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Turbinando o Terminal

O Terminal é uma das ferramentas mais interessantes do Linux, e mesmo que você tenha o X instalado, dominar o bash é muito útil para realizar tarefas de forma muito mais rápida. Programadores normalmente usam mais o terminal do que a interface gráfica, sendo que já presenciei um amigo usar o lynx por ser mais rápido do que abrir o firefox e entrar numa determinada página na qual ele não precisava visualizar imagens.

Quem usa muito o terminal normalmente acaba usando alguns alias para melhorar ainda mais o tempo de realizar tarefas. Alias são atalhos criados no terminal que permite renomear comandos, mas que são exclusivos para o terminal e a sessão atual, para que os mesmos se tornem permanentes é necessário “carrega-los” sempre que um terminal for aberto e isso é feito modificando o ~/.bashrc (existe um bashrc geral para o sistema no /etc/bash.bashrc no Ubuntu e no /etc/bash/bashrc no Gentoo).

Vamos primeiro salvar um backup do bashrc atual por segurança. Para isso digite:

cp ~/.bashrc ~/.bashrc.bak

Caso algo saia errado durante esse tutorial basta reescrever o bashrc antigo com:

cp ~/.bashrc.bak ~/.bashrc
Para evitar ficar escrevendo diretamente no bashrc, que pode precisar ser atualizado pela distribuição, é melhor criar um arquivo a parte e referencia-lo no bashrc. Isso pode ser feito dessa forma:

if [ -f ~/.bashrc ]; then
source ~/.VidaGeek_bashrc
fi

O objetivo é criar atalhos para os comandos mais utilizados no terminal e podemos descobrir quais são esses comandos através deste comando:

history | awk '{print $2}' | awk 'BEGIN {FS="|"}{print $1}' | sort | uniq -c | sort -n | tail | sort -nr

Para quem instala muita coisa no sistema provavelmente o comando mais utilizado seja o sudo pois ele é utilizados na administração do sistema (isso pode não ocorrer se você executa seus comandos como root). Podemos encurtar estes comandos que normalmente utilizam o sudo e ainda por cima precisam de vários parâmetros. Para criar estes atalhos adicione as linhas abaixo no arquivo ~/.VidaGeek_bashrc. Os próximos comandos estão em duas versões, uma para Ubuntu e outra para Gentoo, mas podem ser alterados para refletir o gerenciador de pacotes da sua distribuição.

Instalação
Ubuntu: alias inst="sudo apt-get install -y"
Gentoo: alias inst="sudo emerge"

Desinstalação
Ubuntu: alias remp="sudo apt-get remove"
Gentoo: alias remp="emerge -C"

Busca de pacotes
Ubuntu: alias search="apt-cache search"
Gentoo: alias search="emerge -s"

Atalhos para todas distribuições
Estes atalhos são para qualquer distribuição Linux podendo ser usados normalmente (apenas um detalhe: você precisa do gcc e g++ instalados caso use os atalhos de programação)

Movimentação entre pastas
Mudando o ls para um arquivo por linha e arquivos ocultos: alias ls="ls -al"
clear com uma tecla: alias c="clear"
up para pasta anterios: alias up="cd .."
home para voltar na pasta home: alias home="cd ~"
disk para ir a raiz do sistema: alias disk="cd /"
trash para limpar a lixeira: alias trash="rm -fr ~/.Trash"

Comando seguros
Mudando o rm: alias rm="rm -i"
Mudando o mv: alias mv="mv -i"

Comandos para programadores
Compilando com ANSI-C: alias ansi-gcc="gcc -Wall -ansi -pedantic"
Compilando com ANSI-C++: alias ansi-gcc="g++ -Wall -ansi -pedantic"

Mudando o histórico
O histórico é muito útil para os viciados em terminal, pois com apenas algumas teclas nos poupamos o trabalho de reescrever uma linha inteira e possivelmente longa. Além das setas para cima e para baixo, podemos usar também o ctrl+r para buscar comandos digitados. Para aumentar o tamanho do seu histórico coloque as seguintes linhas no seu arquivo:
HISTFILESIZE=100000000
HISTSIZE=100000

Mas algumas pessoas preferem que não haja histórico por uma questão de privacidade, caso você prefira desse jeito coloque:
HISTFILESIZE=0
HISTSIZE=0

