22 May
O blog Rails Envy, obviamente inspirados no video “I’m a Mac, I’m a Windows”, criou a série
¨Hi, I’m Ruby on Rails…” mostrando de forma divertida como Ruby on Rails foi criado para resolver problemas classícos de linguagens como o Java e o PHP.
Caso queira saber mais sobre Ruby on Rails de uma olhada no site oficial: http://www.rubyonrails.org/, em especial nos videos Creating a weblog in 15 minutes e Putting Flickr on Rails (ambos em formato quicktime).
Fonte: Simples Ideias
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22 May
Segundo o Blog do Google Summer of Code (evento promovido pela Google para incentivar a participação em projetos open-source com uma bolsa associada), a participação brasileira aumentou de 2,5% em 2006 para 4,2% neste ano. Temos agora 20 mentores, numero muito superior ao do ano passado.
Essa é uma ótima notícia para a comunidade brasileira de open-source, que tem um grande potêncial, mas que talvez seja um pouco diluida por causa da vastidão do nosso país. Na minha universidade (USP) o GSoC tem sido bem divulgado todos os anos, com incentivo dos professores aos alunos que querem participar. Mas muito (como eu) não tem o tempo necessário para se dedicar, dado que o evento ocorre nas férias americanas que não são compatíveis com as nossas.
Mas muitos ainda não tem interesse sobre o assunto e são abocanhados pelas empresas de Software Proprietário, que com parcerias convencem os alunos e professores de universidades a prestar mão-de-obra barata.
A Google com certeza não é nenhuma boa-samaritana, se ela divulga o software livre é porque tem suas próprias intenções sobre isso, mas enquanto ela estiver pagando para que desenvolvedores realizem melhorias e desenvolvem projetos de pertencem a toda a comunidade eu irei fazer busca no Google ao invés do Live Search (ou qualquer nome que aquilo tenha).
Mais informações no Blog do Google Summer of Code.
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20 May
Nessa parte do Guia Linux iremos abordar como utilizar o seu Gentoo para assistir filmes e escutar música no seu computador. Começamos ensinando como escutar MP3s e então abordaremos a visualização de filmes em vários formatos.
MP3
Descobrir como executar mp3 no Gentoo foi um pouco mais complicado do que eu esperava, já que a Wiki do Gentoo não aborda o assunto diretamente e instalando qualquer software de execução não implica na instalação das bibliotecas necessárias.
Após tentar várias coisas, lembrei do mpg123 (ou seu irmão mpg321) que foi capaz de tocar a música, mas infelizmente não conheço um front-end para ele e portanto tive que rodar pelo terminal, o que não é muito interessantes para uma biblioteca grande de mp3. Se quiser dar uma olhada instale com emerge mpg123.
O Mplayer (veja mais abaixo) também foi capaz de executar, mas ele não é tão interessante quanto outros aplicativos. Meu objetivo era que o Rhythmbox (que tem um sistema mais parecido com iTunes) fosse capaz de executar meus arquivos, mas apesar de uma instalação simples com emerge rhythmbox ele não cumpriu o objetivo e nem o Totem que já vem com o Gnome.
Depois de alguma pesquisa descobri que era preciso usar o gst-plugin-mad e para tanto adicionei mad a variável USE (no /etc/make.conf) e executei emerge gst-plugin-mad. A partir deste momento tanto o Rhythmbox quanto o Totem foram capazes de executar o arquivo.
Mplayer
O Mplayer é possivelmente o player de videos mais famoso para o Linux. Ele suporta praticamente qualquer formato de arquivo que você imaginar, até os proprietários. Sua instalação é bem simples, basta executar emerge mplayer, mas antes de uma olhada nas USE flags que sugerimos abaixo.
Executando o Mplayer no Firefox: Para isso é necessário usar o mplayerplug-in que pode ser facilmente instalado com emerge mplayerplug-in, isso trará todo o poder do Mplayer ao seu browser preferido.
Caso você adicione alguma flag após ter instalado o mplayer pode ser necessário executar um emerge –verbose –ask –new mplayer mplayerplug-in.
UPDATED: Caso você tenha problemas com o Totem tentando executar seus filmes no Firefox coloque media-video/totem -firefox -nsplugin no /etc/portage/package.use e execute um emerge -vaN totem.
Assistindo DVD
Quando queremos acessar um dispositivo removível (como o DVD), precisamos usar o comando mount para mapear o conteúdo numa pasta determinada, por exemplo:
mount /dev/cdrom /mnt/cdrom
irá permitir o acesso ao seu CD (DVD) na pasta /mnt/cdrom (mais informações em man mount). Lembrando que seu usuário precisa fazer parte do grupo cdrom para poder montar o dispositivo (ou o comando seja executado pelo root).
