27 Jun
Ontem, Fabio Akita deu uma palestra no FISL 10 sobre Ruby on Rails. Foi uma palestra lotada e divertida.
A palestra começou com uma breve introdução ao arcabouço, um outline da palestra. O Fabio falou de como surgiu o arcabouço, qual era seu objetivo inicial, falou das atuais versões de Ruby, de Rails e do JRuby e da importância da comunidade para o projeto.
Em seguida, na parte mais divertida da palestra, o Akita mostrou alguns dados sobre a performance da máquina virtual de Ruby. Mostrou, por exemplo, o ganho de velocidade da versão 1.8 para a versão 1.9 da máquina virtual “padrão” de Ruby por meio de um jogo muito interessante chamado “Rubystein” que eu, pelo menos, não conhecia nessa versão… hehehe). O jogo, aliás, utiliza uma biblioteca para acessar o hardware diretamente para fazer o desenho 2D: Gosu.
Depois da demostração de ganho de velocidade realmente impressionante da nova máquina virtual, falou um pouco da importância da comunidade para se aprender e divulgar Ruby on Rails. Citou, inclusive, alguns sites muito bons para ficar por dentro das últimas novidades sobre o projeto:
Em seguida, Fabio falou de alguns recursos que já vem embutidos no Rails mas que nem todo mundo lembra, motivo pelo qual, segundo ele, algumas pessoas xingam Rails sem motivo. Dentre essas funcionalidades, vale destacar o suporte a autenticação HTTP básica, Atom, internacionalização (i18n para os íntimos), XML, JSON, e-mail e caching.
Para terminar, o Akita fez uma demonstração de algumas funcionalidades incrementando o já famoso blog de 15 minutos. Criou uma área de administração com login, colocou caching, um editor de texto mais incrementado e suporte a upload de arquivos, para citar as mais legais.
Enfim, aprendi algumas coisas novas com essa palestra; gostei! E acho que também agradou a quem não conhecia quase nada de Rails. Parabéns, Akita. Mas faltou alguma coisa de metodologias ágeis na palestra (pelo título).
O código que ele mostrou na palestra está no GitHub e os slides, no SlideShare.
Assim que der tempo falo sobre as outras três palestras que assisti ontem, apesar da visita do nosso presidente ter atrapalhado um pouco o andamento do evento…
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22 Sep
Após passar pelas outras partes desse tutorial, chegamos ao ponto em que gostaríamos de criar links externos ou internos para nossa aplicação e referências bibliográficas.
Começamos essa parte pelos links externos, seguimos com links internos e a criação de índice remissivo e terminamos pelas referências bibliográficas, muito comuns e, de fato, estritamente necessárias em trabalhos acadêmicos.
Para utilizar links externos da mesma forma que usamo-nas em HTML, podemos usar o pacote de referências do LaTeX e a tag simples href - bastante similar a HTML, certo?
\usepackage{hyperref}
% …
\href{url}{texto}
Alternativamente, quando queremos manter o próprio link na página e apenas fazê-lo ser “clicável”, podemos ainda lançar mão da tag url, que fica no pacote de mesmo nome:
\usepackage{url}
% …
\url{http://vidageek.net}
Dentro de documentos do tipo article, book ou report (os três tipos de documento padrão apresentados nessa série), não é preciso declarar pacote algum para usar links internos.
Marcamos uma referência que será chamada mais tarde colocando uma marcação nela, uma etiqueta:
\label{nomeDaEtiqueta}
E, no lugar onde precisamos referenciá-las, podemos fazê-lo de duas formas: indicando a página que contém a label ou sua seção.
%…
\ref{nomeDaEtiqueta}
% referencia para a section da label nomeDaEtiqueta
\pageref{nomeDaEtiqueta}
% referencia para a página em que a label aparece
Repare que, para que essas referências funcionem, é preciso rodar pdflatex Duas vezes. Isso porque na primeira vez, o parser do pdflatex passa apenas registrando as Labels e onde colocar as referências, mas na segunda é que é capaz de saber o número da seção e da página, quando aplicável.
