse no /dev/. Por exemplo: cat /dev/input/mice. Se quando você mexer o mouse aparecerem caracteres estranhos no terminal, então você encontrou o seu mouse. Basta apertar ctrl+c para fechar o programa.
    • Você possivelmente precisará do driver da sua placa de video. Você pode descobrir qual a sua placa com o lspci, e então procurar na net para descobrir o drive. Você provavelmente fara algo do tipo emerge xf86-video-i810, trocando i810 pelo nome do driver e deverá definir o VIDEO_CARDS dentro do /etc/make.conf.

    Gnome
    Existem vários gerenciadores de janela para Linux, para citar outros temos o KDE, Blackbox, Windowmaker e muitos outros. Eu particularmente uso o Gnome por uma questão de gosto pessoal. Ele é bonito e amigável, mas em maquinas mais antigas ele pode ser muito pesado. A instalação, apesar de demorada, é muito simples.

    Instalando:
    http://gentoo-wiki.com/HOWTO_Gnome_Desktop_for_the_End-User
    Melhorando a aparência: http://gentoo-wiki.com/HOWTO_Beautify_GNOME

    Problemas:

    • poppler-bindings needs gtk flag set: este é o mesmo problema que na sessão Xorg, eu esqueci de colocar no USE a flag gtk necessária para o gnome.

    Dicas:

    • emerge gnome-themes-extras dá alguns temas a mais para você mudar a aparência do Gnome. Outros temas interessantes podem ser encontrados em http://www.gnome-look.org/

    GDM
    O GDM é um gerenciador de login, permitindo que uma pessoa entre no sistema diretamente pelo X, não sendo preciso entrar em um terminal e usar startx. Isso é bem interessante para redes com vários usuários que não necessariamente sabem usar o terminal. Como na pratica, muito do que fazemos é direto no ambiente gráfico isso se torna muito útil.

    Instalação: http://gentoo-wiki.com/HOWTO_GDM_setup

    Teclado
    Nesse ponto tudo está funcionando bem, exceto possivelment o teclado. Caso você tenha um ABNT ou um ABNT-2 você deve ter ele configurado corretamente. Mas se você estiver com um teclado internacional, como o deu um notebook por exemplo (meu caso) seus acentos podem não estar funcionando. Com uma pesquisa simples você descobre que deve usar o teclado us-acentos ou us-intl. Mas um problema surge nesse caso. Quando você pressiona “‘c” você não obtém o “ç” e sim um “c com acento agudo”. Isso se deve ao fato de sua váriavel LANG não estar definida como “pt-BR”.

    Algumas Dicas: http://gentoo-wiki.com/TIP_Speak_Your_Language#Profiles

    Resolvendo:

    1. Configurando o Terminal: em /etc/conf.d/keymaps use KEYMAP=”br-latin1-us”, reinicie ou então execute /etc/init.d/keymaps restart (tenha certeza que a configuração está correta, pois se não seu teclado vai para o espaço).
    2. Configurando o Xorg: Mesmo que você configure corretamente o /etc/X11/xorg.conf (pegue o meu aqui), você possivelmente irá acentuar o c ao invés de escrever o ç. Para isso você precisa definir o LANG como pt-BR. Para isso você deve criar/editar o arquivo /etc/env.d/02locale (aqui) e adicionar/alterar LANG = “pt-BR”.
    3. Outros: Você pode dizer ao portage quais línguas você usa normalmente para que, ao baixar e compilar os programas, ele leve isso em consideração. Adicione LINGUAS=”pt_BR en” ao /etc/make.conf para que isso ocorra (pegue o meu make.conf aqui).

    ALSA
    A ALSA (Advanced Linux Sound Architecture) é a biblioteca mais usada atualmente para lidar com sons no Linux. Antigamente se usava o OSS (Open Sound System). Hoje muito da ALSA já faz parte do kernel do Linux, assim como o OSS. A instalação e a configuração são muito simples e estão bem explicadas no link abaixo.

