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SNL - SEO Book

Acredito que esse seja o primeiro livro relacionado a computação que aparece no SNL.

Escrito por Aaron Wall, SEO book é um livro basicamente sobre como otimizar seu site para que sistemas de busca como Google, Yahoo e MSN Search indexem melhor e coloquem um ranking mais alto para seu conteúdo.

O que achei bastante interessante nesse livro é que uma das coisas que é muito enfatizada é a produção de conteúdo único e de qualidade. O tempo inteiro é frisado que SEO sozinho não resolve nenhum problema. Se você não tiver um bom conteúdo não vale a pena ficar se matando para otimizar o site. Vale mais a pena investir esse tempo para gerar conteúdo decente.

No livro são apresentadas diversas dicas de como deixar seu site mais otimizado, mas se você está procurando formas de enganar os sistemas de busca não vai achar esse livro interessante. Para outros, como eu, que queiram apenas aprender como deixar seu site mais visível com certeza vai ser uma boa leitura.

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  • SNL - Guerra e Paz

    Voltando um pouco a escrever sobre livros (temos tido pouco tempo pra escrever nas últimas semanas) resolvi escrever sobre um livro que eu considero o mais bem escrito que já li.

    Guerra e Paz, de Leon (Liev) Tolstói , escrito em 1865 é incrível.

    Normalmente, quando eu começo a ler um livro eu já espero pelas primeiras páginas que são chatas e só servem para apresentar os personagens. Nesse não. Nas primeiras páginas está uma das cenas mais belas do livro inteiro. No meio de um baile da alta sociedade russa é anunciada o inicio da guerra contra Napoleão Bonaparte. A forma como Tolstói descreve isso já seria suficiente para ser um livro muito bom.

    A princípio é meio difícil de saber quais são os personagens (como se você tivesse acabado de chegar em uma casa onde praticamente não conhece ninguém) pois são muitos e diversas histórias são contadas ao mesmo tempo (isso é mantido até quase o fim do livro), mas com o passar do tempo você vai se acostumando com os nomes a começa a associar os personagens aos nomes.

    Um texto de uma fluidez incrível. Em nenhum momento eu fiquei cansado com o livro. Era realmente muito difícil de parar de ler. Sempre dava vontade de ler mais um capítulo.

    Os personagens são muito bem trabalhados. Não existe um único personagem “raso” no livro inteiro. Todos possuem a psicologia bem trabalhada. Tão bem trabalhada que você começa a se identificar com alguns dos personagens e a conseguir pensar da mesma forma que eles.

    O livro, fortemente descritivo, não cansa nem um pouco. Eu costumo não gostar de livros muito descritivos, mas a forma como a descrição é utilizada em Guerra e Paz está longe do usual “e ele entra na sala”. No livro inteiro não parecia que eu estava lendo. Parecia que eu assistia tudo o que estava acontecendo. Algumas vezes chegava quase a ter a sensação de estar no campo de batalha, com obuses explodindo pelos lados ou tiros passando perto de mim.

    Mas a cena que eu considero mais bela e forte, é a morte de um personagem (meu personagem favorito). Era um personagem que conseguiu me arrastar totalmente para o livro. No momento em que ele morre, o capítulo termina. Eu fechei o livro porque eu não conseguia continuar lendo naquele momento. Foi uma sensação tão forte que, mesmo eu sabendo que ele ia morrer, era como se eu não quisesse acreditar que isso ia acontecer. Foi realmente muito marcante. Era um personagem para o qual eu torcia para tudo dar certo (sim, eu sei que era um livro, mas não foi possível evitar de tão envolvente que é a história).

    Eu poderia ficar falando durante dias sobre como a história é amarrada, porque que em vários capítulos existe uma introdução em que o narrador conversa com você sobre o que está acontecendo, porque um dos epílogos é uma discussão excelente sobre o que é o poder, sobre todas as vezes que quase passei da minha estação de trem porque estava lendo o livro e outras coisas, mas nada disso vai substituir a experiência única que é ler esse livro.

    No momento em que li as primeiras páginas de Guerra e Paz, Tolstói tornou-se meu escritor favorito. Não vejo a hora de arranjar tempo para ler seus outros livros, como Anna Karenina.

    Uma das coisas que as pessoas criticam muito no livro é seu tamanho. Na minha edição dá mais ou menos 1300 páginas. Eu já penso o contrário. Não fosse o fato de que o livro precisa terminar naquele momento (pode parecer estranho, mas depois de ler fiquei com a sensação de não tinha nada mais que fosse necessário ser escrito ali), ele poderia ter mais umas 700 páginas numa boa.

    Mesmo que você não goste de ler, ou ache que vai morrer antes de terminar, recomendo muito este livro. Melhor morrer no meio dele do que nunca começar a lê-lo.

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  • SNL - Memórias, Sonhos e Reflexões

    Seguindo com nossa série sobre livros, aqui vai um dos meus preferidos.

    Memórias, Sonhos e Reflexões é a autobiografia de um dos maiores psicólogos, Carl Gustav Jung. Mas não dá para levar essa biografia como uma biografia comum. É bem melhor tratá-la como uma visão psicológica das mudanças pelas quais Jung passou durante sua vida.

    Como em toda biografia, a vida da pessoa é narrada do começo até o momento em que o livro está sendo escrito. E a infância de Jung merece um capítulo especial nesse livro.

    Além da infância (eu poderia ficar escrevendo durante horas sobre isso, mas destruiria o prazer daqueles que ainda vão ler o livro), dois outros trechos eu considero muito marcantes: A construção da casa de campo (ou seria na praia? não me lembro) e o momento em que ele escreve “Os sete sermões para os mortos” (mais tarde considerado por ele como um “erro juvenil”).

    Boa parte do relacionamento de Jung com Freud é comentado também nessa biografia, mas sempre como uma forma de elucidar as mudanças ocorridas na psique de Jung.

    Além disso, durante o livro são citados diversos outros livros (de “Fausto” a “O segredo da Flor de Ouro”), que mostram muito bem o caminho seguido por Jung durante sua vida.

    Ler este livro foi uma experiência bem reveladora pra mim, porque foi o segundo livro relacionado a psicologia que li (o primeiro foi “O eu e o inconsciente”, também de Jung e do qual falarei mais tarde) e realmente me identifiquei muito com essa linha psicológica. Em especial com os trabalhos sobre o subconsciente e inconsciente coletivo.

    Aniela Jaffé foi responsável por organizar a biografia.

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  • SNL - As Brumas de Avalon

    Acho que todo mundo já ouviu, leu ou assistiu alguma histório relacionada ao Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Você deve ter notado que o ponto de vista é sempre masculino. As mulheres, embora presentes, aparentam não ser responsáveis pelos acontecimentos no decorrer da história. Esse livro é diferente exatamente nesse ponto.

    “As Brumas de Avalon” (escrito por Marion Zimmer Bradley em 1979) conta as mesmas histórias sob o ponto de vista feminino, passando os homens para um papel secundário. Com isso, toda a estrutura da história é modificada, sem perder nada desse mundo fantástico.

    O primeiro dos quatro volumes é o melhor na minha opinião. Senti que a autora perde um pouco do rítmo no decorrer dos outros volumes, mas mesmo assim ainda é um dos livros que mais gostei de ler.

    Era um livro para o qual eu não dava muito valor, mas que surpreendeu-me muito. Para os que gostam desse tipo de história (Tradições Celtas) é realmente uma leitura imperdível. Para os que não gostam ou não tiveram muito contato, é um ótimo de jeito de conhecer melhor.

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