25 Apr
Numa palestra interessante e, surpreendentemente, em português, o palestrante Seth Schoen expôs seu ponto de vista sobre a Digital Rights Management.
Iniciando a palestra, Schoen comparou o Tratado de Tordesilhas às regiões de DVDs - ambos delimitam as áreas de “exploração comercial”, cada um na sua área.
Seguindo em frente, contou-nos que a DRM é tão restritiva que impede a cópia e modificação até mesmo pelo autor do documento.
Então por que utiliza-se essa licensa?
A justificativa que se usa é que a DRM ajuda na prevenção da pirataria. Ladainha. Você não deixa de ter acesso a livros, cds e filmes em P2P. A EMI Music entendeu isso e, como um exemplo a se seguir, extinguiu a DRM de seus produtos.
Ultimamente, fala-se sobre a DRM aberta. Não é bem assim. O código é semi-aberto, fechado exatamente na parte de ocultamento. E, por outro lado, é discutida a expansão da DRM para hardware. Imagine que ótimo.
E isso afeta a comunidade de software livre?
É claro! Softwares proprietários ou mesmo arquivos binários registrados poderiam impedir desenvolvedores de continuar seus trabalhos - ou melhorar o trabalho alheio. Sob a licensa, o enquadramento de infratores estaria no escopo da lei.
“Um desenvolvedor não pode acordar pensando: Hmm, será que eu vou ser preso hoje à tarde?”
Finalmente, o palestrante citou outras licensas encontradas pelo mundo (OMPI e DMCA, particularmente na Europa) e incentivou-nos a exigir motivos para as licensas. Também ressaltou a importância da luta contra a DMCA, licensa que já foi aceita em alguns países e tende a migrar, agora.
Claramente, Seth Schoen se levanta contra as licensas abusivamente restritivas e convida todos a se informar no site da Electronic Frontier Foundation.
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25 Apr
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15 Apr
Após a palestra sobre Wireless Meshing com OLPC, conversamos brevemente com o palestrante da apresentação anterior, “Meshy Communications with the OLPC XO”.
Michalis Bletsas comentou um pouco sobre as limitações de informação que pode ser dada em palestras por motivos de concorrência e o porquê de alguns drivers serem pagos.
Segundo Bletsas, os drivers de vídeo proprietários, o bloqueio de operadoras em celulares e a impossibilidade de relevar a quantidade de memória em repetidoras de meshing têm o motivo em comum: a concorrência por preços menores.
Começamos a conversa com um questionamento de um observador sobre a quantidade de memória que um repetidor a energia solar de meshing contém. O palestrante disse que uma cláusula de contrato o impede de revelar essa informação, já que, com ela, seus concorrentes no projeto OLPC poderiam calcular o range de alcance da repetidora, informação que convém apenas ao XO.
Pelo mesmo motivo, as operadoras de telefonia celular travam seus aparelhos para aceitar apenas o software da contratada seja aceito. A concorrência chega a prejudicar os usuários, que têm suas escolhas reduzidas pela concorrência.
Nos mesmos moldes, drivers proprietários chegam até a inibir a criação de softwares que gráficos, por exemplo. O palestrante citou a ausência de softwares de Cad que sejam opensoource.
Curiosamente, para isso temos contra-exemplo! O projeto Archimedes dos alunos IME-USP é um Cad Aberto e já está disponível no SourceForge. Na próxima semana, publicaremos um post sobre este software.
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14 Apr
Segue o resumo da palestra de ontem “Wireless Meshing with OLPC”. Para aqueles que não estão familiarizados com a sigla, vale explicar que OLPC é um dos laptops educacionais que competem nas licitações estaduais. O “One Laptop Per Child” XO é o modelo mais comentado e, temos que dizer, atrai a simpatia de qualquer um que passe por ele. Em uma breve ocasião, faremos uma notícia explicando as diferenças entre os concorrentes.
De volta à palestra, em densos 35 minutos, Javier Cardona comentou sobre a utilização de meshing nos OLPCs.
Mesh routing são protocolos de roteamento que funciona em redes parcialmente conexas de mesh. Isso sifnifica que um laptop liga a outro, que, por sua vez se liga a outro e assim se forma a rede - não precisam estar todos conversando com um central.
Esse protocolo tem as vantagens de ser auto-configurado e ser capaz de realizar “meta-reparos”, mas tem a desvantagem de ser visivelmente lento.
Atualmente, o projeto está em processo de rascunho e tem apenas uma pequena porção implementada.
Um OLPC conectado à internet se torna um Mesh Portal e disponibiliza internet para outros OLPCs em se range de alcance. Esses, se comunicam com a internet e com outros OLPCs que não estão na área de cobertura do Portal, que passam a disponibilizar de rede também e assim consecutivamente.
Até o momento, o OLPC com Wireless Meshing é capaz de descobrir caminhos que eventualmente o liguem à internet e escolher a melhor rota para transmitir informações com base na força da conexão. Em breve, ele levará em conta, também, a bateria disponível nos laptops no caminho. Ele é capaz de identificar de onde vêm os pedidos de informação e devolvê-las pro lugar certo - menos trivial do que parece.
No fim da palestra, ouve uma demonstração da rede em mesh usada pra enviar um sinal musical para outro. Três XOs foram usado na demonstração sobre área de cobertura. Um deles saiu da área de cobertura, enquanto os outros se mantiam lado a lado. Quando a música cessou, o segundo foi caminhando até a meia distância entre a fonte e o falante da música e pudemos ver a rede de mesh funcionando.
Após a grande sessão de aplausos, a palestra se encerrou.
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