Completion
O completion (acessado pelo tab) é outra coisa muito interessante do terminal e normalmente as distribuições oferecem ainda
pacotes com mais opções de completion (como o Gentoo através do gentoo-bashcomp). Mas algumas vezes o completion, mesmo instalado, precisa ser iniciado pelo bashrc, isso deve ser feito adicionando este código (não há problema em adiciona-lo se já estiver ativo):
if [ -f /etc/bash_completion ]; then
. /etc/bash_completion
fi

No caso do Gentoo, se você instalou o gentoo-bashcomp adicione também:
[[ -f /etc/profile.d/bash-completion ]] && \
source /etc/profile.d/bash-completion

Encriptando e Desencriptando
É possivel encriptar e desencriptar um arquivo facilmente através dos comandos encrypt e decrypt seguido do arquivo adicionando estes comandos e garantindo que você tem o gpg instalado.
encrypt ()
{
gpg -ac --no-options "$1"
}
decrypt ()
{
gpg --no-options "$1"
}

Mensagem Inicial
Você pode alterar a mensagem que aparece quando você abre o terminal. Para isso você pode usar comandos como o echo que imprime no terminal uma frase entre aspas. Uma outra coisa interessante é mostrar o fortune, um programa que mostra frases variadas, sempre que inicia o terminal. Abaixo há um exemplo com alguns comandos úteis.

clear
echo -ne "Hoje e "; date
echo -e ""; cal ;
fortune

Mensagem customizada de prompt
Por fim, podemos alterar o costumeiro rafael@PowerTux ~ $ por algo mais simpático, como [19:28:05 rafael ~]$, para isso adicione:

PS1="[\t \u \W]\\$ “

Arquivos deste tutorial
Disponibilizei três versões do arquivo deste tutorial, uma para Gentoo, uma para Ubuntu e uma para qualquer distribuição (pois não contém os comandos de instalação). Você precisará renomea-las para .VidaGeek_bashrc e colocar na sua home para poder usar.

Espero que este tutorial tenha sido útil para aprender um pouco mais sobre bash e para melhorar o seu desempenho no terminal.

Adaptado do LifeHacker

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    Deixando seu Ubuntu mais rápido

    O Ubuntu é uma distribuição do tipo instale-esqueça, em que usuário iniciantes em Linux podem ter um sistema open-source fácil de usar e capaz de realizar as mesmas coisas que já estão acostumados com sistemas proprietários. Mas existe alguns truques que podem ser feitos para melhorar a eficiência geral do sistema e que por motivos de compatibilidades não estão ativos após a instalação. Segue três itens interessantes sobre este aspecto:

    Controle do SWAP

    O Swap é feito toda vez que o sistema acredita que deva guardar no disco parte das informações da RAM para não ocupá-la inteiramente. Existe um forma de definir quão frequentemente o kernel deve realizar o swap, apesar de o assunto ser discutível.

    Você pode descobrir o seu “swappiness” através do comando
    sudo cat /proc/sys/vm/swappiness

    Seu sistema deve ficar mais rápido se você diminuir este valor, através do comando
    sudo sysctl -w vm.swappiness=10

    Mas esta alteração não é permanente, para alterar permanentemente este parâmetro altere o arquivo /etc/sysctl.conf na opção vm.swappiness e mude para 10 (crie se não existir).

    Removendo Terminais

    Se você não usa muito os terminais do seu Ubuntu, você pode diminuir o numero dos mesmos para economizar memória. Para isso edite o arquivo /etc/inittab, procurando pela linha
    2345:respawn:/sbin/getty 38400 tty1
    Ela e as seguintes indicam cada um dos tty’s e você pode comentá-las com um # na frente da linha. Recomendo não remover o tty1 pois ele pode ser útil se algo de estranho ocorrer com o seu X.

    Boot Concorrente

    Como o Ubuntu foi criado para um sistema genérico ele não utiliza os outros (possivelmente existentes) processadores da máquina durante o processo de inicialização. Editando o arquivo /etc/init.d/rc trocando CONCURRENCY=none para CONCURRENCY=shell você muda o seu boot de normal para paralelo. Para ver se isto foi útil você pode usar o Bootchart.

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  • Filed under: Dicas, Linux, Ubuntu
  • O bootchart cria uma imagem PNG detalhando exatamente o que acontece na sua sequência de boot, mostrando quais processos estão carregando no momento. Com uma análise desse gráfico é possível identificar os gargalos e possivelmente resolve-los, melhorando assim o tempo de boot.

