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FISL 10: Primeiro dia, organização e dojo

A décima edição do FISL começou ontem, na PUC-RS, em Porto Alegre. A localização não é novidade, mas a data terrível atrapalhou bastante as caravanas das universidades públicas. A citar, o IME-USP que, no ano passado, foi a maior caravana do FISL com mais de 50 pessoas, teve meras 14 pessoas vindo de ônibus conosco.

Após uma sugestão (muito mal recebida) de mover o FISL para uma cidade que ofereça mais recursos, como Curitiba, houve promessas de, no ano que vem, termos um lugar melhor para realizar esse evento. Disseram que a governadora do Rio Grande do Sul estaria aqui, ontem, na abertura do evento. Não vi, mas não duvido. No horário da abertura, ocorria um Coding Dojo organizado pela galera do DojoSP no estande da Locaweb - ontem foi em Python, hoje, segundo o Daniel Cukier da Locaweb, será em Ruby.

Se você não sabe o que é um coding dojo, apareça na sessão hoje, às 13h na sala MSL-PR, ou dê uma olhada nos posts:

FISL 9.0: Coding Dojo
Screencast do Coding Dojo

O Jonas assistiu uma palestra com um desembargador brasileiro e o senador que escreveu o projeto de lei que rege sobre crimes virtuais. Mais tarde, ele vai escrever um post completo contando o conteúdo em detalhes. Parece que foi bastante interessante.

Pena, que a organização do FISL impediu que os palestrantes respondessem uma pergunta bastante pertinente sobre o que o Governo tem em mente para impedir a interpretação errônea da lei, que poderia prejudicar pessoas. Impediu, porque, depois de a pergunta ser feita, o coordenador de mesa declarou que o tempo acabou. O palestrante pediu para responder apenas essa pergunta (que é extremamente pertinente) e recebeu um claro “Não.” na cara. Feio, organização do FISL, muito feio.

Mais feio ainda impedir palestrantes de entrar na sala VIP (sala dos palestrantes) no final da tarde de ontem porque “a sala está reservada para as autoridades da abertura”. Palestrantes contam com a sala também para fazer coisas pertinentes ao FISL - terminar sua palestra, por exemplo!

Que era o caso do Luiz, aqui do Vidageek, e do Fabio Kung. Eles vão se degladiar numa palestra hoje, às 16h na sala fisl6 (41-E), comparando os frameworks de desenvolvimento web Rails (Ruby) e Seaside (Smalltalk). Atenção no horário e local! A programação mudou e não alteraram na grade - é no espaço que parece estar vazio às 16h de hoje.

Aliás, falando na grade de palestras… organização, se tem gaps vazios em algumas salas de palestras, por que não passaram mais algumas palestras inscritas e refutadas — muitas vezes, sem nem notas, nem comentários ou razões reais para não terem passado. Ouvi de um palestrante que passou na “segunda chamada” que ele tinha 4 aceitações fortes, uma rejeição fraca e não passou. Bizarro, hein? Outros nem receberam as notas ainda.

Um grupo de pessoas da USP sugeriu trocar o sistema pobre de submissão e avaliação de palestras que se usa atualmente pelo sistema que é usado na organização todas as conferências mundiais da Debian. A organização disse que era tarde de mais pra isso - e a submissão de palestras não estava aberta ainda.

Muitos por quês e muitas críticas. Fica uma sugestão: colocar mais pessoas de outros Estados na organização. Muita gente está achando que a organização está regionalista de mais. E isso é, provavelmente, a parte mais fácil de resolver.

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    Ruby e Rails no Mundo Real

    Rer 2009
    O Ruby e Rails no Mundo Real aconteceu em São Paulo neste sábado (04/04/09) em São Paulo. O evento começou com uma grande decepção: um evento com 130 programadores Ruby/Rails mas sem internet Wireless, ou seja, nada de Twitter, E-mails e instalação de gems. As tomadas também eram poucas e foi preciso revezar entre três notes (eu, Fabsn e Flores).

    Mas nem tudo foi ruim no evento. Ganhamos uma apostila com (quase todos) slides das palestras e pudemos ver tecnologias como XMPP4R e Jabber (apesar de uma palestra maçante na quantidade de códigos) e várias formas de programação de Ruby para Desktop (como Shoes, Ruby-GTK, FXRuby e RubyCocoa) e ainda sobre o testes (algo bem batido, mas que apresentou o Remarkable - uma série de matchers para RSpec).

