12 Oct
Depois que eu passei a trabalhar com git, o eclipse começou a me torrar muito a paciência. Toda vez que eu mudava de branch ele perguntava se eu queria atualizar os arquivos abertos. E depois eu tinha que atualizar o projeto para tudo voltar a funcionar.
Depois de quase me conformar, vi um tweet do Miško Hevery (http://twitter.com/mhevery/statuses/3439314089) com exatamente a solução para o problema.
Você só precisa ir em Preferences -> General -> Workspace e marcar refresh automatically. Essa foi umas das descobertas que mais melhorou meu humor nos últimos tempos.
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5 Oct
Meses atrás passei por uns problemas com meu mac. Estava rodando um programa chamado Kismac, que serve para monitoramento de redes wifi. O problema é que a versão que eu tinha instalado (baixando direto do site) estava com um problema. Quando eu tentei carregar o driver da minha wifi com ele (na verdade, errei o driver), recebi uma tela bem bonita informando que eu deveria desligar o notebook. Desliguei. Quando liguei novamente, recebi uma mensagem de erro informando que uma extensão do kernel não pode ser carregada. Eu tinha acabado de corromper a extensão do kernel que gerencia wifi. E também cliquei em um botão para ele parar de procurar pela extensão. Pois é… se burrice matasse…
Enfim, quando percebi a besteira, copiei de um outro mac a extensão exata (por sorte, eu tinha copiado o nome e local onde ela deveria ficar). Coloquei no lugar e nada. Estava quase desistindo e pensando em formatar a máquina quando por acaso encontrei um programa que fazia exatamente o que eu queria. Carregava extensões do kernel. O programa chama-se kextload (existe por padrão na shell do Mac OS X).
Depois de rodá-lo (passando a extensão de wifi como parâmetro), ele também corrigiu a cache de extensões que estava zoada (por causa da zona que tinha feito) e tudo voltou a funcionar perfeitamente bem. Apenas não recomendo que tentem em casa, a não ser que seja a última esperança :)
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29 Sep
Uma vez por semestre (pelo menos) eu passo por um problema bizarro quando eu preciso configurar login utilizando chaves de criptografia.
Eu sempre resolvia (depois de quebrar bastante a cabeça) e esquecia qual a solução. Dessa vez, para não esquecer, vou compartilhar com todo mundo aqui :)
O meu problema é simples. O ssh simplesmente ignora minhas chaves. Coloco o nome certo. Adiciono no authorized_keys. E nada do maldito ssh fazer o login sem pedir senha.
A solução a qual sempre chego é simples:
chmod 700 .ssh
Minhas permissões para a pasta .ssh estavam erradas. Isso acontece porque eu crio na mão a pasta muitas vezes (em geral, quando estou configurando uma máquina). Por padrão, quando você usa o mkdir, ele cria a pasta como 744, o que significa que outros usuários podem ler e executar arquivos de dentro daquela pasta.
É aqui que mora o perigo. Chaves publicas realmente não tem problema que sejam lidas, afinal são publicas. O problema é a sua chave privada. Essa não deve estar acessível por razão alguma. Se outras pessoas podem ler sua chave privada, elas podem se passar por você.
Por causa disso, o ssh checa quais são as permissões do diretório .ssh . Se outros usuários puderem ler sua chave, ele considera ela como comprometida e simplesmente a ignora. O problema é que ele ignora de forma completamente silenciosa. Daí você perde os cabelos procurando pelo problema (nem mesmo rodando no modo verboso ele informa sobre isso).
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7 Sep
Sabe aqueles caracteres estranhos que a gente quer colocar de vez em quando num texto ou numa conversa online e que o pessoal no Windows faz com a fonte Windings? Eles estão na tabela Unicode (UTF-8) de caracteres! Isso significa que você não precisa de nenhuma fonte especial para colocar símbolos matemáticos nos textos ou então kanji ou letras gregas. Basta que você use uma fonte que suporte todos os caracteres da tabela. E, atualmente, a fonte que vem por padrão no Ubuntu, pelo menos, suporta muito bem.
Note que isso poderia até abolir o uso de emoticons, se esses caracteres incomuns fossem realmente fáceis de digitar. Não que seja difícil de digitá-los no Linux, mas a tabela completa tem 65536 caracteres. Fica um pouco difícil decorar a posição de cada um deles na tabela, não?
Mas até agora eu não expliquei como colocar caracteres como e num campo de texto qualquer no Linux, né? Pois bem, se você sabe o código hexadecimal do caractere que você quer inserir, é bem rápido: Ctrl+Shift+U deve fazer aparecer uma letra “u” sublinhada no seu campo de texto. Agora é só digitar o código hexadecimal do caractere desejado. Por exemplo, o código do “” é “e14e” e dar um espaço ou enter em seguida. Agora, se você não sabe o código, eu recomendo essa tabela ou o utilitário muitas vezes subestimado “Mapa de Caracteres” ☺ (ele mostra o código do caractere selecionado na barra de status, além de, claro, permitir a cópia do caractere para a área de transferência).
O principal problema em usar esses caracteres é a demora para encontrá-los na tabela, mesmo que ela esteja razoavelmente organizada. Um quebra-galho, nesse caso, é anotar os caracteres que você for usar mais numa tabelinha separada e fácil de acessar (por exemplo, um post-it grudado no computador).
Update: Aparentemente esse atalho é do ambiente Gnome. Tentei usá-lo dentro do navegador Opera e não funcionou. Alguém aí sabe de algum jeito mais genérico de fazer isso?
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