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Numa palestra simples e também sem muitas novidades, o palestrante Rodrigo Padula de Oliveira falou um pouco sobre o que é o XO, os objetivos do projeto, seu hardware e afins. Vale lembrar aqui a parte de fontes de energia alternativas conseguidas para que o XO chegasse a comunidades afastadas:

  • fonte de energia comum
  • energia solar
  • dínamo movido a vacas
  • gerador manual (mesmo princípio da centrífuga de saladas)

A estrela desse quadro foi o palestrante júnior, de apenas 12 anos, que falou um pouco sobre sua experiência com o XO enfatizando o quão amigável e útil ele pode ser para crianças, ainda que elas não saibam ler, já que a interface é absolutamente simples e intuitiva. Não que ele seja um caso padrão: Rodrigo mexe em computadores desde os 9 anos, sempre com Linux, e arrancou aplausos da platéia do FISL ao dizer que nunca mexeu em um Windows.

Habilidades hackers à parte, Rodrigo fala com clareza e propriedade sobre sua experiência com o XO e seu feeling com relação a outras crianças que possivelmente usarão os laptops em breve.

O palestrante também contou que tem, como projeto pessoal, a criação de um sistema de cadastrar tarefas para crianças - no estilo de um Moodle infantil, pelo que eu entendi. Também, a criação de add-ons para o browser do XO de modo a permitir compartilhamento de links interessantes de um determinado assunto.

Creio que a parte mais interessante da palestra tenha sido, no entanto, a discussão com professores de colégios presentes sobre o método de avaliação atual das escolas não serem adequáveis ao uso extensivo dos laptops infantis.

A questão levantada foi como mudar a mentalidade brasileira de que a prova é a melhor maneira para avaliar aprendizado quando pode-se adotar um paradigma mais colaborativo, onde uma pessoa ajuda a outra a aprender. E, na verdade, uma das reclamações foi de que o Ministério da Educação por um lado não incentiva em nada o aprendizado colaborativo, apesar da vontade de alguns professores, e, por outro, quer aplicar o projeto dos OLPCs no Brasil - parece ou não que alguém está ganhando com isso e não são as crianças.

Antes de investir num projeto desse nível e custo, deveríamos mudar a proposta de ensino para algo que possa ser adequado à ferramenta que o XO é. Não adianta comprar tecnologia de última geração se o modo de pensar ainda é aquele antigo e quadrado.

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    2 Responses to “FISL 9.0: XO/OLPC - Ele é verde, bonitinho e roda Fedora”

    1. 1 Thomas Fortes

      Bom, já que a parte do bonitinho é questionavel, o titulo do post bem poderia ser:

      Ele é verde, feio e roda XP.

      Afinal, o negroponte parece que quer tirar de vez o linux e o sugar do XO e colocar o windows, não vou ficar fazendo especulações sobre os possiveis motivos dessa mudança, mas a justificativa de que o mercado usa windows é completamente vazia, afinal, o objetivo do XO não é ensinar a usar windows ou mesmo Linux, o objetivo é ser uma ferramenta educacional.

      E uma fatia consideravel de pessoas importantes ao projeto já pularam fora dessa furada.

      Acredito que o XO começou errado e vai morrer logo, pelo menos como ferramenta educacional.

    2. 2 Helton Eduardo Ritter

      Eu estava nessa palestra, concordo, a melhor parte foi a discussão depois da palestra.
      Escrevi sobre isso também:

      Projeto OLPC vai promover um novo paradigma na educação
      http://www.sourcedreams.eti.br/?e=not&ver=17&md=det

      Mas diante das últimas notícias agora até o lado técnico fica comprometido. Vai saber…

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