27 Jul

Ultimamente tenho trabalhado bastante com tecnologias ainda pouco maduras, por exemplo RESTful WebServices com Java. Isso me fez perceber alguns problemas e algumas vantagens de se trabalhar no comecinho ou na crista da onda da tecnologia. Digo onda porque, se formos fazer um gráfico de como uma tecnologia evolui com o tempo (velocidade de surgimento de novos produtos, ou base de usuários), teremos algo parecido com uma onda: no começo, quase ninguém usa; depois de um tempo, todo mundo usa, e aí surgem novos produtos com uma velocidade absurda; no fim, sobram um monte de sistemas legados e alguns desenvolvedores para dar manutenção neles.
A principal vantagem de se trabalhar com tecnologias de ponta é que essas tecnologias, em geral, corrigem os erros cometidos no desenvolvimento das tecnologias anteriores. Os RESTful WebServices Java, por exemplo, exigem bem menos configurações que os WebServices tradicionais.
Outro ponto bastante positivo é poder colaborar e influenciar bastante no desenvolvimento dessa nova tecnologia. Como a base de usuários ainda é pequena e a tecnologia ainda está amadurecendo, é bem mais fácil alterar o que já foi feito e é mais provável que suas sugestões/críticas sejam aceitas. E, se a tecnologia for aberta, você tem a chance de participar do nascimento de um futuro grande projeto.
Em compensação, quando se trabalha com tecnologias de ponta, a chance de se encontrar um bug chato de resolver é bem maior. Claro, isso é uma chance de você participar do desenvolvimento dessa tecnologia (se ela for opensource), mas atrapalha no desenvolvimento do seu projeto que depende dela, o que é chato.
Outros pontos negativos são a falta de documentação/ajuda e de ferramentas prontas baseadas na tecnologia. Como a base de usuários ainda é pequena, há muito o que se fazer e poucos para te ajudar. Mas, na minha opinião, mesmo com esses contras, é muito mais legal e recompensador trabalhar com tecnologias de ponta.
E você, o que acha? Mande sua opinião!
Imagem via Flickr
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5 Apr

O Ruby e Rails no Mundo Real aconteceu em São Paulo neste sábado (04/04/09) em São Paulo. O evento começou com uma grande decepção: um evento com 130 programadores Ruby/Rails mas sem internet Wireless, ou seja, nada de Twitter, E-mails e instalação de gems. As tomadas também eram poucas e foi preciso revezar entre três notes (eu, Fabsn e Flores).
Mas nem tudo foi ruim no evento. Ganhamos uma apostila com (quase todos) slides das palestras e pudemos ver tecnologias como XMPP4R e Jabber (apesar de uma palestra maçante na quantidade de códigos) e várias formas de programação de Ruby para Desktop (como Shoes, Ruby-GTK, FXRuby e RubyCocoa) e ainda sobre o testes (algo bem batido, mas que apresentou o Remarkable - uma série de matchers para RSpec).
Num âmbito menos técnico, vimos uma palestra muito divertida e interessante sobre outsorcing - como ganhar dinheiro trabalhando para os gringos via internet. Foi apresentado o já clássico Ruby Learning para quem está começando a aprender a linguagem. Em particular, uma palestra de empreendedorismo com Ruby foi deplorável.
No final, o guru Fabio Kung salvou o evento (que apesar de ter algumas coisas boas, dava a sensação de que o dinheiro tinha sido mal investido) apresentando uma fantástica palestra sobre metaprogramação em Ruby - ou o que ele chamou de magia negra. Utilizando a ParseTree (a mesma do RFactor), Kung mostrou coisas absurdas como fazer o algoritmo map reduce do Google, obter incríveis informações do seu código (como complexidade e más práticas de programação).
Uma cobertura mais detalhada pode ser encontrada no Ruby Inside Brasil (apesar de divergimos de algumas opiniões). O evento foi organizado pelo Grupo de Usuários de Ruby de São Paulo (GURU-SP), um grupo animado que vale a pena conhecer. Apesar de tudo, achamos que valeu a iniciativa do grupo em fazer este evento.
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10 Oct

Somos máquinas?
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4 Aug
Alguns leitores perceberam que ontem voltamos a atividade e quiseram saber o porque da ausência de posts nos últimos meses. Decidimos explicar o motivo e comentar o que vocês poderão esperar do blog no futuro.
Apesar de termos cinco membros, somos todos do quarto ano do Bacharelado em Ciência da Computação da USP. O que ocorre é que temos um final de semestre sempre complicado pois é onde os professores mais nos cobram. Além disso desenvolvemos ativadades paralelas como estágio e iniciação ciêntifica. Isso causou uma correria para todos nos últimos meses, o que levou a uma ausência de posts aqui no VidaGeek.net.
Nossos planos são para que isso não ocorra mais. Alguns alunos farão menos matérias esse semestre e com isso terão mais tempo para escrever. Além disso, nos organizaremos melhor para que sempre haja conteúdo novo no site.
Nos próximos meses pretendemos realizar alguns mini-projetos para melhorar a qualidade do blog. Pretendemos alterar o tema para um mais bonito, eficiênte e clean, permitir o envio de dúvidas para que sejam respondidas semanalmente, criar uma newsletter mensal e permitir outras formas de comunicação entre nós e os nossos leitores. Portanto, o blog voltará a ativa com várias novidades.
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