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Archive for the ‘Google’ Category

Firefox 3.5 e Gears no Ubuntu

Firefox 3.5, aqui vamos nós
Apenas muito recentemente consegui fazer o Firefox 3.5 do Ubuntu, também conhecido como Shiretoko, funcionar com o plug-in Google Gears. Foram, basicamente, duas bobagens que impediram a instalação e o uso desse plug-in com facilidade.

O primeiro problema é culpa do Ubuntu. O Firefox 3.5 vem rebatizado de Shiretoko no Ubuntu. Isso significa que o navegador não é reconhecido como Firefox pelos servidores. Assim, a página de instalação do Google Gears diz que seu navegador não é suportado. Para contornar isso, é necessário mudar o nome que seu navegador usa para se identificar para o servidor. Você pode mudar isso facilmente: abra seu navegador Shiretoko, acesse a URL “about:config”, confirme que você sabe o que está fazendo (!), filtre a lista por “useragent” e troque “Shiretoko” por “Firefox” no valor da chave “general.useragent.extra.firefox”. Para confirmar que isso deu certo, entre novamente na página do Google Gears. Se o botão de instalação apareceu, ok.

O segundo problema aconteceu porque eu já utilizava o Google Gears no Firefox 3.0. Por algum motivo (não sei se isso acontece sempre), o Google Gears do Firefox 3.0 e o do Firefox 3.5 estavam utilizando a mesma pasta para guardar dados e configurações. Então o Gears do Firefox 3.5 encontrava as configurações do Gears do Firefox 3.0 e isso gerava diversos erros de navegação; redirecionamento sem fim no login do GMail, por exemplo. Infelizmente, a minha solução para esse problema foi apagar a pasta em que ficavam essas configurações: ~/.mozilla

Depois de tudo isso e de baixar todos os meus e-mails do GMail novamente, finalmente funcionou! Se você tiver uma outra solução para o problema, compartilhe!

Montagem tosca por mim mesmo, utilizando os ícones do Firefox 3.0, do Shiretoko e do Google Gears

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    FISL 10: Scaling Rails

    Na segunda palestra que assisti (na verdade terceira, mas a primeira não conta porque, infelizmente, dormi :P), Sylvestre Mergulhão deu continuidade à palestra do Fabio Akita e falou sobre escalabilidade utilizando Rails no site RedeParede, um site de classificados com versões para toda a América Latina.

    Sylvestre começou falando da performance do site e o sistema de indexação do Google (o Googlebot). Falou que o Googlebot afetava perceptivelmente a performance do site quando estava indexando e era responsável por aproximadamente metade das requisições. Levantou também algumas teorias sobre o Googlebot (parte que achei mais interessante na palestra):

    1. Sitemap em XML => mais visitas
    2. Rank também é determinado por capacidade do site de receber visitas
    3. Queda de serviço => menos indexação por um bom tempo
    4. Mais atualizações => mais indexação

    Depois disso, Mergulhão falou um pouco sobre a estrutura física dos servidores do site. São seis máquinas atrás de um balanceador de carga, cada uma com cinco instâncias rodando atrás do NGINX. Falou também um pouco do memcached, utilizado para fazer cache de qualquer string, que está sendo utilizado em massa pelo site. Segundo ele, é uma biblioteca fácil de usar, apesar de pouca documentação. Deu também exemplos de configuração e de uso. Falou mais um pouco sobre problemas com caching (página muda de acordo com usuário) e sobre outros tipos de caching: de página (falou que era melhor usar o cache de HTTP com ETags), de ações (muito interessante: permite guardar o resultado de uma ação no cache; dobrou a capacidade de processamento do servidor deles) e de fragmentos (para guardar pedaços de páginas).

    Por fim, falou um pouco sobre o ganho de performance e de tempo de desenvolvimento (por não ter que usar mais SQL) com o uso do Sphinx.

    O começo da palestra foi interessante, mas minha impressão final é de que o palestrante não ficou muito feliz com o resultado da migração do site, antes em PHP, para Rails. Outro comentário que posso fazer é que já trabalhei num projeto em Rails com Sphinx e a equipe não gostou muito; acabamos mudando para o Solr.

