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Ubuntu 7.10 e o cedilha em teclado internacional

Guilherme de Almeida Moreira, um amigo nosso, passou pelo problema clássico de colocar para funcionar o cedilha no Ubuntu 7.10. Já que não encontrou informações de como resolver o problema na internet, ele nos enviou sua solução na esperança de ser útil para outras pessoas.

Quem instalou o ubuntu 7.10 e tem um teclado US International pode ter enfrentado o mesmo problema que enfrentei: “ç”, o”c-cedilha”. E se, assim como eu, você só encontrou a famosa solução
de alterar o arquivo etc/gtk- 2.0/gtk.immodules e percebeu que ele simplesmente desapareceu, não se desespere! Ofereço uma solução muito parecida.

A idéia é a mesma: habilitar o cedilha para o idioma inglês, a única diferença é que agora o arquivo está em local diferente: /usr/lib/gtk-2.0/2.10.0/immodule-files.d/libgtk2.0-0.immodules

Como administrador, modifique o arquivo:

sudo vim /usr/lib/gtk-2.0/2.10.0/immodule-files.d/libgtk2.0-0.immodules

Adicione a sigla “en” na linha que começa assim “cedilla” “Cedilla” “gtk20″ …

A linha fica assim:

"cedilla" "Cedilla" "gtk20" "/usr/share/locale" "az:ca:co:fr:gv:oc:pt:sq:tr:wa:en"

Para salvar o arquivo no Vim, aperte “esc” para ir para o modo de comandos e, em seguida, :wq.

Faça logout e login e teste-o.

Qualquer dúvida poste aqui. Pode ser que esse erro seja por uma atualização do Gtk.

Guilherme de Almeida Moreira

Guilherme de Almeida Moreira é formando em Processamento de Dados pela FATEC-SP, é entusiasta do Ubuntu e trabalha como consultor pela Caelum.

Update: O leitor Vitor Zeni nos ensinou a forma gráfica de se fazer essa mesma alteração. Veja abaixo:

Muito boa a dica, mas eu resolvi o mesmo problema de outra forma, mais “amigável” digamos.

1. Vá no menu Sistemas -> Preferências -> Teclado.
2. Clique na aba “Disposições”
3. Clique no botão “adicionar” logo abaixo da tela que mostra as disposições definidas.
4. Escolha uma disposição que seja igual ao seu teclado, conferindo na tela o desenho mostrado.

No meu caso, uso um teclado Dell, que é padrão internacional, então no meu caso serviu bem a disposição “US English” com a variante “Alternative International (former us_intl)”.

Agora funciona tudo ok.

Obrigado, Victor!

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  • Combatendo Spammers

    Eu odeio spam. Fico realmente incomodado em receber centenas de comentários spam por dia. Mesmo com o Akismet segurando quase tudo (de vez em quando um passa por ele), eu gostaria de um controle mais rígido. Num mundo ideal eu gostaria de nem receber esses spam.

    Uma coisa que notei nos spam é uma certa recorrência nos IPs. Resolvi então começar a bloquear alguns IPs com o htaccess do Apache HTTPD.

    Resultado? Em uma semana e meia o número de spam (proveniente da faixa que eu escolhi para atacar) caiu consideravelmente.

    A minha idéia é simples. Para cada spam que recebo, pego o IP de onde ele veio e acrescento uma linha “deny from” no meu htaccess para esse cara. Mas existem milhões de computadores zumbis no mundo. Não tem problema. Não faz o menor sentido que todos eles estejam mirados contra o meu servidor. Bloqueei cerca de 40 IPs e já obtive um bom resultado.

    Para evitar prejuízo (como vítimas de bloqueios indevidos) para os leitores do blog, não estou bloqueando nenhum intervalo de IPs (as vezes dá vontade. Dos quarenta, sete só variam no quarto bloco). Também não estou bloqueando IPs na faixa de 220.*.*.* até 180.*.*.* pois embora eu não conheça muito como funcionam os intervalos de IPs, sei que 99% dos leitores desse blog estão nessa faixa. Meu próximo passo é bloquear pelo nome do servidor, pois mesmo que o spammer receba um outro IP, o bloqueio continuará.

    Quando eu comecei a bloquear não esperava resultados tão rápido. A partir dessa semana vou começar a registrar a evolução do número de spams, e caso isso não tenha sido um movimento sazonal, postarei dados concretos sobre isso.

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  • AdSense Flood

    Semanas atrás (desculpe-me pela demora), recebi um e-mail com um pergunta interessante. Existe alguma forma de evitar que alguém clique milhares de vezes nos seus anúncios do AdSense (serão marcados como cliques inválidos) e você tenha sua conta do AdSense bloqueada?

    Pra mim é bem claro que gerar uma ferramenta que faça isso não demoraria mais do que 20 minutos e poderia nos outros 20 minutos forjar milhares de cliques.

    Como agir em uma situação como essa?

    Por experiência, sei que a Google envia um e-mail avisando sobre cliques inválidos e lembrando de alguns dos principais pontos dos Termos de Serviço. Acredito que a primeira ação seja entrar em contato com a Google (respondendo esse e-mail).

    Eles com certeza sabem que uma ferramenta como essa é fácil de ser rastreada (os cliques inválidos estarão associados a um número pequeno de IPs, pois não é tão simples obter um zumbi para rodar seu programa) e embora eu não possa afirmar, acredito que isso seja classificado como crime (é uma conduta obviamente lesiva).