    Para instalar o bootchart no Ubuntu, basta executar:
    sudo apt-get install bootchart

    Depois basta reiniciar a máquina para que o gráfico seja gerado e então vá até a pasta /var/log/bootchart e você encontrara o PNG gerado. Aqui está o Bootchart gerado pela minha máquina.

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  • Filed under: Linux, Ubuntu
  • A importância do Ubuntu

    Outro dia estava voltando para casa de trêm, quando ouvi uma discussão muito interessante. Dois homens com entre 25 e 30 anos estavam conversando sobre Software Livre. Mais especificamente, sobre a distribuição linux Ubuntu, que um deles tinha instalado em seu micro, gostado, e agora fazia propaganda para o outro. Achei aquela conversa realmente inusitada. Até aquele momento eu não tinha notado até onde o software livre já tinha chegado.

    Para mim, Software Livre (mesmo com toda a divulgação) ainda era algo que estava muito distante do dia-a-dia das pessoas. As vitórias obtidas até agora pelo movimento não pareciam atingir em massa as pessoas. As pessoas ainda querem algo “bonitinho”, mesmo que funcione muito mal (ou nem funcione).

    O movimento sempre pensou muito mais na qualidade do software do que em sua aparência. Eu (estudante de computação), acho genial poder fazer tudo que eu queira com o meu micro sem nem mesmo aproximar-me do mouse. Amo teclas de atalho e aliases. Mas e uma pessoa que usa o micro apenas para fazer planilhas e acessar a internet? Por melhor que seja o lynx (que já me ajudou muito), ele deixa a desejar no quesito gráfico. Então, o que fazer? Temos o firefox, rodando sobre o X. Maravilha. Isso resolve a maioria dos problemas. Basta juntar o OpenOffice ou o BrOffice e praticamente tudo está resolvido. Noventa porcento das tarefas diárias de uma pessoa (que não depende do micro para viver) já pode ser realizada.

    Mas qual o problema então? O problema é exatamente chegar a esse ponto. Mais precisamente, chegar ao ponto em que você tem o X rodando e um bom gerenciador de janelas (O meu preferido é o blackbox, mas nesse caso me refiro ao Gnome ou KDE). Eu concordo com a filosofia de que é muito melhor mastigar abelha do que beber mel. Acredito que isso nos leva a uma maior compreensão das ferramentas que estamos usando (inclusive as eventuais ferroadas que você vai tomar na boca). Mas isso exige muito do usuário - e não são todos dispostos a isso. Como eu disse, a maioria das pessoas apenas deseja fazer as planilhas de sempre e acessar a internet.

    Mas como elas não estão nem um pouco interessadas em ferroadas, não irão fazer nada que exija mais do que responder a perguntas simples como “Em que pasta gostaria de instalar o aplicativo Y?” e apertar um botão escrito “próximo”. Por isso, é necessário que o Software Livre também possua essa face. E o Ubuntu é a distribuição linux que melhor compreendeu este problema. O antigo Mandrake (que se fundiu ao Conectiva, gerando o Mandriva) fazia a intalação sozinho, mas realmente não era uma distribuição linux muito agradável (além de demorar milênios para ser instalado).

    O Ubuntu, por sua vez, além de fazer a instalação toda praticamente sozinho (inclusive o particionamento do disco rígido), é uma das distribuições linux que melhor detecta o seu hardware. Esse poder é tanto que, quando eu não sei a especificação de um determinado hardware, eu simplesmente inicializo o micro pelo LiveCD do Ubuntu e vejo qual é. Toda essa facilidade promovida pela distribuição é uma verdadeira pérola para o movimento. Com ele, qualquer pessoa pode simplesmente começar a adentrar no mundo do software livre, que ainda está muito afastado do cotidiano da maioria da população. Depois de instalar linux pela primeira vez, ele começa a ter um maior contato com todo o movimento, a ponto de passar a fazer parte dele e não ser apenas mais um espectador externo que pensa “Estou muito velho para aprender isso…”.

    Acredito que todo o movimento do software livre pode aprender com os passos do Ubuntu. O Software Livre DEVE ser de alta qualidade, mas não devemos esquecer que também pode ser bonito. O Beryl e o Compiz são exemplos disso, também. Nem sempre o melhor é escolhido. Na verdade, na maioria das vezes o mais bonito é escolhido. E isso é ainda mais forte no mundo do software livre, que, para muitos, é algum tipo de “tecnologia incompreensível que apenas geeks e técnicos sabem como usar”.

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