23 Jan

Quem gosta de computação e pretende fazer um curso de graduação na área normalmente não sabe exatamente qual curso da área fazer. São muitas opções: ciência da computação, engenharia da computação, sistemas de informação, análise de sistemas… muitas opções mesmo!
Pois bem. Andei pesquisando sobre a abrangência de cada curso e faço o seguinte resumo:
Para tomar essa decisão, olhe com atenção as grades curriculares de cada curso. Essa grade também varia entre as faculdades, então olhe a grade das faculdades nas que você pretende fazer o curso. Dê uma olhada também nesses links:
Principalmente no segundo, que tem um comparativo mais detalhado entre esses cursos.
Veja a Wikipédia, também! Lá tem artigos para cada uma dessas áreas, com uma descrição bem precisa do que a cada uma se refere.
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5 Sep
Inaugurando nosso conjunto de posts sobre Projetos Opensource, temos o OpenCAD Archimedes, um projeto em encubadora Fapesp que eu faço questão que seja o primeiro dessa série porque, apesar de nunca ter colaborado com ele, acompanho-o desde suas primeiras retas e intersecções.
Eis o texto escrito por Fabrício S. Nascimento e revisado por Mariana V. Bravo e Hugo Corbucci, desenvolvedores, sobre o OpenCAD Archimedes.
Ainda que o início de sua construção tenha se dado apenas em 2005, o projeto Archimedes teve seu nascimento anos antes, nas idéias de um arquiteto paulistano. Entretanto, deste a data de sua concepção até o início de sua execução, foram necessários não somente três anos mas também um desafio, proposto por John MadDog Hall durante o Fisl 6.0, para que o projeto pudesse então alçar seu vôo inaugural.
Hoje, um ano e meio após seus primeiros passos , o projeto Archimedes vem se mostrando bastante promissor. E ao contrário do que é comum na maior parte dos software do tipo CAD, o projeto, ainda que possa ser usado para tal, não vem diretamente atender engenheiros e seus desenhos técnicos, mas sim arquitetos, um segmento de usuários pouco contente com as atuais ferramentas do mercado.
Outro contraponto bastante importante está no investimento monetário necessário para adquirir por exemplo softwares similares, como o AutoCAD, o mais famoso entre as aplicação desse tipo, que está na casa dos 5 mil dólares por licença, enquanto a versão 0.52.0 Full do Archimedes, por se software livre pode ser obtido gratuitamente em http://sourceforge.net/project/platformdownload.php?group_id=143642
Mas as vantagens do Archie, como é carinhosamente chamado por seus principais contribuintes, não param por ai. Até a versão 0.17.1 a aplicação estava disponível para Unix, MacOS e Windows e deveria funcionar em qualquer outra plataforma que tenha uma implementação da Java Virtual Machine e OpenGL nativo, entretanto, as versões posteriores, que tiveram um salto em seu “big number” direto para 0.50.0 rodam apenas em Unix, MacOS e Window. O motivo é que para prover maior flexibilidade e extensibilidade para o projeto, toda a arquitetura do Archimedes foi modificada para utilizar Rich Client Platform (RCP), e por isso o projeto carece de plugin OpenGl para outras plataformas que não as citadas.
Atualmente, nosso time de desenvolvedores está em busca de recuperar a maior parte das funcionalidades perdidas durante a transição da antiga arquitetura para RCP e em busca de desenvolvedores interessados em a se juntar a nós nessa empreitada.
Mais informações http://archimedes.incubadora.fapesp.br/portal.
Confira alguns ScreenShots: http://archimedes.incubadora.fapesp.br/portal/screenshots-2.
Agradecimentos ao Fabrício, à Mariana V. Bravo e ao Hugo Corbucci.
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30 Jun
Na última quarta feira, dia 27 de junho, Asa Dotzler e J. T. Batson deram uma palestra sobre a Mozilla, no IME-USP (Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo).
