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Dojo de Carro

Dojo no CarroTem mais ou menos 1 mês, aproveitei o tempo livre das férias antes das aulas para passear em Amsterdã. Passei antes é claro em Bruxelas para encontrar com Leandro Lameiro, um amigo Politécnico que tive a oportunidade de conhecer nas sessões do coding-dojo de São Paulo (para quem não sabe o que é um dojo, vale a pena dar uma olhada nesse artigo do vidageek sobre o dojo no fisl 9.0).

No caminho (Bruxelas - Amsterdã) estávamos discutindo como escrever um algoritmo para GPS que levasse em consideração a velocidade média de tráfego em cada trecho. Estávamos querendo dessa forma, que o GPS nos desviasse das estradas congestionadas, já que na Bélgica (e na França também) o GPS conhecia os acidentes e engarrafamentos no caminho.

A idéia era que os papéis de piloto e copiloto do dojo, trocassem entre os papéis de piloto e copiloto do carro :-), mas não deu muito certo já que eu não dirijo, e que o tempo de 7 minutos parece ser bem pequeno.

Sempre gostei da idéia de misturar atividades, nos antigos uber-dojos (atuais kakes), onde tínhamos vários grupos programando ao mesmo tempo, diferentes problemas em diferentes linguagens, as pessoas de fora faziam comida.

Alguém tem alguma boa idéia de como misturar dojos com outras atividades?

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    FISL 10: Primeiro dia, organização e dojo

    A décima edição do FISL começou ontem, na PUC-RS, em Porto Alegre. A localização não é novidade, mas a data terrível atrapalhou bastante as caravanas das universidades públicas. A citar, o IME-USP que, no ano passado, foi a maior caravana do FISL com mais de 50 pessoas, teve meras 14 pessoas vindo de ônibus conosco.

    Após uma sugestão (muito mal recebida) de mover o FISL para uma cidade que ofereça mais recursos, como Curitiba, houve promessas de, no ano que vem, termos um lugar melhor para realizar esse evento. Disseram que a governadora do Rio Grande do Sul estaria aqui, ontem, na abertura do evento. Não vi, mas não duvido. No horário da abertura, ocorria um Coding Dojo organizado pela galera do DojoSP no estande da Locaweb - ontem foi em Python, hoje, segundo o Daniel Cukier da Locaweb, será em Ruby.

    Se você não sabe o que é um coding dojo, apareça na sessão hoje, às 13h na sala MSL-PR, ou dê uma olhada nos posts:

    FISL 9.0: Coding Dojo
    Screencast do Coding Dojo

    O Jonas assistiu uma palestra com um desembargador brasileiro e o senador que escreveu o projeto de lei que rege sobre crimes virtuais. Mais tarde, ele vai escrever um post completo contando o conteúdo em detalhes. Parece que foi bastante interessante.

    Pena, que a organização do FISL impediu que os palestrantes respondessem uma pergunta bastante pertinente sobre o que o Governo tem em mente para impedir a interpretação errônea da lei, que poderia prejudicar pessoas. Impediu, porque, depois de a pergunta ser feita, o coordenador de mesa declarou que o tempo acabou. O palestrante pediu para responder apenas essa pergunta (que é extremamente pertinente) e recebeu um claro “Não.” na cara. Feio, organização do FISL, muito feio.

    Mais feio ainda impedir palestrantes de entrar na sala VIP (sala dos palestrantes) no final da tarde de ontem porque “a sala está reservada para as autoridades da abertura”. Palestrantes contam com a sala também para fazer coisas pertinentes ao FISL - terminar sua palestra, por exemplo!

    Que era o caso do Luiz, aqui do Vidageek, e do Fabio Kung. Eles vão se degladiar numa palestra hoje, às 16h na sala fisl6 (41-E), comparando os frameworks de desenvolvimento web Rails (Ruby) e Seaside (Smalltalk). Atenção no horário e local! A programação mudou e não alteraram na grade - é no espaço que parece estar vazio às 16h de hoje.

    Aliás, falando na grade de palestras… organização, se tem gaps vazios em algumas salas de palestras, por que não passaram mais algumas palestras inscritas e refutadas — muitas vezes, sem nem notas, nem comentários ou razões reais para não terem passado. Ouvi de um palestrante que passou na “segunda chamada” que ele tinha 4 aceitações fortes, uma rejeição fraca e não passou. Bizarro, hein? Outros nem receberam as notas ainda.

    Um grupo de pessoas da USP sugeriu trocar o sistema pobre de submissão e avaliação de palestras que se usa atualmente pelo sistema que é usado na organização todas as conferências mundiais da Debian. A organização disse que era tarde de mais pra isso - e a submissão de palestras não estava aberta ainda.

    Muitos por quês e muitas críticas. Fica uma sugestão: colocar mais pessoas de outros Estados na organização. Muita gente está achando que a organização está regionalista de mais. E isso é, provavelmente, a parte mais fácil de resolver.

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    FISL 9.0: Coding Dojo

    A palestra, não exatamente num formato normal, começou com uma votação sobre a linguagem (Ruby, Phyton ou Java) seguido de uma breve explicação sobre o Dojo.

    Dos objetivos do dojo, passando por princípios como uso de TDD (test driven development) e não deixar sobrar dúvidas e com uma breve explicação sobre os dois estilos de dojo: Kata e Randori. Utilizaram, então, o Randori:

    dojo.epistemol.net
    Turnos de 5 a 7 minutos em pair programming. Quando troca, o programador em si sai e alguém da plateia entra como “co-piloto”. A platéia deve ficar em silêncio enquantos os testes não estiverem passando e podem comentar e criticar o código quando os testes passam. Além disso, se a dupla de programadores estiver completamente perdida, pode pedir ajuda da platéia.

    Então, uma nova votação definiu o problema a ser resolvido: resolveríamos o problema Roman Numbers em Java. Após alguns problemas com o Eclipse e a JRE recém-instalada, começamos os turnos.

    Definitivamente em baby-steps, começamos a implementação dos testes e do método conversor minimal para cada teste. Quando chegamos a 1:30 de palestras, foram passados cartões para que a platéia apontasse pontos positivos e negativos do Dojo e a retrospectiva completa e discutida deve estar em breve no site dojo.epistemol.net.

    Algumas perguntas particularmente relevantes surgiram, também:

    • Quantas pessoas no máximo participam de um Dojo?

      Tantas quantas forem possíveis mantendo o foco do grupo e o aprendizado. Quantos mais pessoas, menos o grupo, como um todo, aprende.

    • Como são escolhidos os problemas para o Dojo?

      Normalmente, pega-se problemas prontos como em ACM-UVA arbitrariamente, de acordo com o grupo.

    E também uma observação interessante:

    “Em vivência acadêmica, temos contato com a maratona de programação, onde o foco é resolver rapidamente e sem se preocupar com beleza de código. O Dojo vai exatamente pelo lado contrário, se preocupando com a beleza do código e os testes e não com o tempo gasto ou com a completude do problema.”

    Desculpe a citação não literal, mas acho que passei a idéia corretamente.

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