4 Aug
Alguns leitores perceberam que ontem voltamos a atividade e quiseram saber o porque da ausência de posts nos últimos meses. Decidimos explicar o motivo e comentar o que vocês poderão esperar do blog no futuro.
Apesar de termos cinco membros, somos todos do quarto ano do Bacharelado em Ciência da Computação da USP. O que ocorre é que temos um final de semestre sempre complicado pois é onde os professores mais nos cobram. Além disso desenvolvemos ativadades paralelas como estágio e iniciação ciêntifica. Isso causou uma correria para todos nos últimos meses, o que levou a uma ausência de posts aqui no VidaGeek.net.
Nossos planos são para que isso não ocorra mais. Alguns alunos farão menos matérias esse semestre e com isso terão mais tempo para escrever. Além disso, nos organizaremos melhor para que sempre haja conteúdo novo no site.
Nos próximos meses pretendemos realizar alguns mini-projetos para melhorar a qualidade do blog. Pretendemos alterar o tema para um mais bonito, eficiênte e clean, permitir o envio de dúvidas para que sejam respondidas semanalmente, criar uma newsletter mensal e permitir outras formas de comunicação entre nós e os nossos leitores. Portanto, o blog voltará a ativa com várias novidades.
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4 Feb
Eu acredito que um bom conto seja muito mais difícil de escrever do que um bom romance.
O conto é mais curto e é necessária muita habilidade para em poucas páginas apresentar os personagens e contar a história. Normalmente bons escritores de romances não são muito bons contistas. Tolstóy é uma exceção.
Quando peguei este livro para ler, já fui com altas expectativas. Eu esperava algo no mínimo à altura de Guerra e Paz. O livro superou muito o que eu esperava.
“O Diabo e outras histórias” reune cinco contos maravilhosos, com cenas realmente marcantes (do tipo que passam meses e você ainda lembra como se tivesse visto hoje cedo) e uma grande carga emocional. Chega a ser assustadora a leitura de alguns trechos.
Embora os cinco contos sejam incriveis, os dois últimos contos (”Falso cupom” e “Depois do baile”) merecem destaque.
“Falso cupom” é uma história que começa simples. Um garoto é convencido a enganar uma vendedora pagando com um cupom falsificado (no caso, cupom é quase como um cheque) por ele. Isso começa a desencadear uma série de eventos (um mais destrutivo que o outro) que praticamente vai arrasando o modo de vida das pessoas. Até o momento (pra mim, a cena mais marcante do livro) em que uma pessoa não reage com agressividade quando é vítima do que o cupom criou. Após isso começa uma espécie de caminhada de redenção, onde todos que fizeram algo de errado devem pagar. É muito interessante o ciclo que é formado e como a história é contada.
“Depois do baile” trata da destruição da imagem que podemos ter de uma pessoa. Um jovem vai ao baile, dança a noite inteira com a garota pela qual estava apaixonado e conhece o pai dela (que aparentemente aprova as intenções do jovem). O pai dela, general do exército russo desperta nele muita adimiração. Após o baile, ele não consegue dormir e resolve passear pela noite. Ao amanhecer encontra presos sendo transportados pelo general que conhecera no baile. Não continuo pois destruiria o conto, que é muito bem narrado por Tólstoy.
É um livro que realmente me surpreendreu. Se alguém está apaixonado pela literatura russa como eu, esse livro é obrigatório.
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15 Dec
Olá a todos! Sou o mais novo membro do VidaGeek. Nesse meu primeiro post vou falar um pouco sobre a utilidade do software.
Creio que, como eu, todo programador fica satisfeito quando faz ou participa do desenvolvimento de um software que as pessoas usam e gostam. Mas nem sempre um programa que escrevemos tem a avaliação que esperávamos. Como, então, escrever algo que se sabe que será utilizado?
Pode parecer óbvio, mas a resposta é o foco no usuário. Não basta escrevermos um programa que faça o que o usuário quer (ou o que nós, programadores, queremos), é necessário que o programa seja do jeito que o usuário mais gosta, ou seja, fácil de usar, de aprender e eficiente. Daí surge a necessidade de se levar em conta a opinião do usuário a cada passo do desenvolvimento, para saber o que pode ser melhorado e como. Esse é um processo iterativo: a cada passo, deve-se procurar saber o que o usuário achou do produto até àquele estágio e tentar corrigir os problemas enquanto se implementam novas funcionalidades.
Nem sempre é fácil obter esse tipo de informação. O usuário normalmente não sabe o que quer, exatamente. Aí entram questionários, entrevistas, observação, experimentos, etc.
A conclusão é: se você quer fazer algo útil, procure saber quais são as necessidades dos usuários. Quais são os problemas existentes nos produtos atuais ou o que pode ser criado para facilitar a realização de uma tarefa.
Exemplos bem-sucedidos de produtos que levaram em conta a opinião dos usuários: Windows (sim, apesar de ele ser cheio de problemas, ele faz sucesso), Wii, Orkut, Youtube.
Creio que é isso que falta para que o Linux faça mais sucesso do que já faz.
Para saber mais: Interação Humano-Computador
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7 Dec
Depois de um bom tempo sem postar nada (fim de ano é complicado….), dei de cara com alguns sites que merecem ter sua engenhosidade (no uso do algoritmo Picareta) exposta como exemplo.
Antes, uma rápida introdução ao algorítmo:
Incrível não? Esse sim é um algoritmo que pode ser considerado uma bala de prata. Ele é aplicável a qualquer problema (inclusive os incomputáveis) e geralmente funciona por um bom tempo, antes dos dados serem corrompidos e aparecer a bendita falha de segmentação (ou NullPointerException para os javeiros - notem que ela só pode ocorrer na linha 3, onde você depende de dados injetados na sua aplicação).
Alguns exemplos de usos bem sucedidos (e vários ainda estão rodando):
Esses são apenas os casos de sucesso que eu conheço. Garanto que existem muitos outros.
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