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Archive for September, 2007

Em busca dos 64 bits

Já não é novidade pra ninguém que o mundo está sendo tomado pelos processadores com 64 bits. Qualquer micro novo que você compre vem com um processador dual core 64 bits. Mas, como ainda estamos em processo de migração dos 32 para os 64 bits, vários problemas acontecem.

Um dos problemas estou enfrentando agora. O site Banco do Brasil faz autenticação usando uma applet Java. Isso significa que eu preciso ter suporte a java no meu browser (Firefox). Simples:


sudo apt-get install java6-sun-plugin

O que acontece? O apt-get diz que não encontra o pacote , embora exista uma referência de um outro pacote a ele.

Procurando por algum tempo no Google, encontro um site que diz que você precisa acrescentar multiverse ao main do feisty no sources.list. Por acaso já tinha feito isso.

Depois de muito procurar usando o apt-cache (o Google não estava ajudando muito…), encontrei um plugin java 1.4 para o firefox. Pensei: “Melhor que nada. Quem sabe funciona”. Depois de baixar a jre 1.4 (inútil pois estou usando java 6 na máquina), instalar o plugin (j2re1.4-mozilla-plugin), entrei novamente no Banco do Brasil, a applet carregou e… o firefox foi morto por uma NullPointerException causada pelo plugin no momento em que eu passei o mouse em cima da applet.

Triste fim para uma tarde. Mas faz parte do processo de mudança. Até processadores de 64 bits tornarem-se padrão para a produção de software, usuários de linux 64 bits vão sofrer bastante.

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  • Guia Latex - Parte II: O Básico

    Agora que você já tem o compilador de Tex e o pré-processador de Latex instalados na sua máquina, vamos dar as ferramentas necessárias para escrever documentos simples em Latex, porém já bonitos.

    \documentclass{tipo}

    Antes de começar a escrever seu documento, é necessário informar qual é tipo de documento você vai escrever: um artigo, um livro ou um relatório.

    Esses tipos definem vários atributos estilísticos como tamanho da letra, área útil do papel, frente e verso ou só frente, número de colunas, etc… Escolha o que melhor se aplica à sua necessidade e modifique algum desses atributos, se preciso, acrescentando a opção entre colchetes.

    As diferenças principais nos atributos de cada um dos tipos de documento em Latex são duas:

    Atributo article book report
    Impressão só frente frente e verso só frente
    Capa Inclusa na primeira
    página do texto
    Página de capa Página de capa

    \usepackage{pacote}

    Agora que já definimos a formatação básica da página, temos que importar alguns pacotes que nos permitem escrever em português. O suporte à grafia brasileira, incluindo acentos e tudo o mais, é dado por um conjunto de pacotes:

    • babel: dá suporte à ortografia de diversas línguas. Use a opção brazil para escrever no nosso português.
    • inputenc: adiciona a codificação das letras em ascii para melhor visualização num editor Ascii. Isto é, faz com que você consiga ler as vogais acentuadas com sua forma padrão e não como o Tex as interpreta. Usamos latin1

    Alternativamente a usar estes pacotes, você pode escrever manualmente os acentos e o cedilha utilizando a sintaxe de Tex:

      ~ (til) ‘ (agudo) ^ (circunflexo) ` (grave)<\td>
    a \~a ou \~{a} \’a ou \’{a} \^a ou \^{a} \`a ou \`{a}
    e \’e ou \’{e} \^e ou \^{e}
    i \’i ou \’{i} \^i ou \^{i}
    o \~o ou \~{o} \’o ou \’{o} \^o ou \^{o}
    a \’u ou \’{u} \^u ou \^{u}

    E o cedilha, escrevemos assim: \c{c}.

    \title e \author

    Você pode informar o Título e o Autor do seu texto no código de forma a, sempre que você precisar dessas informações, você pode acessar diretamente usando os comandos \title e \author. Além disso, quando você quiser que seu texto tenha uma capa, basta usar o comando \maketitle e um bloco com nome do texto e autor aparecerão, já centralizados e com tamanhos de letra adequados.

