30 Mar

Talvez isso seja notícia velha, mas graças ao LifeHacker eu descobri como sincronizar o meu AddresBook com o Gmail.
Sabe se lá porque, a Apple escondeu a opção de sincronização de contatos apenas para quem tem um Iphone, todavia existe um possível hack para habilitar essa funcionalidade. Primeiro faça um backup do arquivo ~/Library/Preferences/com.apple.iPhod.plist , depois substitua seu conteudo por:
{ Devices = { red-herring = { ‘Family ID’ = 10001; }; }; }
Salve o arquivo e abra o AdressBook, e vc vai ganhar o menu de sincronização do gmail. Apareceu na minha barra também um ícone de sincronização (o mesmo usado para o Mobile Me), e quando eu mando sincronizar ele sincroniza meu n95, meu AddressBook e os contatos do Gmail. Se o Ícone não aparecer para você, abrir o ISync pode ajudar.
Explicando um pouco mais, parece que basta que o arquivo com.apple.iPhod.plist tenha qualquer dispositivo com o Family ID = 10001, então se vc tiver ipod ou alguma outra coisa sincronizada, basta mudar o ID. Se você tem um Iphone, a opção já deve estar lá. Por fim, eu achei que remover o conteúdo e trocar por essa linha ia causar algum problema com a sincronização do meu IPod Shuffle, mas no final das contas quando conetei ele o Itunes simplesmente arrumou a configuração.
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18 Mar
Outro dia desses um amigo meu me mostrou o command line fu, um site de comandos bash. A princípio eu achei besteira, até ver a riqueza dos comandos que eu não conhecia. Seguem alguns exemplos:
1) Esqueci do sudo…
Você está lá, mudando as permissões de arquivos de vários diretórios, e digita:
$ chown fabsn Java/ Perl/ Ruby/
chown: Java/: Operation not permitted
chown: Perl/: Operation not permitted
chown: Ruby/: Operation not permitted
Aí você pensa: “putz, esqueci do sudo!”. O que você faz?
$ sudo !!
Sim. O comando ! é o histórico, experimente digitar !ls, ele vai rodar o seu último ls, ou por exemplo !cd, e ele vai rodar seu último comando cd. Digitando !! ele roda seu ultimo comando.
2) Digitei errado
Você está fazendo um branch bzr, e digita:
$ bzr co bzr+svn://umdominio.qualquer.ALI/meubranch/essapasta/essearquivo.extensão
Mas então você se lembra que o branch está em umdominio.qualquer.AQUI. O que você faz, seta para cima? Não:
$ ^ALI^AQUI
bzr co bzr+svn://umdominio.qualquer.AQUI/meubranch/essapasta/essearquivo.extensão
Sim, ele acabou de rodar o último comando trocando a string ALI por AQUI. Mágico, não?
Bom, esses e outros comandos estão disponíveis em command line fu. Convido todos que acharem algum comando mais interessante lá a deixarem um comentário.
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16 Mar
Voltando hoje com a nossa série “Linguagens de Programação”, temos um post de um de nossos leitores: André Luis Zary Mariano da Silva. André tem 17 anos, mora em Porto Alegre e é estudante do primeiro ano do ensino médio, técnico em informática e programador freelancer. Também escreve o blog “C, C++, Java e baboseiras”.
Visual Basic: uma versão de Basic adaptada para criar aplicações gráficas com rapidez
Basic é utilizada na área de programação como uma linguagem de ensino da lógica. Claro que hoje é sem sentido dizer que ainda se usa Basic puro comercialmente. Temos o QBasic (Quick Basic a mesma do Free Basic), ou o Visual Basic, que são uma espécie de modernização da linguagem - do mesmo jeito que aconteceu com a BCPL (a BCPL foi modernizada para B que, por sua vez, foi para C).
O motivo dessa linguagem ser usada no ensino da lógica é porque ela foi desenvolvida para ser uma linguagem extremamente de alto nível, ou seja, bem próxima da linguagem humana. No caso do VB e do QB, o inglês e, no caso do FreeBasic, o português.
