9 May
Uma empresa americana, chamada C-Jump Factory, inventou um jogo bastante interessante para ensinar conceitos de programação em C, C++ e Java para jovens a partir de 11 anos, chamado C-Jump.
O jogo simula uma corrida de esqui, mas os passos para se ganhar a corrida são instruções escritas em C nas casas do tabuleiro. Um dado é utilizado como o valor de uma variável numa operação aritmética. O jogador deve calcular o valor da expressão para saber o quanto andar no tabuleiro. Há também condicionais, por exemplo “if (x == 3)”, que desviam o jogador para um caminho ou outro, assim como a execução de um programa.
Uma citação da página inicial:
“This game eliminates intimidation of many kids and their parents, bored by the mention of ‘computer programming’, often associated with visions of geeky guys glued to their computers. c-jump reveals simple programming terms in a cool way!”
mostra uma certa ilusão quanto ao destino das crianças que jogarem esse jogo. Mas ele é bem feito, mesmo assim!
Em suma, é um ótimo substituto ao computador para dar de presente às crianças. Assim, em vez de perderem tempo com bate-papo, orkut e messenger, elas já descobrem a parte mais legal do computador logo de cara.
Agradeço a Rafael Izbicki pela recomendação!
Foto: C-Jump Factory
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7 May
José Saramago teve uma ótima idéia para um livro, e usou seu talento muito bem para escrever “Ensaio sobre a cegueira”.
O livro narra a história de uma doença de causas desconhecidas que afeta uma nação inteira (na verdade, os limites do avanço da doença não ficaram muito claros, mas isso não é muito importante). Tudo começa com uma cegueira súbita de um cidadão enquanto dirigia seu carro. Ele estava esperando o semáforo ficar verde, quando, de repente, fica cego.
Mais pessoas vão ficando cegas; a doença se alastra numa velocidade espantosa. As autoridades tomam medidas para tentar impedir seu avanço, como colocar em quarentena os doentes, mas nada parece fazer efeito. Apenas uma pessoa não fica cega, e essa pessoa passa a descrever o mundo de cegos.
O mais interessante no livro não é o progresso da doença, mas o estudo do comportamento das pessoas frente à doença: algumas tentando sempre levar vantagem, outras altruístas, outras simplesmente egoístas. Todos esses aspectos são analisados sob um ponto de vista diferente.
Outra característica bastante interessante no livro é a descrição que é apresentada das pessoas se adaptando à vida sem visão. O nível de detalhamento é fantástico, e faz parecer que o próprio autor do livro passou pela situação. Essas partes do livro, aliás, mostram as dificuldades que passa alguém que fica cego, algumas das quais a gente nem percebe.
Em suma, o livro é muito interessante. Dá asas à imaginação sem sair do mundo real, e faz-nos pensar sobre nossa própria natureza, sobre nossas vidas e o mundo em que vivemos. Recomendo!
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16 Apr

Nesta última segunda, 14/04/2008, Rishab Aiyer Ghosh deu uma palestra no IME-USP (Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo) sobre direitos autorais e software livre.
Rishab Aiyer Ghosh é membro da United Nations University (UNU-MERIT), já participou de projetos de software livre (como o GCC) e editou o livro “CODE: Collaborative Ownership and the Digital Economy” (MIT Press, 2005). Mais sobre Rishab pode ser lido aqui.
Rishab começou a palestra citando o projeto FLOSS (Free/Libre/Open Source Software), que desenvolveu na UNU. Neste projeto, dentre outras atividades, foi feita uma pesquisa com diversos contribuidores de software livre para averiguar o motivo pelo qual tantos programadores participam de projetos de software livre. Chegou-se à conclusão de que a maioria participa para aprender, e descobriu-se que os participantes aprendem muito, de fato; até mais do que numa universidade, pois aprendem também sobre gerência de projetos. Mas esse não foi o ponto principal da palestra.
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28 Mar

De uns tempos para cá, testes unitários ganharam muita importância no desenvolvimento de software. Devido à segurança que eles transmitem e por servirem de documentação, testes unitários deveriam ser utilizados no desenvolvimento de praticamente todos os projetos. Porém, muitas vezes os programadores preferem ou são obrigados a utilizarem linguagens que surgiram antes da popularização dos testes unitários e, portanto, não têm suporte de fácil acesso a bibliotecas de testes unitários. Mas linguagens mais antigas como C++ não foram esquecidas pelos adeptos dos testes unitários. E, para oferecer suporte a testes unitários em C++, existe pelo menos uma biblioteca de testes unitários: CppUnit.
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