    Os comandos são usados da forma mais intuitiva:

    \title{Nome do Texto}
    \author{Cecilia \\ VidaGeek.net}

    Então, até agora sabemos usar o cabeçalho e o que significa o que você escreve nele:
    \documentclass{article}
    \usepackage[T1]{fontenc}
    \usepackage[latin1]{inputenc}
    \usepackage[brazil]{babel}
    \title{Guia Latex II - O Básico}
    \author{VidaGeek}

    \begin{document}

    Tente escrever texto aqui!
    \end{document}

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  • OpenSource Projects: Archimedes

    Inaugurando nosso conjunto de posts sobre Projetos Opensource, temos o OpenCAD Archimedes, um projeto em encubadora Fapesp que eu faço questão que seja o primeiro dessa série porque, apesar de nunca ter colaborado com ele, acompanho-o desde suas primeiras retas e intersecções.

    Eis o texto escrito por Fabrício S. Nascimento e revisado por Mariana V. Bravo e Hugo Corbucci, desenvolvedores, sobre o OpenCAD Archimedes.

    Ainda que o início de sua construção tenha se dado apenas em 2005, o projeto Archimedes teve seu nascimento anos antes, nas idéias de um arquiteto paulistano. Entretanto, deste a data de sua concepção até o início de sua execução, foram necessários não somente três anos mas também um desafio, proposto por John MadDog Hall durante o Fisl 6.0, para que o projeto pudesse então alçar seu vôo inaugural.

    Hoje, um ano e meio após seus primeiros passos , o projeto Archimedes vem se mostrando bastante promissor. E ao contrário do que é comum na maior parte dos software do tipo CAD, o projeto, ainda que possa ser usado para tal, não vem diretamente atender engenheiros e seus desenhos técnicos, mas sim arquitetos, um segmento de usuários pouco contente com as atuais ferramentas do mercado.

    Outro contraponto bastante importante está no investimento monetário necessário para adquirir por exemplo softwares similares, como o AutoCAD, o mais famoso entre as aplicação desse tipo, que está na casa dos 5 mil dólares por licença, enquanto a versão 0.52.0 Full do Archimedes, por se software livre pode ser obtido gratuitamente em http://sourceforge.net/project/platformdownload.php?group_id=143642

    Mas as vantagens do Archie, como é carinhosamente chamado por seus principais contribuintes, não param por ai. Até a versão 0.17.1 a aplicação estava disponível para Unix, MacOS e Windows e deveria funcionar em qualquer outra plataforma que tenha uma implementação da Java Virtual Machine e OpenGL nativo, entretanto, as versões posteriores, que tiveram um salto em seu “big number” direto para 0.50.0 rodam apenas em Unix, MacOS e Window. O motivo é que para prover maior flexibilidade e extensibilidade para o projeto, toda a arquitetura do Archimedes foi modificada para utilizar Rich Client Platform (RCP), e por isso o projeto carece de plugin OpenGl para outras plataformas que não as citadas.

    Atualmente, nosso time de desenvolvedores está em busca de recuperar a maior parte das funcionalidades perdidas durante a transição da antiga arquitetura para RCP e em busca de desenvolvedores interessados em a se juntar a nós nessa empreitada.

    Mais informações http://archimedes.incubadora.fapesp.br/portal.
    Confira alguns ScreenShots: http://archimedes.incubadora.fapesp.br/portal/screenshots-2.

    Agradecimentos ao Fabrício, à Mariana V. Bravo e ao Hugo Corbucci.

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    Qual fs que era mesmo?

    Recentemente tive um problema com meu notebook (um iBook consideravelmente idoso). Por algum motivo a placa de video queimou e sairia mais barato comprar um novo do que arrumar. O que fiz? Comprei um computador de mesa muito melhor pelo mesmo preço. Mas isso me trouxe um belo problema. Tenho vários cds gravados com o formato padrão do Mac (que eu nem imaginava qual era). Pensei, “Ah, o mount se vira, detecta o formato e monta direito”. Gastei neurônio a toa. O mount simplesmente diz que eu preciso especificar o formato da mídia.

    Depois de quase duas horas procurando uma forma de montar o cd encontrei um programa muito interessante: o DiskType.

    O DiskType é um daqueles programas pequenos (o fonte dele tem 44Kb) mas que são muito úteis. Ele simplesmente identifica o filesystem de um dispositivo.

    Pronto. Rodando ele no /dev/cdrom, ele informou que o filesystem era o hfsplus.

    Fica a dica para os que costumam trabalhar com midias em formatos estranhos (ou os que, como eu, esquecem o formato delas).

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