    Quanto a ter a conta do AdSense bloqueada, eu acredito que embora uma possibilidade, isso é bem difícil de acontecer. A google é uma empresa que tem mostrado bastante bom senso no contato com usuários. São poucos os exemplos de ações radicais e injustificadas (a maioria vem de autores de site que abusaram de SEO e foram expulsos dos programas por causa disso). Além disso, o objetivo deles é ganhar dinheiro e pra isso eles precisam que o negócio escale muito. Se permitirem ataques tão óbvios como esses irão perder muito dinheiro a longo prazo, pois as pessoas irão parar de usar os sistemas dela.

    Não acredito que a Google comece um programa de execuções sumárias para quem tiver cliques inválidos nos anúncios, mas mesmo assim é sempre bom diversificar a renda.

    [Extra]
    Acabei de reler os termos de serviço e vi que existe menção apenas a robos usados pelo dono da conta. Robôs de terceiros (desde que não incentivados pelo dono da conta) não estão presentes no TOS. Portanto acredito que não exista motivo para se preocupar com isso. É do maior interesse da Google que isso não aconteça ou seja raro e que não prejudique os assinantes do AdSense.

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  • Após um período de recesso, o Guia Latex segue. Dessa vez, veremos marcação de texto básica e as maneiras mais comuns e simples de se estruturar uma página, com seções e subseções, listas e, por fim, tabelas.

    Marcação de texto

    Em LaTeX, é possível fazer todas as marcações de texto com as quais vocês está acostumado.

    Negrito: \textbf{termo em negrito}
    Itálico: \textit{termo em itálico}ou similar: \emph{termo enfatizado}
    Monospace: \texttt{termo em monospace} (letra de máquina de escrever)
    Serifado: \textsf{termo em letras serifadas}
    Maiúsculas \textsc{termo em SmallCaps} (letras maiúsculas, diferenciadas pelo tamanho)

    Também podemos alterar o tamanho da fonte. Algumas das possibilidades de tamanho são:

    Muito pequena: \tiny
    Pequena: \small
    Normal: \normalsize
    Grande: \Large
    Muito Grande: \LARGE
    A maior: \Huge

    Estruturando o texto

    O LaTeX é uma excelente ferramenta para criar textos bem estruturados e confortáveis de se ler. Para facilitar esse processo, dispomos de alguns comandos:

    Seção: \section{Nome da seção}
    Subseção: \subsection{Nome da subseção}
    Subsubseção: \subsubsection{Nome da subseção da subseção}

    Listas

    Ainda, é bastante útil saber fazer listas. As listas abrem um ambiente próprio que contém e sabe entender o comando \item. Este, por sua vez, recebe o texto de um ítem da lista.

    Para fazer uma lista com os pontos de marcação padrão (as bolinhas) use:

    \begin{itemize}
    \item{Um ítem}
    \item{Outro ítem}

    \item{Último ítem}
    \end{itemize}

    Já para criar uma lista numerada, usamos o ambiente enumerate:

    \begin{enumerate}
    \item{Primeiro ítem}
    \item{Segundo ítem}

    \item{N-ésimo ítem}
    \end{enumerate}

    Tabelas

    Tabelas são velhas conhecidas e tidas como problemáticas por usuários mais antigos de Tex e LaTeX. A razão da má fama é proveniente do ambiente table, que é um corpo flutuante. Isso significa que, se não houver espaço para uma tabela do tipo table na página, ela não hesita em passar o texto seguinte para preencher o espaço em branco e se posicionar alguns parágrafos abaixo.

    Se isso não lhe parece terrível, é porque você nunca teve esse problema. Seu texto fica extremamente confuso quando uma tabela de referência vai parar 3 parágrafos abaixo, onde ela julgou que cabe.

    Para não ter esse tipo de inconveniente, foi criado, para LaTeX, um ambiente novo não-flutuante chamado tabular. A seguir, um exemplo de como fazer uma tabela nesse ambiente:

    \begin{tabular}[opções de alinhamento]{| alinhamento da primeira coluna | alinhamento da segunda coluna |}
    \hline
    conteúdo da 1a. linha, 1a. coluna & conteúdo da 1a. linha, 2a. coluna \\
    \hline
    conteúdo da 2a. linha, 2a. coluna & conteúdo da 2a. linha, 2a. coluna \\
    \hline

    conteúdo da Na. linha, 1a. coluna & conteúdo da Na. linha, 2a. coluna \\
    \hline
    \end{tabular}

    As opções de alinhamento são quatro:

    l (L minúsculo) Alinhamento à esquerda
    c Alinhamento centralizado
    r Alinhamento à direita
    p{2.7cm} Justificado com tamanho de célula indicado entre {}

    As barras verticais indicam as linhas verticais da tabela. Mas atenção: elas são necessárias no começo e no fim da definição das colunas. Se você não colocá-las ali, sua tabela não vai ter as bordas laterais exteriores.

    Similarmente, as linhas que recebem somente \hline servem para fazer as linhas horizontais da tabela. Assim, é importante colocá-las a cada vez que você desce para a próxima linha e, se quiser as bordas inferior e superior externas, antes da primeira linha e depois da última.

    Pronto! Agora você já tem todas as ferramentas que precisa para escrever 90% dos textos com os quais você vai se deparar. Experimente tranformar seu último texto escolar ou relatório do trabalho em LaTeX e veja a qualidade da saída em .pdf.

    Na próxima parte desse tutorial, veremos como colocar imagens em latex, importando ou construindo-as programativamente, direto em LaTeX.

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