17 Apr
Aplicações para a Internet que se comunicam umas com as outras é algo mais do que comum. Ou sua aplicação consome algo que outra produz ou ela produz algo para outra consumir.
É bem fácil testar o que sua aplicação produz. Basta subir um servidor local, fazer uma requisição para o endereço correspondente e processar o resultado. Mas, por outro lado, como testar que sua aplicação consome o que outra produz adequadamente?
É claro que não vamos querer depender da aplicação remota de verdade. Queremos deixar os testes automatizados o mais isolados possível dos recursos externos. Então vamos, provavelmente, querer que o objeto responsável por fazer as requisições para fora não as faça de verdade e que devolva dados semelhantes aos da aplicação real.
Um jeito de fazer isso seria “embrulhar” a comunicação com a Internet numa classe nossa e, nos testes, mockar essa classe e passar essa classe mockada para as classes (ou os métodos) que precisam dela. É possível fazer isso em qualquer linguagem que suporte orientação a objetos.
Em Ruby ainda temos uma outra possibilidade. Como as classes são abertas, podemos re-escrever os métodos da classe Net::HTTP, por exemplo. Assim, não precisamos criar um embrulho; podemos utilizar sempre a classe do sistema.
Pois também não precisamos fazer isso na mão. A gem FakeWeb permite mockar requisições para determinadas URIs com um código bastante sucinto. Por exemplo, se você quiser que seu programa receba “olá mundo” quando fizer uma requisição do tipo GET para a URI http://foo.com/bar, basta escrever antes do código que executa a requisição:
FakeWeb.register_uri(:get, "http://foo.com/bar", :body => "olá mundo")
Em Java também é possível fazer algo parecido com um pouco de magia negra, desde que controlemos a criação do objeto responsável pela requisição. Mas, a meu ver, a primeira abordagem resulta num código mais desacoplado. Qual a sua opinião?
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7 Apr
Encoding é sempre um inferno. Se você nunca precisou brigar com encoding, pergunte para seus amigos e a cara deles dirá tudo.
Pensando nisso, sempre que inicio um projeto, defino qual deve ser o encoding para todos os arquivos que ficam dentro do projeto.
Não foi diferente nesse projeto. Como já é comum, definimos que tudo dentro do projeto deveria estar em UTF-8. Isso funcionou durante muito tempo. Controlamos bem todos os pontos de entrada para garantir que estivesse em UTF-8. Até mesmo em pontos que não tínhamos confiança em qual encoding estavam os dados, usamos (com bastante sucesso) o ICU4J.
Mas mesmo assim tivemos alguns problemas estranhos. Uma de nossas ferramentas funcionava muito bem no Linux, mas não tão bem no Windows e no Mac. Mas rodando ela de dentro do eclipse funcionava perfeitamente em todos os ambientes.
Depois de muito procurar, descobrimos que a causa eram problemas com encoding. Checamos novamente todos os pontos de entrada envolvidos e nada. Depois de muito sofrimento encontramos um post que nos deu uma grande dica de qual era o problema (no momento em que escrevo este post, o site parece estar fora do ar. Clique aqui para ver o post na cache do Google).
No post ele comenta sobre dois parâmetros da VM. O -Dfile.encoding e -Dsun.jnu.encoding. O que eles fazem? Controlam o encoding da leitura de arquivos. Triste, não? Não adianta você especificar seu encoding no momento da criação do seu java.io.Reader. Se a leitura for feita a partir do sistema de arquivos, será lido no encoding padrão do SO.
Para resolver o meu problema, foi apenas subir a VM especificando o encoding:
java -Dfile.encoding=UTF-8 -Dsun.jnu.encoding=UTF-8
Ah, e não adianta usar o System.setProperty. As propriedades são usadas no momento em que a VM sobe.
Outra coisa, quem descobriu o post e a solução foi o Edmilson Miyasaki, da Adaptworks.
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