Para criar o índice remissivo, basta colocarmos marcadores do tipo glossary pelo nosso texto e instalar um programinha que se chama “makeindex”. No linux, ele vem junto com o pacote tetex-extra e, no Mac e suponho que no Windows também, vem junto com o TexLive - se você segue nosso tutorial de início, já deve tê-lo instalado.
Assim, vamos direto ao ponto de como usá-lo:
\glossary{ancora no índice remissivo}
% Marcação da linha para o índice remissivo
Após terminar seu texto, você vai precisar rodar em sequência:
pdflatex arquivo.tex
makeindex arquivo.idx
pdflatex arquivo.tex
Novamente explicando o porquê: na primeira vez que usamos o pdflatex, ele agrupa as palavras do glossário (índice remissivo) no arquivo *.idx com as devidas referências. Então, usamos o makeindex para transformar esse *.idx em um adendo LaTeX pro arquivo original e, na segunda passagem do pdflatex, ele finalmente junta as duas informações.
Então, agora, você já sabe colocar links internos, externos e até mesmo gerar seu índice remissívo/glossário de acordo com as necessidades do seu texto. Espero que essa sessão do Guia Latex tenha ajudado e a próxima que virá tratará da parte matemática do LaTeX, parte bastante elegante e apreciada pelos usuários acadêmicos de Latex.
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15 Aug
Continuando o Guia Latex, vamos aprender a colorir e colocar imagens em documentos LaTeX.
Começaremos pela coloração, já que essa é uma parte muito mais simples e já acrescenta um grande diferencial ao texto.
Para podermos usar o pacote com as cores, precisamos importá-lo. Usaremos para texto, o seguinte pacote:
\usepackage[pdftex]{color,graphicx}
E para as tabelas…
\usepackage{colortbl}
\usepackage[table]{xcolor}
Excelente. Com esses pacotes à disposição, já podemos usar o comando para colorir o texto:
\textcolor{cor}{texto a ser colorido}, onde a variável cor é uma cor escrita em inglês.
| red | blue |
| cyan | yellow |
| orange | gray |
| teal | green |
Muitos tutoriais de LaTeX passam a sensação de que toda imagem tem que estar dentro de um ambiente “figure”. Vamos deixar bem claro, logo de cara, que esse é apenas um environment que favorece colocar imagens, em uso geral - podemos colocar legendas facilmente nele.
Para usarmos imagens, precisamos dos pacotes que lidam com elas:
\usepackage{graphicx}
E, no mais, de apenas um simples comando:
\includegraphics[opções]{imagem.png}
As opções são quatro e podem ser usadas conjuntamente, separadas por vírgulas (e não espaços):
O formato da imagem pode ser jpg, png, pdf e algumas outras menos comuns. Outros pacotes, como o graphics, têm suporte a outros formatos.
Ambiente figure
Como mencionei mais cedo, o modo mais comum de vermos imagens apresentadas em LaTeX é num ambiente figure. Por que isso acontece?
Esse ambiente procura o melhor lugar para se encaixar numa página, flutuando texto para cima ou para baixo conforme melhor disposição, seguindo, claro, uma heurística própria que infelizmente eu desconheço. Figure também possui uma tag própria de legenda, chamada caption.
\begin{figure}
\includegraphics[width=0.5\textwidth]{imagem.jpg}
\caption{Minha imagem em latex}
\end{figure}
Com isso, você já é capaz de tratar figuras em LaTeX e colorir seu texto. Se restou alguma dúvida sobre esse assunto, incentivo perguntas - muito foi deixado de lado nesse breve tutorial. Divirtam-se!
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21 Mar
Há muito tempo vejo propagandas de ferramentas de desenvolvimento de jogos que se propõem a serem super fáceis de usar, permitindo o desenvolvimento de um jogo simples em pouco tempo. Já experimentei uma ou outra, e nenhum é tão fácil assim de usar, fora que muitas são pagas. Mas, recentemente, descobri um arcabouço para desenvolvimento não só de jogos, mas de interfaces gráficas em geral, baseado em Smalltalk. Esse arcabouço, chamado Morphic, vem de graça com o Squeak, um ambiente open-source de desenvolvimento e interação em Smalltalk.
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