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Archive for January, 2008

Até o número de cliques?

Esses dias, quando estava instalando o plugin do Remember The Milk, eu notei uma coisa interessante. O site de busca do Google mostra o número de vezes que você clicou em um determinado link e a data do último clique.

Número de cliques e data do último

Isso só funciona se você estiver logado, mas é bastante perturbador.

Não é por causa de questões de privacidade (não quer que o Google receba informações sobre onde você clica? não fique logado o tempo inteiro). É mais por questões computacionais.

Eu sei que o Google talvez possua a maior capacidade computacional do mundo. Muitos programadores muito bons trabalham na Google. Mas isso já é demais.

Para manter essa informação, ou ela está armazenada no cliente ou no servidor. Se estivesse no cliente (e fosse apenas para nos mostrar algo bonitinho no site) bastaria que você entrasse no site de busca de duas máquinas diferentes e o número de cliques não bateria. Não e isso que acontece. E o número de cliques inclusive influencia a ordem em que os sites estão listados. A primeira vez que acessei o remember the milk, ele era o terceiro na lista. Hoje é o primeiro.

Ou seja, a informação está no servidor. A Google guarda cada clique que damos no site. Mas como? Existem milhões de contas no google. Sei lá quantas buscas diárias a Google responde, mas só eu faço pelo menos 100 (se não tiver muito o que fazer no dia). Como você faz com que isso que parece apenas uma bobeira (mas na verdade é informação vital para o sistema de busca deles) seja escalável?

Eles têm que guardar isso em disco. Quantos sites eu já acessei hoje? Tudo guardado. No modelo mais minimalístico que consigo pensar, associado a minha conta existe algo que guarda a busca que fiz, o site que acessei, o número de vezes que acessei e a data do último acesso. Pode parecer pouco, mas quando você multiplica o acesso disso por N (para valores bem grandes de N) é algo absurdo.

É algo pra deixar qualquer um louco (ainda mais eu que adoro fazer otimizações de baixo nível).

Já estou melhor depois desse desabafo. Mas ainda assusta.

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  • Filed under: Google, Programacao
  • Futuro dos Jogos

    O Nintendo Wii mostrou que um possível futuro para os jogos é a interatividade, e não simplesmente o realismo. De fato, o Wii vendeu mais do que o Playstation 3, que é o console mais poderoso produzido até hoje, por ser mais interativo e revolucionário, e não apenas por ser mais barato.

    Em busca de novas formas de interação e imersão nos jogos, surgiu o Wii Remote, e agora novas formas de interação estão surgindo. Entre elas, destaco duas que achei bastante interessantes abaixo.

    A primeira é baseada no Wii Remote. É uma tecnologia muito promissora para qualquer tipo de sistema que necessite de interação, mas especialmente jogos. Vejam no vídeo abaixo:

    Outra bastante interessante é um conjunto de peças de roupa, desenvolvido pela TN Games, que tem a capacidade de inflar em determinados pontos, dando a sensação de força aplicada naquele ponto.

    Colete inflável, mas não para não se afogar!

    Com esse colete, você pode ter a sensação de tomar um tiro, um soco, ou então de estar voando, pisando fundo no carro etc. É como um force feedback para nosso corpo. Essa tecnologia já está disponível em alguns jogos (veja a lista aqui).

    Agora só falta os desenvolvedores de jogos utilizarem essas tecnologias! :)

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  • Quer trabalhar na Google?

    É fácil! E nem precisa de entrevista! Aliás, não precisa nem sair de casa, se você tiver Internet. É só entrar em http://images.google.com/imagelabeler/.

    Google Image Labeler

    Bom, não tem salário, mas em compensação não precisa sair de casa, não precisa ter formação e, ainda por cima, você se diverte (como em qualquer emprego da Google, provavelmente)!

    Essa ferramenta é um tipo de jogo que a Google criou para melhorar a ferramenta de busca de imagens deles. O objetivo é descrever as imagens que forem aparecendo com tags relevantes. Quanto mais relevante, melhor!

    Aviso: é viciante (mesmo para quem não é workaholic)!

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  • Filed under: Google, Humor, Jogos
  • Que curso eu faço?

    Dúvidas?

    Quem gosta de computação e pretende fazer um curso de graduação na área normalmente não sabe exatamente qual curso da área fazer. São muitas opções: ciência da computação, engenharia da computação, sistemas de informação, análise de sistemas… muitas opções mesmo!

    Pois bem. Andei pesquisando sobre a abrangência de cada curso e faço o seguinte resumo:

    • Engenharia da Computação: se você gosta de montar computadores, de mexer no hardware do seu computador, talvez esse seja o curso para você. Este curso oferece uma formação de engenheiro básico, com bastante conhecimento em física, e aplica esses conhecimentos em sistemas digitais. Também aprende-se um pouco de programação, já que o engenheiro precisa saber para que seu sistema será utilizado e escrever o programa de baixo nível que vai no hardware. Você provavelmente vai trabalhar desenvolvendo hardware e drivers para eles.
    • Ciência da Computação: este curso é para quem gosta de desenvolver software (programar)! Aqui você aprende desde programação de baixo nível até conceitos mais abstratos, os que envolvem o fator humano do desenvolvimento de programas, passando por sistemas operacionais, banco de dados e linguagens de programação. Você também vai ver bastante álgebra, cálculo e álgebra linear. Depois, vai trabalhar em empresas de desenvolvimento de software, como a Google, a Apple etc.
    • Sistemas de informação e análise de sistemas: estes dois cursos são, na verdade, o mesmo: análise de sistemas é o nome antigo do curso de sistemas de informação. Este curso é mais voltado à aplicação da computação no mercado. Aqui você vai ter noções de administração, gerenciamento de informação e desenvolvimento de software. Provavelmente irá trabalhar na área de informática de uma grande empresa, analisando e desenvolvendo soluções para os problemas de dados da empresa.

    Para tomar essa decisão, olhe com atenção as grades curriculares de cada curso. Essa grade também varia entre as faculdades, então olhe a grade das faculdades nas que você pretende fazer o curso. Dê uma olhada também nesses links:

    Principalmente no segundo, que tem um comparativo mais detalhado entre esses cursos.
    Veja a Wikipédia, também! Lá tem artigos para cada uma dessas áreas, com uma descrição bem precisa do que a cada uma se refere.

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