Outra opção é a configuração de montagem automática pelo fstab, adicionando a linha:
/dev/hdc /mnt/cdrom auto noauto,ro,user 0 0
O problema é que isso possivelmente nenhuma das duas opções irá funcionar e você receberá o seguinte erro:
mount: unknown filesystem type ‘udf’
Para poder montar o DVD será necessário recompilar o Kernel ativando a opção
File Systems ->
CD-ROM/DVD Filesystems->
<*>UDF File System Suport
Aproveite e adicione a flag dvd na variável USE. Mas o totem, não foi capaz de executar o filme. A solução mais simples foi assistir pelo Mplayer, mas um problema surgiu: o Mplayer, assim como a maioria dos players que suportam DVD, misteriosamente não suportam a exibição do menu do DVD. Por isso, uma solução melhor foi:
emerge ogle ogle-gui
pois o player Ogle é capaz de realizar este trabalho com maestria, tornando seu micro um ótimo dvd player.
Bom, acredito que isto cubra praticamente tudo sobre Multimedia no Gentoo. Caso eu tenha esquecido de algo ou tenha alguma sugestão, por favor mande-nos um comentário!
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17 May
Em (outro) post sobre a filosofia do software, vou falar sobre Abandonware, como fica óbvio pelo título. Isto não é sobre software livre - ou pelo menos não ainda.
E não é sobre nenhuma licença de uso. É sobre um modo de interpretação da forma de uso do software proprietário e uma reflexão acerca da validade de suas licenças. O que, de forma bastante vulgar, podemos chamar de ideologia.
Resumidamente, “abandonware” é todo software que foi “abandonado” por seus fabricantes, isto é, todo progama que não é mais vendido, exceto em lojas que os compraram há muito ou que, por ser antigo, não possui mais suporte.
Boa parte desses programas foi feita para sistemas já ultrapassados (leia-se DOS). Isso estimulou o desenvolvimento de ferramentas open source como o DosBox, que emula um x86 rodando um ambiente DOS limitado, permitindo rodar aplicações desse sistema sob SOs mais recentes, como o Windows XP, que já não roda DOS (ou algo compatível) nos bastidores, e os GNU/Linux, que não partilham das interrupções do SO da Microsoft.
Quem usa abandonware, e o compartilha, o faz por pensar que tais peças da nobre Arte (a arte da programação :) ) e que tanto trabalho árduo e idéias criativas não devem ir para a vaga memória de quem os usou, perdendo-se em disquetes de 5″1/4 escondidos em algum lugar sob camadas de poeira, certo?
Errado. Pelo menos para a maioria dos usuários, acostumados com o compartilhamento de músicas, filmes e outros tipos de informação protegidos (ainda que contestavelmente) por direitos de cópia, abandonware é só mais um jeito de conseguir entretenimento de graça na Internet. Entretanto, com uma justificativa razoável - os programas (em sua esmagadora maioria, jogos) muitas vezes se encontram realmente abandonados.
Uns estão plenamente esgotados ou extremamente raros, e são realmente originais e inovadores para sua época (e alguns até para hoje!). Outros são órfãos, com as empresas e estúdios de seus produtores tendo falido ou sido comprados por outros, ou meramente deixando essa linha de produtos de lado.
Além disso, a maioria das empresas que detêm os direitos para esse software não vê vantagem em gastar dinheiro processando usuários de um programa que já não traz mais lucro. Essencialmente, é por uma questão de custo x benefício que esse tipo de acusação não ocorre. Desse modo, os usuários vão vivendo na área cinzenta que se encontra na ilegalidade mas conta com a conivência do sistema jurídico.
Em suma, abandonware é quebra de copyright ou de licença de uso? Sim.
Prejudica os produtores do software original? Sim, mas não o suficiente para se darem ao trabalho de entrarem com ação jurídica.
Deve crescer com a passagem do tempo? Sim.
É menos descarado que cópia ou criação de clones de softwares lucrativos? Sim.
É um jeito de se usar programas bons que estão esgotados? Sim.
É pirataria? Sim, mas o usuário é mais corsário do que pirata, tendo obtido sua “carta de corso” por omissão (sites como o Abandonia retiram os jogos do ar se contatados pelos detentores do copyright, como a ESA).
Mas a principal pergunta é:
É moralmente ambíguo?
Sim.
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