Agora que você já instalou seu compilador, editor de texto favorito e depurador, nada como algumas dicas de como usá-los.

Usando o GCC

Para compilar um programa, abra um terminal (Linux: [xgk]term, rxvt, etc…; MacOS X: Terminal, DashBoard Shell, etc…; Windows: cygwin). No terminal digite a seguinte linha:

Lembre de trocar seu_arquivo.c pelo arquivo que você quer compilar e arquivo_de_saida pelo nome que você quer dar para o seu executável.

A flag Wall serve para que o compilador gere o maior número possível de avisos de coisas que podem estar erradas no seu programa. Std=c99 é para ele compilar usando ISO C 99 como padrão e pedantic é para ele forçar o padrão de compilação (se não usar, ele pode deixar passar algum código que não seja ISO C 99). G é para que ele gere marcações para o depurador, facilitando o processo de depuração mais tarde.

Rodando seu programa

Em Linux, Windows e MacOS X, digite:

Usando o GDB

Para rodar o GDB, digite:

O GDB possui diversos comandos internos:

  • r - Roda o seu programa dentro do gdb
  • b [nome_funcao|linha do programa] - Pausa a execução do programa (breakpoint) quando a função nome_função for chamada ou quando o programa for executar o comando que está na linha indicada
  • n - Executa a próxima linha do seu programa
  • c - Continua a execução até que um breakpoint seja atingido

Existem vários outros mas esses devem ser os mais usados.

Usando o GVim

O Vim possui vários modos de utilização. Vamos nos focar no modo de comando (padrão) e de inserção. No modo de comando não aparece nada escrito no canto inferior esquerdo da tela (a não ser mensagens de erro em vermelho. Você vai notar.) Neste modo é possível salvar seu arquivo, abrir um novo, fechar o Vim, etc.
Aqui vão alguns dos comandos mais usados:

  • :sav nome_arquivo - Salva o arquivo atual em nome_arquivo
  • :w - Escreve o arquivo atual
  • :q - Fecha o Vim
  • :x - Escreve o arquivo e fecha o Vim
  • :e nome_arquivo - Abre o arquivo nome_arquivo (cria um novo se não existir arquivo com o nome
  • a - Muda para o modo de inserção (não tem ‘:’ antes do ‘a’)
  • u (no modo de comando) - desfazer
  • :syn on - Ativa o modo de coloração (muito útil quando programando)
  • :set ai - Ativa a autoindentação
  • :set cindent - Ativa o modo de indentação para C
  • :set nu - Coloca numeração nas linhas do seu programa
  • :set ruler - Coloca indicador de linha e coluna de inde o cursor está
  • :set keymap=accents - Se seu teclado não estiver bem configurado, no Vim ele colocará acentos
  • :set noexpandtab (Veja os comentários)

Os últimos 6 comandos podem ser colocados em um arquivo especial chamado .vimrc (_vimrc no Vim para Windows e .vimrc no cygwin). Esse arquivo possui comandos que serão executados sempre que você abrir o Vim/GVim. Assim não é necessário digitá-los toda vez que for programar. Este arquivo costuma se localizar na sua home.

O modo de inserção serve para você modificar o texto do arquivo. Para voltar para o modo de comando aperte Esc.

Usando o Emacs

Já o emacs possui apenas um modo e uso. Inserção. Isso significa que você não precisa fazer nada antes de começar a digitar seu programa. Aqui vão alguns comandos úteis (embora você possa fazer tudo com o menu):

  • ctrl-x+ctrl-f - abre um arquivo
  • ctrl-x+ctrl-s - salva o arquivo
  • ctrl-x+ctrl-c - sai do emacs
  • ctrl-espaço - seleciona texto
  • alt-w - copia texto selecionado
  • ctrl-w - recorta texto selecionado
  • ctrl-y - cola o texto previamente copiado
  • ctrl-_ - desfazer

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