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    Palestra: Empreendedorismo em Software Livre

    Começando o ano com o pé direito, já na primeira segunda-feira, fomos assistir uma palestra no IME/USP sobre Empreendedorismo em Software Livre. O palestrante é o professor e entuasiasta de software livre Anthony Wasserman, da Carnegie Mellon West - o campus do Vale do Silício de uma das melhores universidades em Ciência da Computação.

    Numa palestra interessantíssima, o professor fez uma breve introdução à evolução do software livre e explicou, um a um, os modelos de negócio existentes nessa vertente crescente do produção de software. Segue na sequência um resumo da palestra.

    Projetos open source sempre existiram, apenas, normalmente, não se tem consciência deles. O grande problema é que a cultura de manter os projetos colocados no SourceForge sob os cuidados dos desenvolvedores do projeto não está bem difundida.

    Projetos open source não deveriam ser largados à própria sorte. Os reais contibuidores deveriam seguir o projeto e participar - reforça o palestrante.

    O nome “Open source”, explica, surgiu para se diferenciar do que Richard Stallman chama de “free software”. Na visão do extremista, software livre não pode ser comercializado, tem que se manter livre e etc. Contudo isso não é compatível com o mercado como ele é hoje. A denominação “open source” veio amenizar essas restrições. Também sabemos que existe a expressão “software libre”, que ainda está meio nublada para o palestrante.

    Open source está em todos os lugares, mesmo dentro de um Windows básico. O palestrante diz que, quando há maquinas para os ouvintes da palestra, ele os faz instalar uma pancada de softwares livres para que vejam que funciona… e bem.

    “Brazil is one the leader countries in using Open Source…” - adiciona, e, assim, somos nós que vamos ter que dar o exemplo para outros países num futuro breve, dizendo que o que usamos é melhor do que as outras soluções pagas e desatualizadas.

    Software livre também é legal porque sempre podemos fazer um adendo a eles. Podemos deixar na web e esperar que baixem, mas podemos também usar marketing e ferramentas empresariais para isso, o que leva aos business models (que, no slide não contém ainda advertising como business model). Os modelos de negócio comentados são os seguintes:

    • Subscription models: paga-se por avisos de novos downloads importantes e afins.
    • Support and training model: paga-se por aulas para usar um sistema ou para receber suporte, por exemplo, em língua local.
    • Packaging models: Juntar um monte de softwares open source e fazer um pacote funcional com eles. Basicamente, colar um monte de programas livres de uma forma funcional.
    • Hosted models: Google e Yahoo disponibilizam serviços sobre open source desde o começo e ganham dinheiro com isso.
    • Dual license models: cliente usa como quiser a versão GPL, mas se vão vender o produto, ganhar dinheiro com algo que tem seu software dentro, têm que pagar pela licensa comercial. Durante o desenvolvimento, você usa gratuitamente, só começa a pagar quando de fato vai comercializar a coisa.
    • Patronage models: IBM doa dinheiro para um monte de softwares open source e tem pessoas trabalhando no Eclipse, por exemplo. Apadrinhamento é bom para a comunidade por ter pessoas pagas trabalhando nos projetos. E é bom para a empresa para a reputação e para caçar talentos.
    • Commercial enhancement models: pega projetos open source, trabalha neles, agrega coisas… e fecha o código e cobra por eles. Algumas licensas permitem isso.
    • Consulting strategy models: consultoria em open source softwares é um mercado importante.
    • Reseller models: oferece produtos open source empacotados e com uma companhia se responsabilizando por ele.
    • Selling hardware models: software para tal hardware é livre, mas se paga pela ferramenta em si.

    O que leva à comercialização?

    As pessoas começaram a descobrir que software livre é bom. Os donos de empresas, que é de graça e você não manda dinheiro pra fora do país.

    Companhias estão dispostas a pagar por software para ter o suporte que os vendors garantem. Não basta seu software ser melhor, eles precisam confiar que não vão ficar na mão quando colocarem ele numa parte crítica da empresa.