Durante a palestra, focada especialmente no Firefox, Asa explicou basicamente como funciona a estrutura sobre a qual os software da Mozilla são construídos. Também mostrou - com números realmente assustadores - a quantidade de gente envolvida nos projetos da Mozilla e como apenas 40 funcionários conseguem conduzir um dos maiores e mais bem sucedidos projetos de Software Livre.
Isso, sem contar as diversas vezes em que levou a platéia a gargalhadas, como quando afirmou que até os extraterrestres preferem o Firefox. Acreditem, a imagem é real.
Se você não é um dos poucos que conseguiram assistir a palestra, você pode baixar o audio da palestra, que gravamos e fomos autorizados, por JT, a colocar no blog. A palestra, em inglês, durou cerca de uma hora, com quinze minutos para perguntas.
Palestra da Mozilla (wav)- ~13MB.
Palestra da Mozilla (mp3)- ~3.4MB (Obrigado Felipe Rafailov).
Apesar de um pouco de eco, é possível ouvir bem a palestra - recomendo fones de ouvido. Boa diversão.
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17 May
Em (outro) post sobre a filosofia do software, vou falar sobre Abandonware, como fica óbvio pelo título. Isto não é sobre software livre - ou pelo menos não ainda.
E não é sobre nenhuma licença de uso. É sobre um modo de interpretação da forma de uso do software proprietário e uma reflexão acerca da validade de suas licenças. O que, de forma bastante vulgar, podemos chamar de ideologia.
Resumidamente, “abandonware” é todo software que foi “abandonado” por seus fabricantes, isto é, todo progama que não é mais vendido, exceto em lojas que os compraram há muito ou que, por ser antigo, não possui mais suporte.
Boa parte desses programas foi feita para sistemas já ultrapassados (leia-se DOS). Isso estimulou o desenvolvimento de ferramentas open source como o DosBox, que emula um x86 rodando um ambiente DOS limitado, permitindo rodar aplicações desse sistema sob SOs mais recentes, como o Windows XP, que já não roda DOS (ou algo compatível) nos bastidores, e os GNU/Linux, que não partilham das interrupções do SO da Microsoft.
Quem usa abandonware, e o compartilha, o faz por pensar que tais peças da nobre Arte (a arte da programação :) ) e que tanto trabalho árduo e idéias criativas não devem ir para a vaga memória de quem os usou, perdendo-se em disquetes de 5″1/4 escondidos em algum lugar sob camadas de poeira, certo?
Errado. Pelo menos para a maioria dos usuários, acostumados com o compartilhamento de músicas, filmes e outros tipos de informação protegidos (ainda que contestavelmente) por direitos de cópia, abandonware é só mais um jeito de conseguir entretenimento de graça na Internet. Entretanto, com uma justificativa razoável - os programas (em sua esmagadora maioria, jogos) muitas vezes se encontram realmente abandonados.
Uns estão plenamente esgotados ou extremamente raros, e são realmente originais e inovadores para sua época (e alguns até para hoje!). Outros são órfãos, com as empresas e estúdios de seus produtores tendo falido ou sido comprados por outros, ou meramente deixando essa linha de produtos de lado.
Além disso, a maioria das empresas que detêm os direitos para esse software não vê vantagem em gastar dinheiro processando usuários de um programa que já não traz mais lucro. Essencialmente, é por uma questão de custo x benefício que esse tipo de acusação não ocorre. Desse modo, os usuários vão vivendo na área cinzenta que se encontra na ilegalidade mas conta com a conivência do sistema jurídico.
Em suma, abandonware é quebra de copyright ou de licença de uso? Sim.
Prejudica os produtores do software original? Sim, mas não o suficiente para se darem ao trabalho de entrarem com ação jurídica.
Deve crescer com a passagem do tempo? Sim.
É menos descarado que cópia ou criação de clones de softwares lucrativos? Sim.
É um jeito de se usar programas bons que estão esgotados? Sim.
É pirataria? Sim, mas o usuário é mais corsário do que pirata, tendo obtido sua “carta de corso” por omissão (sites como o Abandonia retiram os jogos do ar se contatados pelos detentores do copyright, como a ESA).
Mas a principal pergunta é:
É moralmente ambíguo?
Sim.
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