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Wikipedia na linha de comando

São muitas as vezes que tenho que recorrer ao navegador pra procurar no google a definição de alguma palavra, conceito, serviço ou “whatever” na wikipedia. Outro dia me deparei com o seguinte script, que chamei define:

#!/usr/bin/env bash

dig +short txt $@.wp.dg.cx

Por exemplo, executando:

fabs@mac > define ospf

vejo:

“Open Shortest Path First (OSPF) is a dynamic routing protocol for use in Internet Protocol (IP) networks. Specifically, it is a link-state routing protocol and falls into the group of interior gateway protocols, operating within an autonomous system (AS).” ” It is defined as OSPF Version 2 in RFC 2328 (1998) for IPv4. The updates for IPv6 are specified as OSPF Version 3 in RFC… http://a.vu/w:Open_Shortest_Path_First

Note que no final ainda há um link para o artigo inteiro na wikipedia.

Uma mão na roda :-). Para quem quer a fonte de onde encontrei isso, aqui vai.

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  • Como exibir branch atual do git

    Umas das coisas legais que bash tem é uma variável que define como deve ser o prompt da linha de comando. Essa variavel de ambiente se chama PS1. Um dos usos mais incríveis que já vi dela foi o de mostrar em qual branch do git você está (e não mostrar nada quando você não está em um repositório).

    Isso é a diferença entre

    terminal que não mostra o branch

    e isso

    terminal que mostra o branch

    Não sei quanto a vocês, mas eu realmente fico mais feliz com a segunda forma.

    A minha variável PS1 é configurada da seguinte forma (mac - ~/.bash_profile - linux - ~/.bashrc):

    export PS1="\[\033[38m\]\u\[\033[32m\] \w \[\033[31m\]\`git \\
    branch 2>/dev/null | grep \"^\*\" | \\
    sed -r \"s/\*\ (.*)/ \(\1\)/\"\`\[\033[37m\]$\[\033[00m\] "
    

    Impossível de ler, correto? Vou quebrar em mais linhas para facilitar a vida.

    PS1="\[\033[38m\]\u";
    PS1="$PS1\[\033[32m\] \w";
    PS1="$PS1\[\033[31m\]";
    PS1="$PS1\`git branch 2>/dev/null | grep \"^\*\" | \\
                               sed -r \"s/\*\ (.*)/ \(\1\)/\"\`";
    export PS1="$PS1\[\033[37m\]$\[\033[00m\]";
    

    Não testei, mas deve ter o mesmo efeito. Explicando um pouco da mágica:

    1. Essa sequência bizarra de caracteres (\[\033[38m\]) é a forma de definir que o que virá depois será impresso em branco, num terminal que permite coloração (o que realmente define a cor é o 38m. O resto é apenas a forma de indicar a mudança de cor). “\u”, na PS1, significa o usuário atual.
    2. A próxima sequência de caracteres bizarros troca a cor para verde. “\w”, na PS1, é o seu path atual.
    3. Troca a cor para vermelho.
    4. Extrai o nome do branch (sendo executado em uma subshell. Para isso que servem os \`).

      1. git branch 2>/dev/null: Imprime todos os branches do repositório onde você se encontra. Caso ocorra algum erro, a mensagem de erro será enviada para /dev/null, vulgo limbo (por isso nada será impresso nos outros diretórios).
      2. grep “^\*”: Me dá todas as linhas começadas por * .
      3. sed -r \”s/\*\ (.*)/ \(\1\)/\”: Novamente o grande monstro sed salva o dia. A regex que está ali pega o que vêm depois do espaço que está depois do * e imprime com parenteses em volta.
    5. Muda a cor para branco, imprime $ (apenas para marcar o fim do prompt) e para de brincar com as cores do terminal, devolvendo o controle à shell.

    A versão anterior que eu usava da PS1 usava ruby pra fazer essa mágica toda, mas dessa forma não depende mais do ruby instalado na máquina.

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  • Filed under: Dicas, Programacao
  • Trocando chaves rsa rapidamente

    Não sei se muitas pessoas tem esse problema, mas eu tenho mais de um par de chaves (no caso, tenho a minha para a conta jonasabreu do github e a da conta vidageek, também no github). Como era muito chato troca-las manualmente, fiz um pequeno script em bash para fazer isso para mim.
    O script assume que as chaves atuais tem o nome de “id_rsa” e “id_rsa.pub” e as outras estão com um sufixo qualquer, como “id_rsa.vidageek” e “id_rsa.pub.vidageek”. O script deve estar na pasta .ssh .

    
    #! /bin/bash
    
    OLD_KEY=$1;
    NEW_KEY=$2;
    
    if [[ ! -f "id_rsa.$NEW_KEY" ]]; then
    	echo "could not find id_rsa.$NEW_KEY";
    	exit 1;
    fi;
    
    if [[ -f "id_rsa.$OLD_KEY" ]]; then
    	echo "$OLD_KEY already exists";
    	exit 2;
    fi;
    
    if [[ -f "id_rsa.pub.$OLD_KEY" ]]; then
    	echo "$OLD_KEY already exists";
    	exit 3;
    fi;
    
    mv id_rsa id_rsa.$OLD_KEY;
    mv id_rsa.pub id_rsa.pub.$OLD_KEY;
    
    mv id_rsa.$NEW_KEY id_rsa;
    mv id_rsa.pub.$NEW_KEY id_rsa.pub;
    
    

    Como chaves rsa são algo meio ruim de se perder, o script faz algumas checagens básicas, mas use-o por sua conta e risco :D

    Usage:

    ./switch_keys.sh nome_das_atuais nome_da_que_vai_ser_ativada
    

    Exemplo:

    ./switch_keys.sh jonas vidageek
    

    Troca as chaves atuais jonas pelas que estão com a terminação vidageek .

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  • Filed under: Dicas, Programacao
  • Recentemente escrevi um post sobre como migrar seu repositório svn para o git. Em um dos passos falo pra você criar uma lista de mapeamento dos seus usuários do svn para os do git. O único problema disso é descobrir quem são eles. Aqui vai um one-liner de bash que resolve isso :)

    
    svn log | grep "^r[0-9]" | \\
    sed -E "s/^.*\|(.*)\|.*\|.*$/\1/" | \\
    sort | uniq > seu_arquivo_com_os_usuarios
    

    Explicação da bizarrice acima:

    1. svn log: Exibe todo o log de commits feitos naquele repositório.
    2. grep “^r[0-9]“: Pega todas as linhas iniciadas com r seguido por um número (header de cada commit do svn)
    3. sed -E “s/^.*\|(.*)\|.*\|.*$/\1/”: Roda o monstro chamado sed em modo estendido e captura o nome dos usuários (conte o número de pipes)
    4. sort: Ordena a lista com os usuários que comitaram.
    5. uniq: elimina todas as duplicatas deixando apenas uma cópia de cada usuário (só funciona em listas ordenadas. Por isso o sort anterior).

    Tentei fazer usando o comando cut no lugar do sed, mas o cut desistia no meio do caminho por causa de caracteres estranhos.

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