27 Oct

Continuando a minha saga de eventos do mês ,(Rails Summit, o Encontro Ágil), aconteceu em São paulo na quinta e na sexta o Falando em Agile, um evento sobre métodos ágeis bastante instrutivo e muito bem organizado.
Para quem é nas palavras de Chad Fowler, um “Advanced Beginner” em métodos ágeis como eu, a mensagem que ficou foi…
“Métodos ágeis não é sobre práticas ágeis, mas sim sobre valores, e sobre mudar sempre”.
Para ser bem honesto, eu preferia ter aprendido isso em um evento mais dinâmico, onde eu pudesse sentar com meu mac no chão e bater papo em uma roda de outras pessoas discutindo o assunto, do que sentado em uma cadeira no estilo aula da universidade. Mas deixando isso de lado, o evento foi perfeito.
Logo de abertura, o Keynote do David Anderson sobre Kanban deixou uma dezena de conceitos muito interessantes. Aprendi por exemplo que os especialistas classificam as empresas em apenas 3 grupos (líder de preço,diferenciado e nicho), e de que com a evolução do mercado, as empresas de nicho deixam de existir. Outra coisa interessante, é que ao invés de dividir as funcionalidades (”must”, “should”, “would” e etc) de um projeto podem ser colocadas em 4 grupos (Diferenciais, “Spoilers”, Diminuidora de Custo e Comodite ) e que o risco para o cliente decai a medida que as funcionalidades percorrem esses grupos, da esquerda para direita.
Mas não foi só o keynote que agradou, muitas outras palestras foram ótimas, como a sobre Padrões para introdução de novas idéias do prof. Fabio Kon e do aluno de mestrado Daniel Cukier, o qual também mantém o blog Agile and Art que já tem um post sobre o evento. Outra palestra muito legal foi a do Guilherme Chapiewski sobre como Liderar Equipes Ágeis, enfatizando as grandes vantagens do “lider servidor” em detrimento ao “command control”.
Entretanto, acho que nada me deixou mais surpreso do que o que fez o pessoal da Caelum, que levou um quadro branco, postits e até mesmo o seu cliente para o meio do Evento, praticando a agilidade enquanto assistíamos as palestras.
Por fim, comida boa, belas garotas :-) e um lugar muito agradável, a Caelum está de Parabéns.
Para os mais interessados, tem algumas fotos no meu Picasa.
Espero escrever para vocês semana que vem de Foz do Iguaçu, quando estarei na Latinoware.
Este post foi escrito por um convidado: Fabricio de Sousa Nascimento, membro do grupo de pesquisa do projeto Integrade, é aluno do terceiro ano de ciência da computação pelo IME/USP. E teoricamente mantém o blog do fabs.
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24 Oct

Desde que entrei na universidade atividades e compromissos cresceram de tal maneira que eu perdi o controle. No primeiro ano eu cheguei até mesmo a esquecer de coisas simples como reuniões de família nos domingos, encontros e até mesmo o aniversário do meu pai. Logo percebi que ia precisar de algum método de organização, e olha, eu usei muitos. Eu fui desde o popular calendário + todo list, passando por escrever o meu proprio software em Ruby, até a escutar conselhos de Randy Pausch, um professor universitário de Carnegie Mellon que tem uma palestra muito boa sobre gerenciamento de tempo , que vale a pena assistir.
No final das contas, os métodos ajudavam, mas um problema sempre se mantinha, eu tinha muitas mais coisas para fazer do que eu podia, a ponto de que até mesmo era ruim fazer uma delas. Na minha cabeça, fazer algo significa não estar fazendo outras dezenas de atividades, e o simples fato de pensar em não fazer uma delas me deixava estressado.
Até que um dia eu descobri que para David Allen, um consultor e instrutor em produtividade com mais de 20 anos de experiência na área, o meu problema não era ter muitas coisas para fazer, mas sim ter essas coisas na minha cabeça. David é criador de uma metodologia de gerenciamento de tempo chamada Getting Things Done, ou para os mais próximos , GTD.
Getting Things Done é na verdade um conjunto de boas práticas que se baseia na noção de que se você tem todos os seus compromissos, organizados de maneira sistemática em um sistema fora da sua mente , então, você pode, usando regras simples, escolher a atividade mais adequada a ser executada naquele momento, e faze-la com a mente focada. Já que suas outras atividades estão sobre controle.
É claro que tem muito mais (o diagrama deste post mostra por exemplo a parte do “sistemático”) mas ainda que as práticas sejam simples explica-las aqui não é meu propósito. Afinal, o livro pode ser adquirido na amazon por $9 e em meios menos ortodoxos você consegue achar até mesmo o audio do exemplar ,lido pelo próprio autor.
O que é mais legal, é que se você está acostumado com ferramentas como o Remember the Milk, ou o iGTD para macs, você nem mesmo vai notar diferenças no seu gerenciamento.
Eu tenho usado a metodologia, junto com o iGTD tem um mês e meio. Logo depois da primeira semana usando o GTD eu já me senti bem mais tranquilo, e passei a me estressar bem menos. No começo eu estava relutante em aceitar as idéias, mas depois as coisas melhoraram bastante. Acho que o sinal de sucesso mais evidente é de que eu tenho conseguido fazer todas as minhas tarefas e ainda arranjar tempo livre para atividades que nem entravam na minha lista, como ler e ir ao parque. Tomara que continue assim quando as provas chegarem ^.^.
Este post foi escrito por um convidado: Fabricio de Sousa Nascimento, membro do grupo de pesquisa do projeto Integrade, é aluno do terceiro ano de ciência da computação pelo IME/USP. E teoricamente mantém o blog do fabs.
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22 Oct

