7 Dec
Depois de um ano cheio de eventos como FISL, Latinoware, Rails Summit, Falando em Agile e Encontro Ágil, decidimos fechar o ano com uma desconferência, o OpenBeach, onde o principal objetivo é relaxar a beira do mar acompanhado de amigos.

A viagem foi muito divertida. Saímos de São Paulo, eu, a Mariana e o Hugo, e viajamos até Cananéia onde fomos muito bem recebidos e passamos a noite. No outro dia, viajamos por mais alguns quilômetros até Curitiba, onde encontramos o faw e a Carol. De onde finalmente partimos com destino a Florianópolis para OpenBeach. As chuvas no sul do país nos fizeram pegar algum trânsito, mas tudo ocorreu bem. O único susto que passamos foi ao lado do estádio de Curitiba, torcedores do Atlético depredando o carro de um torcedor que chamavam de “Porco”, enquanto esse tentava se salvar dirigindo por cima da calçada.

O evento teve várias atividades, a principal delas beber caipirinha na beira da praia. Mas nós também fizemos coisas geeks como jogar Settlers, e usar notebooks para trocar dados e acessar a web.


Eu acabei tirando poucas fotos, dado que tiníamos outros fotógrafos, mas tem uma em especial do Paulino e do Maddog mostrando suas tatuagens de pinguins (sim, o Maddog fez uma tatuagem do Tux quando esteve na argentina, mas até então não havia sido mostrada em nenhum evento).

Para quem acompanhou os eventos esse ano, e também foi a alguns deles, fica o convite para se juntar a nós no OpenBeach do ano que vem. É uma boa oportunidade de conhecer as pessoas em momentos de descontração, de bater um bom papo e se divertir nas praias de Florianópolis.
Um perdão para todos que tem acompanhado o RSS e os emails, estou tentando usar um novo estilo para escrever no blog, Textile, e tenho cometido alguns equívocos.
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2 May
O FISL já terminou faz algumas semanas e eu ainda não consegui escrever sobre uma palestra: “Why is Software Livre! like a Pianola”, de John “Maddog” Hall.
Seria impossível falar sobre esta palestra sem fazer um ataque violento contra o palestrante. Em vez disso, prefiro falar sobre uma discussão que esta palestra acabou gerando entre amigos meus e eu. Enquanto voltávamos para o hotel, profundamente decepcionados com a palestra, surgiu uma discussão sobre aqueles que são considerados os principais representantes do movimento de Software Livre. Richard Stallman, Linus Torvalds e, claro, Maddog.
É inegável o papel fundamental que esses três representaram (e ainda representam) para todo o movimento. São feitas camisetas de Stallman comparando-o com Che Guevara. Todos eles são símbolos vivos de algo muito maior. Simbolizam toda uma mudança no modelo econômico de produção de software. Uma mudança monstruosa na forma como o conhecimento é passado. É praticamente uma revolução (se é que não podemos chamar realmente de revolução) que está acontecendo debaixo dos narizes do mundo e muitas pessoas envolvidas ainda não se deram conta. Mas não é esse o ponto.
O problema é que quanto maior fica o movimento, mais importantes essas três pessoas se tornam. E muito mais sentido será o momento em que eles caírem - seja quando morrerem ou quando fizerem uma besteira muito grande. Quantos movimentos não foram simplesmente aniquilados simplesmente porque seu símbolo foi destruído? Eles são apenas humanos e, como humanos, um dia cairão. E o que essa queda irá causar? Será que o movimento já possui forças para caminhar sem seus símbolos? Será que já é possível sair de debaixo das asas dos pais e atingir a maioridade? Viver por suas próprias pernas? Acredito que ainda não.
Ainda é muito visível a cara de criança birrenta que o movimento tem (como exemplo, quem nunca defendeu com unhas e dentes o Linux contra as investidas de um fanático pela Microsoft?). E enquanto ainda tivermos em nossa mente a imagem dos mártires protetores do Software Livre nunca cresceremos de verdade.
Será que ao invés de possuir um equivalente livre para cada software proprietário não é mais importante informar da liberdade que temos quando usamos Software Livre? Não falo apenas da liberdade de modificação de código fonte. Isso não é nada quando comparado com a liberdade de escolha que pode ser estendida a qualquer pessoa no mundo. Será que não é o momento de aproveitar a expansão do movimento e começarmos a mostrar que não somos apenas idealistas mas pessoas comuns, apenas livres em aspectos que os outros não são? Será que a verdadeira alma do movimento não é a liberdade?
Acredito que devamos estender esta liberdade a todos os pontos. Liberdade ao pensamento. Liberdade às escolhas. Liberdade à vida. Nós não somos livres (engana-se muito aquele que pensa que a única coisa que nos prende são grades). Como exemplo simples, existe a questão do voto. Ninguém pode escolher votar ou não votar. De que adianta do nosso computador para dentro sermos livres e fora dele estarmos presos a pequenas rixas contra o software proprietário?
Não estou defendendo software proprietário, mas esse é um modelo de negócios que não vai sumir porque o Software Livre existe. Devemos procurar uma forma de coexistir com isso. Mas para isso é necessário que comecemos a nos afastar da iconoclastia, que é vital para se destruir algo, mas que sempre atrapalha durante construções. O momento em que precisamos destruir e andar sobre escombros já está passando, mas muitos ainda estão pensando em jogar bombas por todo lado. Nossos heróis precisaram destruir, para que nós possamos construir.
O Software Livre já se consolidou como uma alternativa, mas ele tem potencial para ser muito mais do que isso. Ele pode ser um direito à escolha. Pensem nisso. Pensem até onde pode ir essa simples liberdade de escolha.
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