    Instalação: http://gentoo-wiki.com/HOWTO_ALSA_Complete_%28includes_dmix%29

    Problemas:

    • “No volume control GStreamer plugins and/or devices found”: Isso se deve ao fato de instalar o gnome sem ter instalado a ALSA antes. Primeiramente tentei emerge gstreamer, mas não adiantou. Usei um emerge -D gnome e conseguir que funcionasse. Aproveitei para fazer um emerge -uND world por causa das mudanças no USE.

    Dicas:

    • Usando alsaconf você pula a parte complicada de configurar sua placa de som alterando os arquivos de configuração.
    • Testando o Alsa: Vá com o Firefox em www.pandora.com, instale o Flash Player se ele pedir e escute um dos melhores sites de rádio online no seu Linux. Minha rádio de MPB pode ser escutada aqui.

    Wireless com MadWifi
    Wireless no Linux pode ser uma coisa complicada e chata. Em seu podcast, no episódio sobre Wireless, Chess Griffin explica como essas dificuldades surgem graças aos fabricantes das placas que não apoiam o Linux e não lançam as especificações para que a comunidade possa desenvolver os drivers. Ele explica também como instalar várias placas diferentes. Eu vou me ater aqui ao meu Hardware, no caso uma placa Atheros Communications, Inc. AR5212 802.11abg NIC (rev 01).

    Guias:

    1. http://www.linux-on-laptops.com/hosted/tsa65.html
    2. http://gentoo-wiki.com/HOWTO_MadWifi_Install

    problemas:

    • No primeiro link existe duas informações erradas: Agora o MadWifi faz parte oficialmente do portage, então ao invés de ACCEPT_KEYWORDS=”~x86″ emerge madwifi-driver basta usar emerge madwifi-ng. A segunda informação errada é que você deve usar modprobe wlan_scan_sta para encontrar Access Points.
    • O segundo link também não está atualizado para o fato que o madwifi está no portage.
    • Cuidado: Pode ser necessário recompilar os drivers do madwifi quando se recompila o kernel.
    • Um problema quase geral de placas wifi é que normalmente existe um pedaço de código proprietário em suas bibliotecas. Isso significa que você ainda tem um sistema 100% grátis, mas não 100% open source.
    • EDITADO: Na primeira instalação do meu sistema tudo ocorreu como dito anteriormente, mas numa instalação mais recente tive problemas com o udev que carregava automáticamente o ath_pci e dessa forma o ath0 não era criado automáticamente. Na verdade era necessário descarregar o módulo e recarrega-lo para que funcionasse. Isso foi corrigido inicialmente alterando o /etc/conf.d/rc setando RC_COLDPLUG=”no”. Mas essa solução não é muito boa, na verdade, aós alguma pesquisa, descobri que a origem do problema era a falta da opção Automatic kernel module loading em Loadable module support, nas configurações do kernel.

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    Computador & Beleza

    Dois Cientistas da Computação da Universidade de Tecnologia de Sydney desenvolveram um software capaz de analizar o rosto de uma mulher e dizer se ela é bonita ou não.
    Depois de colocar uma foto de uma mulher no software, ele irá respondere com um valor entre 1 e 10, sendo 1 uma mulher feia e 10 uma bonita.
    Para conseguir essa façanha, o software analiza medidas do rosto da mulher e as propoções entre elas.
    Os ciêntistas acreditam que o software pode ser útil para as industrias de entretenimento, cosméticos, media virtual e cirurgia plástica.
    O software ainda não faz análise de homens, mas ele pode ser adaptado, segundo seus criadores.

    Mais informações: The Age, em inglês.

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  • Um pouco de Bash - Parte I

    Este aqui é o primeiro post de uma espécie de guia sobre ferramentas da shell e um pouco de scripts (aqui darei ênfase na Bourne Again Shell - Bash). A cada post (provavelmente farei mais de um por semana) falarei de cerca de três ou quatro ferramentas, começando pelas ferramentas mais básicas (cd, cp, rm, etc) até chegar aos scripts. Não pretendo cobrir todas as ferramentas, mas dar uma boa base para aqueles que estão começando a conhecer e a se apaixonar por sistemas Unix.