Rhino
Javascript é uma linguagem bastante conhecida por seu uso freqüente em páginas da Internet. Nessas páginas, é utilizada para tornar a página mais dinâmica e usável. Apesar do uso difundido, pouco se fala nas características mais técnicas dessa linguagem, de suas vantagens e desvantagens. Menos ainda se fala que essa linguagem também existe fora dos navegadores de Internet; é uma linguagem voltada para a programação de páginas da Internet, mas serve para tudo.
(more…)
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20 Oct

Com a proposta de completar os grandes eventos mundiais de Ruby on Rails, o Rails Summit América Latina foi um sucesso.
Dentre muitos palestrantes, tivemos destaques como David Chelimsky, mantenedor do Rspec, um framework de BDD para rails, Ninh Bui e Hongli Lai e criadores do Phusion Passenger . Estiveram presentes também, por video conferência, os criadores do Ruby on Rails e do JRuby. A empresa britânica ThoughtWorks, criação do renomado Martin Fowler, também mandou muitos palestrantes, inclusive Danilo Sato, mestre em ciência da computação pela Universidade de São Paulo.
Sem dúvida um dos pontos altos do Rails Summit foi o keynote de Chad Fowler, com o título “Becoming Remarkable”. Em meio a diversos exemplos de arte e música, Chad deixou uma importante mensagem a respeito da importância de se ser notável. Com uma metáfora bastate rica, Chad mostrou que a maior parte das pessoas que conhecemos são como Lemmings, simplesmente andando de um lado para outro esperando que um gerente de projeto mande-os se explodir.
Outra grande atração foram os “lightning talks”, erroneamente chamados de “Birds of a feather” pela organização. Elomar França, falou por exemplo do grupo de estudos “mais legal do mundo”, aprendendo-rails, uma comunidade organizada por ele para estudar o framework. Elomar mostrou todos os conceitos comumente discutidos na organização de comunidades e foi capaz de entreter a plateia magistralmente. Nós também falamos de comunidade, eu e o Paulo Meirelles, aproveitando para fazer uma propaganda do Dojo de Programação , e incentivando os presentes a submeter artigos para o FISL.
A Locaweb está de parabéns pelo summit, principalmente Fábio Akita, gerente de produtos da empresa e organizador do evento. Não faltou nada, e até mesmo o repentino calor que tomou conta do Auditório Elis Regina no primeiro dia do evento, simplesmente sumiu no outro dia, quando prontamente climatizadores e ar condicionados foram instalados.
Fico apenas aguardando o próximo no ano que vem.
Confira as Fotos
Este post foi escrito por um convidado: Fabricio de Sousa Nascimento, membro do grupo de pesquisa do projeto Integrade, é aluno do terceiro ano de ciência da computação pelo IME/USP. E teoricamente mantém o blog do fabs.
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