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Linux, Open-source, Programação e Produtividade

O Assunto de DRM é bem batido, todo mundo já falou um monte é verdade, mas o natal vem ai, e é tempo de relembrar.

Dia 26 de novembro, o site DefectiveByDesign.org iniciou a campanha “35 dias contra DRM” com o famoso caso de DRM na saída hdmi do novo macbook da Apple. Esses novos aparelhos saem de fábrica com um chip que impede que determinados conteúdos sejam exibidos em alguns dispositivos de vídeo, que podem ser plugados no macbook. É verdade que o hdfury já resolve esse problema, entretanto essa questão vai muito além.

A maior parte das vezes estamos muito mais preocupados com as questões práticas, que dizem respeito ao que podemos ou não fazer, e é nesses momentos que nos esquecemos do real impacto dessas medidas na sociedade. Yochai Benkler, em seu livro The Wealth of Networks(lembra dos reds, greens and blues?) explica através do “principio da bovinidade” de Lawrence Lessig como um conjunto pequeno de regras, efetivamente aplicadas, são suficientes para controlar um grande rebanho de animais. Segundo Benkler, esse foi um fator decisivo na diminuição do compartilhamento de músicas na internet, quando nos Estados Unidos se processou o criador do Kazaa e posteriormente os usuários que baixavam músicas em suas casas.

Eu sou um grande fã dos produtos da Apple, e sempre tive boa fé na empresa. No dia 6 de fevereiro de 2007, dia em que fiz 20 anos, Steve Jobs havia publicado um texto intitulado Thoughts on Music, onde ele explicava as razões pela qual a Apple tinha que oferecer as musicas com DRM pela loja virtual do ITunes, e como a empresa tinha interesse em poder vender música DRM-Free, caso as gravadoras aceitassem. Entretanto nós anos seguintes, cada vez mais os produtos da empresa passaram a conter DRM, entre eles o IPhone e agora o mac.

Minha mãe estava prestes a ganhar um macmini neste natal, ele não vem com nenhum drm até onde eu saiba, mas ainda assim estou vendo que ela vai ter que se contentar com algum hardware da efigênia, com Ubuntu 8.10, e não vai ser por causa da alta do dólar.

Mudando um pouco o assunto, já que falei do Ubuntu, essa semana eu participei de uma palestra com Christian Reis, que trabalha para Canonical(criadora do Ubuntu). O Kiko é responsável pela coordenação de 35 engenheiros remotos na produção do Launchpad, um trabalho bem interessante, que vai dar um ótimo post no futuro próximo :-).

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    Linguagens de programação - Ruby

    Ruby Ruby foi criada no Japão, por Yukihiro Matsumoto que teve como objetivos na sua obra o enfoque nos programadores e não nos computadores, afinal nós somos os mestres e eles são os escravos.

    E definitivamente, programar em Ruby é uma diversão e todas as coisas legais não caberão neste post. Em Ruby, tudo é objeto. Por exemplo, um inteiro é um objeto e tem o método abs que devolve o valor absoluto, assim como o método odd? que devolve true se um inteiro for ímpar. Uma função booleana pode terminar em ?, o que torna os programas mais legíveis. Ruby também permite que você passe blocos de código como parâmetro de função.

    Outra coisa interessante são os símbolos. Vamos supor que você tenha uma coleção de camisetas e cada um tamanho. Podemos usar Strings para os tamanhos, mas cada um seria um objeto diferente. Uma solução legal que Ruby nos permite fazer são os símbolos. Assim, toda camiseta que tiver o tamanho pequeno terá o atributo tamanho = :pequeno que é único.

    Se você quiser saber se algo está em um intervalo, você pode usar o range e o === (sim, são três iguais). Ele devolve se algo está em um intervalo por exemplo (’a’..’d') === ‘c’ é true, mas (’a’..’d') === ‘f’ é false.

    Alguns sites interessantes sobre Ruby:

    Esse post foi escrito por Rodrigo Flores, um aluno de ciência da computação do IME/USP, programador Ruby, tradutor de Software Livre e que mantém um blog Rodrigo Flores Blog.

    Foto por elliottcable.

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