    Antes de mais nada, é preciso abrir uma shell. Como fazer isso? Depende. Se você usa MacOS X, abra uma janela do Finder, vá em Applications, Utilities e abra Terminal. Usuários de Linux podem abrir um terminal (xterm, gterm, kterm, rxvt, ou qualquer outro) ou simplesmente segurar ctrl + alt + F1 (ou F2, F3 … F6). Usuários de Windows, acompanhem o tutorial Guia Linux (aqui no vidageek.net mesmo), escrito pelo Rafael e instalem Linux em suas máquinas.

    Agora precisamos verificar qual é a shell que você está usando. Digite:
    echo $SHELL

    Se aparecer /bin/bash, ótimo. Você já está rodando bash como sua shell. Caso contrário digite:
    bash

    Esse comando deve iniciar uma shell bash para você. Caso apareça uma mensagem de erro, pode ser que você precise instalar bash, mas acho isso bem improvável.

    Antes que eu esqueça, para executar algum comando na sua shell, faça assim:
    comando argumentos
    Simples, não?

    Agora que já temos uma shell, vamos aos primeiros comandos:

    • man

      Provavelmente este é o comando que você mais vai usar quando estiver aprendendo a usar a shell (e vai usar muito depois disso também). O man exibe uma página com informações sobre o comando passado como parâmetro logo após ele.

      Opções:

      O man aceita uma infinidade de opções, mas normalmente o único parâmetro que você passará será o comando que você quer saber como funciona.

      Exemplo:

      man man

      Nota:

      Para sair do man, aperte “q”, sem as aspas.

    • ls

      O ls (list - liste) serve para mostrar os arquivos (e links) de alguma pasta. Quando chamado sem argumentos, ele lista a pasta em que você está no momento. Se algum dos argumentos for o caminho para uma pasta(1), ele exibirá o conteúdo daquela pasta.

      Opções(2):

      Poucas letras não são opções do ls (apenas duas). Vou citar as mais comuns:

      • -l : Exibe informações sobre as restrições de acesso dos arquivos, tamanho, data de modificação e outros.
      • -h : Exibe os números de forma a facilitar a leitura (human readable - legível para humanos)
      • -a e -A: Exibe todos os arquivos, inclusive os ocultos. A diferença entre eles é que ‘a’ mostra os links ‘.’ e ‘..’.
      • -R : Lista além dos arquivos que estão na pasta, todas as pastas que estão dentro dela (recursivo).
      • -S : Lista os arquivos em ordem de tamanho
      • –color=auto e -G: Ativa o modo de cores do ls. A primeira opção é para Linux e a segunda para MacOS X

      Exemplo(3):

      ls -lhA /usr
      ls -R
      ls -lhaS ~/

    • cd

      O cd (change directory) serve para que você mude de pasta ou navegue por links especificados como argumentos.

      Opções:

      O cd não possui opções, mas ele possui dois comportamentos não triviais acionados com os seguintes argumentos:

      • . : Ele muda para a própria pasta
      • .. : Ele muda para a pasta hierarquicamente acima dele
      • - : Ele muda para a pasta que você esteve antes da pasta atual

      Exemplo

      cd ..
      cd -
      cd /usr
      cd /
      cd ~/

    Como usei alguns termos que talvez você não conheça, aqui vão umas pequenas notas:

    • (1): O caminho para pasta pode ser simplesmente o nome dela (se ela estiver “dentro” da sua pasta) ou a sequência de pastas que ele tem que tomar a partir da atual até a que você quer (endereço relativo). Também é possível especificar um caminho de pasta absoluto, baseado na pasta ‘/’
    • (2): As opções geralmente podem ser combinadas como nos exemplos sobre o comando ls. (veja o man do comando para maiores informações).
    • (3): O caractere ‘~’ é um alias para a sua pasta raiz. Digite ‘echo ~’ para ver.

    Próximo post: mkdir, cp, mv, rm e rmdir.

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