15 Apr

Duke: O mascote oficial de Java
Java é uma linguagem de tipos estáticos e explícitos, ou seja, você tem que declarar o tipo de sua variável. Junte a isso os modificadores de acesso, sincronismo e gravação e você terá uma ideia da burocracia da linguagem. Isso é visto como uma desvantagem por muitos, mas também tem suas vantagens. Se, por um lado, perde-se flexibilidade, por outro ganha-se em segurança.
Os criadores de Java procuram sempre manter compatibilidade entre as versões da linguagem. Isso significa que código das primeiras versões do Java ainda são compiláveis pelos compiladores para as novas versões sem ser necessário alterar o código. Essa decisão é boa para as empresas que trabalham com muito código legado mas é ruim para a linguagem. Por causa disso, decisões erradas sobre diversos aspectos da linguagem são visíveis até hoje. Por causa disso, também, a linguagem tem poucas (55) palavras reservadas, mas cada uma podendo ter mais de um significado dependendo do lugar em que aparece, o que gera confusão e implica em sintaxe pouco intuitiva em muitos casos (vide classes anônimas, blocos construtores, a sintaxe do enhanced for, etc).
Por esses aspectos já dá para notar porque a linguagem ficou tão popular: porque as empresas gostaram. A linguagem é padronizada, burocrática e não exige manutenção conforme é atualizada. Perfeito para elas! Não tanto para os programadores…
Como um dos objetivos iniciais da linguagem era a portabilidade dos programas, foi decidido que os programas seriam executados em uma máquina virtual. Uma crítica que muitos opositores de Java fazem é que isso torna os programas mais lentos e “pesados”. De fato, se considerarmos que a máquina virtual é uma camada a mais na execução de um programa, é lógico concluir que isso vai tornar a execução mais lenta. Isso era uma realidade incômoda até pouco tempo atrás mas, recentemente, as máquinas virtuais para Java evoluíram a tal ponto que a velocidade de execução de um programa em Java é comparável com a de um programa em C. Devemos considerar, é claro, que isso acontece depois de algum tempo de execução, quando a máquina virtual já carregou e otimizou o código. Mas o fato é que as máquinas virtuais para Java estão tão boas que outras linguagens interpretadas (ou seja, que rodam em máquinas virtuais) estão utilizando a máquina virtual Java para executarem o código. Dois exemplos disso são o projeto JRuby, para executar código Ruby, e a linguagem Groovy, que foi escrita já com o intuito de ser facilmente executada na máquina virtual de Java.
Para concluir esse post (mas não necessariamente o assunto), podemos dizer que a linguagem já está, digamos, velha. Isso também tem suas vantagens e desvantagens. As vantagens são a tecnologia bem desenvolvida sobre ela (o que inclui a máquina virtual) e a grande quantidade de ferramentas para se trabalhar com ela (bibliotecas e ambientes de desenvolvimento). A principal desvantagem, acentuada pela decisão de compatibilidade com versões anteriores, é a dificuldade de evoluir a linguagem, dadas as decisões erradas de arquitetura e a quase-impossibilidade de alterar sua sintaxe.
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16 Nov
Alguns devem ter notado que faz alguns meses que não escrevo para o VG com frequencia. Um dos motivos disso foi este projeto.
O Mirror é uma DSL simples construida em cima da Java Reflection API pra facilitar um pouco a utilizacao dela.
A idéia é remover tudo aquilo que deixa o código praticamente incompreensível. Quem já brincou um pouco com reflection em Java sabe que você precisa suar bastante pra entender o código.
Com Mirror, seu código passa disso:
Field toSet = null;
for (Field f : target.getClass().getDeclaredFields()) {
if (f.getName().equals("field")) {
toSet = f;
}
}
if (toSet != null && ((toSet.getModifiers() & Modifier.STATIC) == 0)
&& ((toSet.getModifiers() & Modifier.FINAL) == 0)) {
toSet.setAccessible(true);
toSet.set(target, value);
}
Para isso:
Mirror.on(target).set().field(fieldName).withValue(value);
Não sei quanto a vocês, mas eu prefiro a segunda forma ;)
Todo feedback é bem vindo!
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6 Oct

Recentemente desenvolvi, em parceria com o Rafael, autor aqui do blog, uma aplicação simples em Java para celular. A aplicação é um jogo de batalha naval, que pode ser jogado contra o computador ou contra outro celular, via internet. Vou comentar, aqui, algumas dificuldades que encontrei pelo caminho.
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25 Aug

Uma decepção geral de programadores Java com o MacOS é que a versão corrente do Java é a 1.5. Um update da Apple foi lançado para fornecer suporte a Java 1.6, mas está disponível apenas para a plataforma 64 bits (não vejo sentido nenhum nisso). E aparentemente nenhum esforço tem sido feito para que os usuários de Mac tenham a versão mais recente do Java em suas máquinas.
E ai que entra o projeto SoyLatte, um port do Java do BSD para o Mac (lembrando que o kernel do Mac usa o FreeBSD). O projeto funciona bem e é fácil de instalar, mas existe um porém: qualquer programa que use janelas precisa do X11 do Mac rodando. Portanto, você precisará instalar o X11 e lembrar de roda-lo antes de uma aplicação Java, uma chateação bem grande. Note que se o X11 não estiver rodando a janela simplesmente não abrirá (aparentemente assim que o X11 rodar, elas aparecem) e não encontrei nada que automatize o processo, ou seja, que rode o X11 pra você se ele não estiver rodando. Uma boa é deixar a configuração pronta para usar o SoyLatte, mas usar o 1.5 quando for possível.
Esta solução não é nem perto de ser ótima, mas enquanto a Apple nos deixar na mão é o que podemos fazer. A muito tempo atrás, abordamos como instalar pacotes open-source no seu Mac, acho que vale a pena dar uma olhada.
Imagem por justinsane
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