6 Aug
Latex é uma linguagem de marcação de texto, isto é, uma sintaxe na qual você escreve textos já com as indicações de layout, como deve aparecer na página final. A propósito, Latex escreve-se, na verdade, Lateχ - esse último χé o “chi” do alfabeto grego - e a pronúncia é /latequi/*.
O Latex é uma simplificação do Tex, criado por Donald Knuth - se você nunca ouviu esse nome, por favor, informe-se. Por sua maior complexidade e suas limitações estilísticas, o Latex surgiu, como uma pré-linguagem de Tex, carregando em si, basicamente, macros que transformam um texto Latex em Tex e daí são compilados para *.dvi.
Mas não é apenas para *.dvi que se pode exportar com o Latex. Sua grande funcionalidade é a possibilidade de ser exportado para diversos formatos. Nativamente nos pacotes Linux para Latex, exporta-se para *.dvi, *.ps, *.pdf e até mesmo *.html.
A linguagem é excelente para textos acadêmicos e artigos em geral, mas também pode ser usada numa grande gama de funções, da construção de um currículo à escrita de partituras - usando uma biblioteca especial.
Neste guia, abordaremos:
Para começar, você precisará ter as bibliotecas do Latex instalado e de um editor de texto - recomendo fortemente o Emacs, já que ele tem uma ótima marcação de sintaxe para Latex. Consiga seu compilador de Lateχ…
…em Linux: use seu gerenciador de pacotes para baixar e instalar o pacote “tetex-extra” e suas dependências. Para o Emacs reconhecer corretamente códigos Lateχ, baixe e instale, também, o pacote “auctex”.
Em MacOS: Mesma instrução que para o Linux, apenas utilize o Fink para pegar o pacote “latex-make” e, para Emacs, “auctex”.
Em Windows: Recomendo a utilização do TexLive.
Para os anti-Emacs espalhados pelo mundo, você pode utilizar o editor TexMaker.
Por ora, instale o Latex no seu computador e teste um pouco o editor escolhido, vendo como ele marca o código abaixo:
\documentclass{article}
\usepackage{verbatim}
\usepackage[T1]{fontenc}
\usepackage[latin1]{inputenc}
\usepackage[brazil]{babel}
\title{Tutorial de Latex - parte I}
\author{VidaGeek.net}
\begin{document}
\section{A seção}
\subsection{Utilizando uma subseção}
\subsubsection{Usando uma subsubseção:}
Uma lista numerada qualquer…
\begin{enumerate}
\item{Algum ítem}
\item{Um outro item}
\end{enumerate}
\end{document}
* Nota sobre a pronúncia de Lateχ: segundo me foi dito recentemente, em grego, o χ no final de uma palavra é suprimido e sua síbala fica tônica, portanto, Lateχ seria lido /laté/ - fica a sua preferência.
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3 Aug
Tempos atrás recebi um e-mail de um professor dizendo que a maioria dos alunos não tem o costume de ler. Senti-me sinceramente ofendido com o e-mail. Mesmo que o professor não tenha falado que todos os alunos não lêem, acredito que ele esteja errado. Parece ser moda nacional falar que brasileiro não tem costume de ler. Isso não é verdade nem o motivo de discussão aqui no momento.
Meu objetivo com essa nova série SNL (Sim, Nós Lemos) é mostrar que ele está errado (e isso depende totalmente dos leitores desse blog. Muitas discussões sobre os livros dos quais vamos falar nas próximas semanas mostram que ele provavelmente não está certo) ou, caso ele esteja certo, incentivar a leitura passando um pouco do que gostamos ou odiamos nos livros que lemos e que achamos interessante compartilhar.
Esperamos que vocês gostem tanto dessa série como vamos gostar de escrevê-la.
Escrito por Sun Tzu por volta de 500 AC, à primeira vista parece um simples texto sobre estratégia militar. Achei bem interessante a primeira vez que o li, especialmente a forma como ele coloca o terreno como elemento fundamental para a vitória de uma campanha. Mais tarde pensando sobre o livro comecei a notar que não era apenas isso. O que está escrito como estratégia militar pode ser aplicado a praticamente qualquer coisa que se faça. Um projeto de software pode (e acredito que deva) ser levado de acordo com os pricípios expostos nesse livro. Inclusive a liberdade que ele deixa para violá-los quando necessário (isso não é dito com palavras mas é uma interpretação minha de certas passagens do livro).
Citei o projeto de software porque é mais próximo de muitos leitores desse blog. A essência estratégica desse livro pode ser aplicada a vida, aulas, estudos, enfim, praticamente qualquer ação planejada.
O Mais interessante é que Sun Tzu apenas dá os elementos na sua mão e deixa para você a responsabilidade de juntá-los de forma a vencer a batalha que tem pela frente.
O livro está dividido em 13 capítulos:
Meus preferidos são “Os nove tipos de terreno” e “O ataque pelo fogo”.
É um livro pequeno (cerca de 100 páginas), mas que me trouxe resultados muito bons quando aplicado em muito do que faço. Recomendo a todos, mesmo que não gostem de estratégia militar. Pros que gostam, ainda tem esse sabor extra.
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