O principal benefício do Basic é que se pode criar aplicações de baixo e médio porte com relativa simplicidade e rapidez, enquanto que, em outras linguagens, como o C/C++ e Java, o processo é mais longo.
Um dos males do Basic é que a biblioteca de funções não é externa, e sim interna, ou seja, junto a linguagem. Mas ainda é uma linguagem muito divertida por:
- Ser fácil para ser utilizada por iniciantes na programação (tanto por hobby ou profissão);
- Ser uma linguagem de programação para qualquer coisa;
- Permitir que fossem adicionassem características avançadas, sem tornar a linguagem mais complicada para os usuários;
- Fornecer mensagens de erro claras e amigáveis;
- Responder rapidamente para programas pequenos;
- Não exigir o conhecimento do hardware do computador (o que assusta muito os iniciantes);
- Proteger o usuário de erros causados pela má programação no sistema operacional.
Ainda hoje, mesmo já conhecendo outras linguagens, muitos escrevem funções nela, já que a sua sintaxe é extremamente parecida com a da pseudo-linguagem, o que torna fácil depois a passagem para a linguagem utilizada no projeto.
Então, analisando-se a linguagem pode-se dizer que, mesmo sendo uma linguagem “amadora” (como ainda hoje em dia é chamada), é muito útil tanto pelos motivos ditos acima como, por exemplo, influenciar linguagens, como no caso do Visual Basic.Net e do VBScript, dando chance, assim, para que amadores possam continuar com uma linguagem relativamente simples e usando recursos modernos.
Imagem retirada do site http://esafonsosanches.nonio.uminho.pt/course/view.php?id=76
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13 Mar
Acho que já passou da hora dos programadores amadurecerem um pouco quanto a necessidade de testes para TODA e QUALQUER aplicação que seja escrita, independente do tamanho. Acho que já passou muito da fase na qual a arrogância era o suficiente para você acreditar que sua aplicação funcionaria sem testes, afinal, você é o melhor programador do mundo.
“Mas o Knuth não usa testes. A gente tem que seguir o exemplo dos melhores”.
Concordo. Temos que seguir o exemplo dos melhores programadores do mundo. Mas lembre-se, Knuth não usa testes porque ele é o Knuth. Se ele diz que a aplicação dele funciona sem escrever testes eu acredito. Se isso é bom, acho questionável. Knuth não trabalha com mercado. Ele não trabalha dando manutenção em código. Ele trabalha apenas em projetos onde ele tem controle total (vale lembrar que embora o TeX seja aberto, apenas o Knuth pode usar o nome TeX). E ele é um dos maiores programadores do mundo. Uma realidade bem diferente da qual eu e você passamos todos os dias.
Sei que o mundo já gritou a muito tempo que sem testes não rola nenhuma aplicação (já ouviu falar dos caras que escreveram o Manifesto Ágil? Não? Onde você viveu nos últimos anos?). Dos maiores aos menores bons programadores. Por que raios seguir o exemplo desses caras? Será que eles realmente não sabem o que estão falando?
Dê uma chance ao que eles estão dizendo.
Eu, que não sou ninguém ainda, consigo ver incontáveis vantagens em usar testes.
E você ainda acha que não vale a pena investir nisso? Ignore o que os programadores de 30 anos atrás ainda estão falando (a não ser que eles tenham bom senso e usem testes).
Mas como faço para escrever testes? Primeiro, clique aqui.
Gostou? É assim que se aprende muito em computação sobre o que é relativamente novo no mercado. E testes infelizmente ainda são relativamente novos no mercado.
E depois? O que eu devo fazer? Bom, de agora em diante, apenas ter disciplina para escrever os testes para as suas funcionalidades. Pronto. E o mundo está quase salvo =D .
Programadores não podem ter medo de aprender coisas novas. O novo, em programação, é o que vai garantir que possamos chegar em casa e viver um pouco, em vez de apenas trabalhar por horas até a exaustão.
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