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Archive for the ‘Ruby’ Category

FISL 10: Scaling Rails

Na segunda palestra que assisti (na verdade terceira, mas a primeira não conta porque, infelizmente, dormi :P), Sylvestre Mergulhão deu continuidade à palestra do Fabio Akita e falou sobre escalabilidade utilizando Rails no site RedeParede, um site de classificados com versões para toda a América Latina.

Sylvestre começou falando da performance do site e o sistema de indexação do Google (o Googlebot). Falou que o Googlebot afetava perceptivelmente a performance do site quando estava indexando e era responsável por aproximadamente metade das requisições. Levantou também algumas teorias sobre o Googlebot (parte que achei mais interessante na palestra):

  1. Sitemap em XML => mais visitas
  2. Rank também é determinado por capacidade do site de receber visitas
  3. Queda de serviço => menos indexação por um bom tempo
  4. Mais atualizações => mais indexação

Depois disso, Mergulhão falou um pouco sobre a estrutura física dos servidores do site. São seis máquinas atrás de um balanceador de carga, cada uma com cinco instâncias rodando atrás do NGINX. Falou também um pouco do memcached, utilizado para fazer cache de qualquer string, que está sendo utilizado em massa pelo site. Segundo ele, é uma biblioteca fácil de usar, apesar de pouca documentação. Deu também exemplos de configuração e de uso. Falou mais um pouco sobre problemas com caching (página muda de acordo com usuário) e sobre outros tipos de caching: de página (falou que era melhor usar o cache de HTTP com ETags), de ações (muito interessante: permite guardar o resultado de uma ação no cache; dobrou a capacidade de processamento do servidor deles) e de fragmentos (para guardar pedaços de páginas).

Por fim, falou um pouco sobre o ganho de performance e de tempo de desenvolvimento (por não ter que usar mais SQL) com o uso do Sphinx.

O começo da palestra foi interessante, mas minha impressão final é de que o palestrante não ficou muito feliz com o resultado da migração do site, antes em PHP, para Rails. Outro comentário que posso fazer é que já trabalhei num projeto em Rails com Sphinx e a equipe não gostou muito; acabamos mudando para o Solr.

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    Ontem, Fabio Akita deu uma palestra no FISL 10 sobre Ruby on Rails. Foi uma palestra lotada e divertida.

    A palestra começou com uma breve introdução ao arcabouço, um outline da palestra. O Fabio falou de como surgiu o arcabouço, qual era seu objetivo inicial, falou das atuais versões de Ruby, de Rails e do JRuby e da importância da comunidade para o projeto.

    Em seguida, na parte mais divertida da palestra, o Akita mostrou alguns dados sobre a performance da máquina virtual de Ruby. Mostrou, por exemplo, o ganho de velocidade da versão 1.8 para a versão 1.9 da máquina virtual “padrão” de Ruby por meio de um jogo muito interessante chamado “Rubystein” que eu, pelo menos, não conhecia nessa versão… hehehe). O jogo, aliás, utiliza uma biblioteca para acessar o hardware diretamente para fazer o desenho 2D: Gosu.

    Depois da demostração de ganho de velocidade realmente impressionante da nova máquina virtual, falou um pouco da importância da comunidade para se aprender e divulgar Ruby on Rails. Citou, inclusive, alguns sites muito bons para ficar por dentro das últimas novidades sobre o projeto:

    Em seguida, Fabio falou de alguns recursos que já vem embutidos no Rails mas que nem todo mundo lembra, motivo pelo qual, segundo ele, algumas pessoas xingam Rails sem motivo. Dentre essas funcionalidades, vale destacar o suporte a autenticação HTTP básica, Atom, internacionalização (i18n para os íntimos), XML, JSON, e-mail e caching.

    Para terminar, o Akita fez uma demonstração de algumas funcionalidades incrementando o já famoso blog de 15 minutos. Criou uma área de administração com login, colocou caching, um editor de texto mais incrementado e suporte a upload de arquivos, para citar as mais legais.

    Enfim, aprendi algumas coisas novas com essa palestra; gostei! E acho que também agradou a quem não conhecia quase nada de Rails. Parabéns, Akita. Mas faltou alguma coisa de metodologias ágeis na palestra (pelo título).

    O código que ele mostrou na palestra está no GitHub e os slides, no SlideShare.

    Assim que der tempo falo sobre as outras três palestras que assisti ontem, apesar da visita do nosso presidente ter atrapalhado um pouco o andamento do evento…

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    FISL 10: Seaside versus Rails

    Na primeira palestra da qual participei (e a primeira que dei num evento público), falei, junto com o grande Fabio Kung, sobre Seaside, um arcabouço para desenvolvimento de aplicações para a Web escrito em Smalltalk. O Kung, é claro, falou de Rails.

