29 Aug
As coisas boas de ser um programador a maioria das pessoas já conhece. Temos o horário mais flexível (nem sempre…), muitos nos adoram e temem (afinal, computação é um monstro medieval que ninguém consegue entender), ganhamos mais fazendo aparentemente menos (isso com certeza não é verdade), podemos causar danos sérios às empresas para as quais trabalhamos (não vejo como vantagem, mas é verdade.), e outros.
O que ninguém fala é dos diversos problemas que parecemos ganhar de brinde quando começamos a programar um pouquinho melhor. Quem nunca sentiu os braços doerem enquanto está digitando (especialmente durante aquela noite de entrega de trabalho ou migração de sistema) ? Quem nunca ficou com os olhos ardendo por causa do monitor? Dores pelo corpo e outros? Enfim, eu já apresentei todos esses problemas e mais alguns. Como eu sei que isso acontece com muitos programadores, aqui vai o que eu fiz para resolver (ou pelo menos melhorar):
Se alguém tiver mais dicas de como sobrevivermos à profissão, por favor coloque um comentário.
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22 Aug
No Linux (qualquer distribuição) é possível aumentar a sua memória swap (responsável por armazenar partes da sua RAM no disco) com uma pequena série, bem simples, de comandos. Isso é útil para não precisar reparticionar seu disco por falta de swap.
Primeiro criamos um arquivo (aqui chamado de container) com count blocos de tamanho bs (no caso, 64 blocos de 1024k, ou seja, 64M):
dd if=/dev/zero of=container bs=1024k count=64
Posteriormente, criamos a estrutura de swap no arquivo:
mkswap container
E finalmente, adicionamos mais swap:
swapon container
Atenção: Isso não faz com que essa memória de swap esteja disponível após um reboot. Para isso você deve adicionar o swapon container nos scripts de inicialização do seu sistema.
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20 Aug
Seguindo com nossa série sobre livros, aqui vai um dos meus preferidos.
Memórias, Sonhos e Reflexões é a autobiografia de um dos maiores psicólogos, Carl Gustav Jung. Mas não dá para levar essa biografia como uma biografia comum. É bem melhor tratá-la como uma visão psicológica das mudanças pelas quais Jung passou durante sua vida.
Como em toda biografia, a vida da pessoa é narrada do começo até o momento em que o livro está sendo escrito. E a infância de Jung merece um capítulo especial nesse livro.
Além da infância (eu poderia ficar escrevendo durante horas sobre isso, mas destruiria o prazer daqueles que ainda vão ler o livro), dois outros trechos eu considero muito marcantes: A construção da casa de campo (ou seria na praia? não me lembro) e o momento em que ele escreve “Os sete sermões para os mortos” (mais tarde considerado por ele como um “erro juvenil”).
Boa parte do relacionamento de Jung com Freud é comentado também nessa biografia, mas sempre como uma forma de elucidar as mudanças ocorridas na psique de Jung.
Além disso, durante o livro são citados diversos outros livros (de “Fausto” a “O segredo da Flor de Ouro”), que mostram muito bem o caminho seguido por Jung durante sua vida.
Ler este livro foi uma experiência bem reveladora pra mim, porque foi o segundo livro relacionado a psicologia que li (o primeiro foi “O eu e o inconsciente”, também de Jung e do qual falarei mais tarde) e realmente me identifiquei muito com essa linha psicológica. Em especial com os trabalhos sobre o subconsciente e inconsciente coletivo.
Aniela Jaffé foi responsável por organizar a biografia.
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17 Aug
Como muitos de vocês devem saber, é possível fazer iogurte a partir de leite e de um pouco de iogurte. Imagine que temos tanto leite quanto for necessário. Então, se tivermos algum iogurte, podemos fazer uma leva de iogurte. Dessa leva, podemos reservar um pouco para a produção de outra leva, da qual podemos tirar um pouco para originar a terceira, e assim por diante.
De forma geral, se tivermos uma leva de iogurte, podemos produzir a próxima a partir de atividades simples, as quais temos recursos para realizar. Então conseguimos produzir qualquer número de levas de iogurte. Basta que tenhamos o iogurte original e que consigamos fazer a próxima leva a partir da anterior.
Se você conseguiu acompanhar esses iogurtes todos, você entendeu o princípio da indução finita (ainda que muito informalmente).
Na indução, temos um caso base, B, para o qual a fórmula que se quer provar verdadeira é de fato verdadeira (nos laticínios, trata-se do iogurte que deu origem aos outros). Se conseguirmos atestar que a fórmula é verdadeira para um natural N a partir da premissa de que é válida para (N-1), isto é, que conseguimos construir a próxima solução a partir da solução atual (em nossa analogia, fazer a próxima leva de iogurte), então podemos afirmar que o que queremos provar vale para todo natural maior do que B.
Da próxima vez, em O Iogurte Recursivo, a explicação será um pouco mais aprofundada e abordará recursão também.
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