    Num âmbito menos técnico, vimos uma palestra muito divertida e interessante sobre outsorcing - como ganhar dinheiro trabalhando para os gringos via internet. Foi apresentado o já clássico Ruby Learning para quem está começando a aprender a linguagem. Em particular, uma palestra de empreendedorismo com Ruby foi deplorável.

    No final, o guru Fabio Kung salvou o evento (que apesar de ter algumas coisas boas, dava a sensação de que o dinheiro tinha sido mal investido) apresentando uma fantástica palestra sobre metaprogramação em Ruby - ou o que ele chamou de magia negra. Utilizando a ParseTree (a mesma do RFactor), Kung mostrou coisas absurdas como fazer o algoritmo map reduce do Google, obter incríveis informações do seu código (como complexidade e más práticas de programação).

    Uma cobertura mais detalhada pode ser encontrada no Ruby Inside Brasil (apesar de divergimos de algumas opiniões). O evento foi organizado pelo Grupo de Usuários de Ruby de São Paulo (GURU-SP), um grupo animado que vale a pena conhecer. Apesar de tudo, achamos que valeu a iniciativa do grupo em fazer este evento.

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  • Filed under: Eventos, Opiniao, Ruby
  • Ruby Method Finder

    Eu nunca tinha experimentado SmallTalk antes do Dojo da semana passada aqui no ime. Confesso que a sintaxe muito intuitiva as vezes deixava a desejar, expressando mensagens do tipo “should not do: #not” ou semelhantes.

    Entretanto, uma funcionalidade do Squeak me atraiu bastante, chamava-se MethodFinder. Como você pode ver na imagem ao lado. Nessa “janelinha”, ao se escrever:

    2. 2. 4

    Aparece a lista de métodos que podem ser chamados no objeto 2, passando o parâmetro 2 (podiam ser mais) e que devolvem o valor 4 como resultado, que são.

    * (vezes)
    + (mais)
    raisedTo (elevado a ..)
    raisedToInteger

    Decidi então implementar algo em ruby, fiz durante uma aula de concorrentes portanto não está bem escrito, mas funciona :-). O resultado chama-se method_finder pode ser obtido no github. Para usar basta fazer o “require” do arquivo method_finder.rb, ele vai criar uma função no kernel do ruby chamada match_method. Vejam os resultados:

    require ‘method_finder’ #=> true
    match_method(2,[2],4) #=> ["*", "**", "+"]
    match_method([1],[2],[1,2]) #=> ["<<", "push"]
    match_method([1],[2,3],[1,2,3]) #=> ["push"]
    match_method([3,2,1],[],[1,2,3]) #=> ["reverse", "reverse!", "sort", "sort!"]

    Ainda não suporta blocos, bem como preciso fazer um gem disso eventualmente. Contribuições aceitas.

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  • Filed under: Programacao, Ruby
  • Atualizando o RubyGems no Mac

    Rubygems
    Recentemente fui iniciar um projeto pessoal utilizando Ruby on Rails. Meu objetivo era utilizar o Cucumber para fazer teste de integração e desenvolvimento dirigido por comportamento. Ao tentar utilizar o “rake features” para gerar os arquivos do Cucumber, obtive o seguinte resultado:

    Schouery:projeto schouery$ rake features
    (in /Users/schouery/Documents/projeto)
    Rails requires RubyGems >= 1.3.1 (you have 1.2.0).
    Please `gem update --system` and try again.
    

    O natural foi executar o comando pedido, apenas para ser frustrado:

    Schouery:projeto schouery$ sudo gem update --system
    Updating RubyGems
    Nothing to update
    

    Pesquisando por ai, encontrei um post que resolveu meu problema. Basta instalar a gem rubygems-update e então executar “update_rubygems”. Veja o resultado abaixo:

    Schouery:projeto schouery$ sudo gem install rubygems-update
    Successfully installed rubygems-update-1.3.1
    1 gem installed
    Schouery:projeto schouery$ sudo update_rubygems
    Installing RubyGems 1.3.1
    ...
    

    Espero que essa dica possa ajuda-lo. Até mais!

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  • Filed under: Ruby