    O objetivo da palestra era mostrar que Seaside é muito melhor que Rails, mas o Kung não deixou (brincadeira!). Na verdade, o objetivo da palestra era mostrar coisas que são legais em ambos os arcabouços, e que um poderia aprender com o outro. É claro que nem tudo poderia ser copiado, já que as raizes dos dois tem algumas fortes divergências, como a aceitação do protocolo imposto pela Web (stateless) versus a subversão total dessa ideia (stateful, implementada pelo Seaside). Existem motivações para ambos: stateless, para respeitar a Web e ser mais escalável; stateful, para ser mais fácil de desenvolver e mais reutilizável.

    Mostramos muito pouco de cada um dos arcabouços. A ideia era mostrar tópicos bem mais avançados. No fim, quase que não deu tempo de mostrar como criar um componente do Seaside.

    Fiquei devendo uma resposta no meio da palestra. Quando falei que Seaside era baseado em componentes, inspirado no desenvolvimento para desktop, o Diego Plentz me provocou falando que era que nem VB; aliás, que VB era melhor porque, pelo menos, tinha uma interface gráfica para desenvolver componentes. Eu, com toda minha sagacidade, não consegui responder na hora :P. Mas a resposta é: VB não é linguagem o Seaside é baseado em componentes porque é fácil programar a interface pensando assim (senão o VB não era a linguagem inicial de tantos programadores por aí) e o Seaside melhora isso usando uma linguagem muito legal no lugar de VB.

    As críticas que ficam a cada um dos arcabouços:

    • Rails: tem muita complicação no sistema de arquivos; para quê tantos arquivos e diretórios? Para que tantos arquivos de configuração? Por que a dependência do banco de dados, por padrão? Tudo bem, o escopo de Rails é bem pequeno, mas talvez as convenções estejam um pouco complicadas demais.
    • Seaside: faltam pacotes para acrescentar algumas tarefas comuns ao Seaside. Faltam, também, arcabouços de teste mais atualizados e com melhor documentação (não há um “Cucumber” e a documentação do SSpec). Por fim, o Smalltalk praticamente impõe uma IDE para você e impede o uso dos recursos utilizados em outras linguagens (SVN, pastebin, etc.)

    Bom, é isso. Eu espero que as pessoas que compareceram a palestra tenham gostado e que eu tenha a oportunidade de dar novamente uma palestra no FISL. Foi uma experiência muito legal.

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    Ruby e Rails no Mundo Real

    Rer 2009
    O Ruby e Rails no Mundo Real aconteceu em São Paulo neste sábado (04/04/09) em São Paulo. O evento começou com uma grande decepção: um evento com 130 programadores Ruby/Rails mas sem internet Wireless, ou seja, nada de Twitter, E-mails e instalação de gems. As tomadas também eram poucas e foi preciso revezar entre três notes (eu, Fabsn e Flores).

    Mas nem tudo foi ruim no evento. Ganhamos uma apostila com (quase todos) slides das palestras e pudemos ver tecnologias como XMPP4R e Jabber (apesar de uma palestra maçante na quantidade de códigos) e várias formas de programação de Ruby para Desktop (como Shoes, Ruby-GTK, FXRuby e RubyCocoa) e ainda sobre o testes (algo bem batido, mas que apresentou o Remarkable - uma série de matchers para RSpec).

    Num âmbito menos técnico, vimos uma palestra muito divertida e interessante sobre outsorcing - como ganhar dinheiro trabalhando para os gringos via internet. Foi apresentado o já clássico Ruby Learning para quem está começando a aprender a linguagem. Em particular, uma palestra de empreendedorismo com Ruby foi deplorável.

    No final, o guru Fabio Kung salvou o evento (que apesar de ter algumas coisas boas, dava a sensação de que o dinheiro tinha sido mal investido) apresentando uma fantástica palestra sobre metaprogramação em Ruby - ou o que ele chamou de magia negra. Utilizando a ParseTree (a mesma do RFactor), Kung mostrou coisas absurdas como fazer o algoritmo map reduce do Google, obter incríveis informações do seu código (como complexidade e más práticas de programação).

    Uma cobertura mais detalhada pode ser encontrada no Ruby Inside Brasil (apesar de divergimos de algumas opiniões). O evento foi organizado pelo Grupo de Usuários de Ruby de São Paulo (GURU-SP), um grupo animado que vale a pena conhecer. Apesar de tudo, achamos que valeu a iniciativa do grupo em fazer este evento.

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