    Companhias procuram se treinamento está disponível, se há suporte, se vai continuar forte, inércia de mercado.

    Por outro lado, os projetos open source podem ser testados quanto quiserem e avaliados para ver se suas necessidades são atendidas. É um trial version válido para sempre.

    E essa tendência afeta também as comunidade acadêmica. Por quê?

    Um tempo atrás, os softwares usados no mercado eram muito diferentes do que era usados na comunidade científica. Agora, muitas empresas usam as mesmas ferramentas que a comunidade científica.

    Isso quer dizer que os projetos open source estão virando main stream. Claro que ainda há projetos/áreas que deixam a desejar comparados a closed source projects.

    Na sessão de perguntas, duas merecem destaque:

    O palestrante acha que os FOSS serão main stream um dia?

    Main stream, para ele, não são os softwares dominantes, mas uma das opções que um usuário comum consideraria quando escolhendo soluções. E, sim, nesse caso, sim.

    “Não há nada de errado em ser excelente para um nicho específico de pessoas.”

    Você pode falar um pouco sobre o Carnegie Melon West Center for Open Source Investigation, quem trabalha lá, etc?

    Começou com ele, alguns estudantes começaram a participar, alguns indianos, ainda é um esforço um tanto pequeno, tem uns 12 estudantes full time nisso. começou propriamente em 2006 e ainda estamos começando.

    Novamente, excelente palestra. Será disponibilizada em breve no site do Centro de Competência em Software Livre do IME/USP, a filmagem. Assim que for disponibilizado, colocaremos aqui o link para esse vídeo.

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    FISL 9.0: Introducing Google Summer of Code

    A palestra da Google sobre o Summer of Code se ateve ao básico: apresentaram o projeto e as motivações do projeto, tanto para a Google quanto para os estudantes participantes.

    Nenhuma novidade causou furor no público da palestra liderada por Fernanda Wiener - seria muito interessante, por exemplo, se divulgassem que haveria um Summer of Code em Belo Horizonte, mas nada disso por ora. Na verdade, extra-oficialmente, quando perguntados sobre a criação de uma versão brasileira do SoC, responderam que estão discutindo a possibilidade de agradar aos dois hemisférios, mas não há nada de concreto ainda.

    Relembrando aos esquecidos ou informando os que dormiram no ponto há muito tempo: o Google Summer of Code é um projeto da Google que oferece estágios remunerados para as férias do verão norte-americano, para trabalhar em um projeto de software livre.

    Vale lembrar, no entanto, aos graduandos interessados que participar do Google Summer of Code implica em perder aulas em junho e agosto, parte do período de férias americanos - vocês deveriam ver se compensa perder essas aulas. Como a restrição para participar do SoC é estar estudando, os alunos de pós-graduação têm uma certa vantagem, dada a flexibilidade desses cursos.

    Em seguida, um representante do Summer of Code falou um pouco e incentivou os atendentes da palestra a se envolverem com alguma organização cadastrada no Google Summer of Code, entrar em contato com mentores e começar a mostrar serviço - isso influencia positivamente sua proposta e aumenta suas chances.

    Além disso, ele disse que os mentores não se incomodam muito com a faculdade que se faz, mas sim com o engajamento na comunidade e projeto e com o seu potencial.

    Um vídeo de incentivo feito pelo projeto Umit pode ser visto no You tube com legendas em português. Enfim, nada de muito novo e todas as informações ditas podem ser facilmente encontradas no Google numa busca comum por “Summer of Code”.

    Na minha opinião, a participação da Google nesse FISL deixou um pouco a desejar, no geral. Apenas o cubo mágico como desafio no stand deles e nada, absolutamente, comparado à palestra sobre Map-Reduce e Big Table do FISL de 2007. Além disso, o pessoal que representou a Google desse ano era muito menos acessível, afastando um pouco o público que se interessava mais do que simplesmente em ganhar uma camiseta por entregar o currículo - decepcionante, Google Brasil.

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