5 Apr

O Ruby e Rails no Mundo Real aconteceu em São Paulo neste sábado (04/04/09) em São Paulo. O evento começou com uma grande decepção: um evento com 130 programadores Ruby/Rails mas sem internet Wireless, ou seja, nada de Twitter, E-mails e instalação de gems. As tomadas também eram poucas e foi preciso revezar entre três notes (eu, Fabsn e Flores).
Mas nem tudo foi ruim no evento. Ganhamos uma apostila com (quase todos) slides das palestras e pudemos ver tecnologias como XMPP4R e Jabber (apesar de uma palestra maçante na quantidade de códigos) e várias formas de programação de Ruby para Desktop (como Shoes, Ruby-GTK, FXRuby e RubyCocoa) e ainda sobre o testes (algo bem batido, mas que apresentou o Remarkable - uma série de matchers para RSpec).
Num âmbito menos técnico, vimos uma palestra muito divertida e interessante sobre outsorcing - como ganhar dinheiro trabalhando para os gringos via internet. Foi apresentado o já clássico Ruby Learning para quem está começando a aprender a linguagem. Em particular, uma palestra de empreendedorismo com Ruby foi deplorável.
No final, o guru Fabio Kung salvou o evento (que apesar de ter algumas coisas boas, dava a sensação de que o dinheiro tinha sido mal investido) apresentando uma fantástica palestra sobre metaprogramação em Ruby - ou o que ele chamou de magia negra. Utilizando a ParseTree (a mesma do RFactor), Kung mostrou coisas absurdas como fazer o algoritmo map reduce do Google, obter incríveis informações do seu código (como complexidade e más práticas de programação).
Uma cobertura mais detalhada pode ser encontrada no Ruby Inside Brasil (apesar de divergimos de algumas opiniões). O evento foi organizado pelo Grupo de Usuários de Ruby de São Paulo (GURU-SP), um grupo animado que vale a pena conhecer. Apesar de tudo, achamos que valeu a iniciativa do grupo em fazer este evento.
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13 Responses for "Ruby e Rails no Mundo Real"
Heheh.. Eu dei a palestra de empreendedorismo e gostaria de saber, porque foi deplorável? O tema? Os slides? Foi sem foco? Você esperava uma palestra mais técica?
Assim eu não repito o erro se fizer alguma outra palestra parecida..
Æ!!
Valeu pela cobertura do evento pessoal!
Se tiverem sugestões para os próximos não deixem de postar na lista, ficarremos felizes em saber a opinião de vocês sobre o que foi bom, o que sentiram falta, o que pode melhorar e tudo mais! =)
Há braços
Opa. Eu gostei da palestra sobre empreendedorismo, mas é porque tenho uma projeto pessoal que se encaixa bem no assunto. Eu não tenho mais 20 anos e tenho uma família para sustentar, para mim já era a época que podia varar as noites programando só pelo “esporte”.
Fora isso gostei de todas apresentações que foram feitas (gostar não significa que tenho mesma opinão ou ponto de vista dos palestrantes). Teve umas mais técnicas do que outras e talvez vocês queriam que sejam todas muito técnicas, mas dai não ia abranger ou interessar um publico grande. Deu para perceber que não tinha só aficionados de ruby e rails no evento.
Destaque especial para o Fabio Kung cujo a palestra me fez lembrar do porque estou nessa área (6 anos de java tinham conseguido me fazer esquecer-lo).
Parabéns para o evento e para vocês pela cobertura do evento.
Gostaria de saber pq a palestra sobre empreendedorismo foi deplorável ?
Postei minha opinião no meu blog:
http://leandrosilva.com.br/2009/04/05/ruby-rails-no-mundo-real-2009-como-foi
Acho que o que pegou é pq foram duas palestras não técnicas.
Quanto ao nível (iniciante, avançado) não tem como agradar todo mundo.
Muito obrigado a todos! Mas acho que guru é demais para mim, hehe.
Hugo, acho que faltou foco na palestra, mas acima de tudo faltou fugir do óbvio e focar em ruby/rails. A palestra foi mais a primeira aula de um curso do SEBRAE do que a explicação de como realmente criar uma empresa e ganhar dinheiro especificamente com Ruby. Além disso, não concordei em muitas coisas do que você disse relacionadas a produtividade e a exemplos de como não precisamos investir em recursos para melhorar o ambiente de trabalho. A hora mais cara é a do programador, então não importa muito quanto você vai pagar na cadeira, desde que ele fique confortável e feliz.
Mathieu, eu entendo o que você quer dizer, mas eu também tenho uma casa para sustentar e não posso passar as madrugadas codando mais, já que estou no doutorado da USP e tenho que estudar como um louco. Meu problema não foi com a palestra não ser técnica, até porque a palestra de outsourcing foi incrível.
F@bio, como disse para o Mathieu, não é bem por ai. Realmente não tem como agradar a todos, mas poderia ser mais misto o nível das palestras. Temos que fugir um pouco das palestra à lá “blog em 15 min em Rails” que encantam mas não ensinam.
At last, but no least, obrigado pela visita Kung. Eu tinha escrito guru, o Fabs disse que eu era puxa-saco, mas então você mostrou algo muito bizarro (não lembro o que agora) e ele falou que eu estava certo de deixar como guru.
Obrigado a todos pelas visitas. Não quis ofender ninguém, mas é que pessoalmente o evento foi decepcionante. Não acho que devam desistir dele, mas se todo mundo só falar maravilhas, o conteúdo sempre será precário.
Rafael, eu poderia ter focado mais em Ruby. Mas a verdade é que a escolha da tecnologia não é o principal fator para o sucesso da empresa, ele pode com certeza ajudar, mas não é o principal, por isso eu apenas citei os principais fatores que fazem Ruby e Rails serem interessantes.
Segundo, tudo bem que a palestra era introdutória, mas eu nunca vi alguém do sebrae falando sobre startups de tecnologia. Se tivesse uma palestra assim, com certeza eu assistiria.
Terceiro, em relação a produtividade e ambiente de trabalho. Eu sei muito bem que em um startup de tecnologia os programadores são os principais ativos. Aquilo que disse sobre não gastar muito dinheiro com o ambiente é para um startup que você tira o dinheiro do seu bolso,. Com certeza é legal comprar uma mesa bonita, a melhor cadeira, o último modelo de macbook. Mas em um cenário em que não se tem muita grana é mais importante ter dinheiro em caixa do que gastar com isso. Até porque os programadores que estão em um startup com 3 pessoas não recebem dinheiro, são todos sócios e provavelmente só terão um pró-labore que é muito menor que o salário que receberiam se estivessem em uma empresa “normal”. Estão lá por outros motivos, não por salário maior ou por ter o melhor ambiente de trabalho.
Claro, a medida que a empresa cresce e vc tem dinheiro em caixa e precisa atrair mais funcionários vc dará salários competitivos e um bom ambiente de trabalho (como faz a webco), mas isso não é possível no começo. A lição da Amazon é que devemos saber ter sobriedade, moderação (como o Ian Sefferman colocou, frugality).
O intuito da palestra era mesmo fazer com que pessoas que conhecem muito pouco de empreendedorismo e startup soubessem e se interessassem mais pela área e perceberm que é possível empreender no Brasil. Talvez, para quem já tem esse conhecimento a palestra tenha sido óbvia e chata.
Oi Rafael, tudo bom?
Fui o organizador do evento e concordo com algumas coisas do que disse, por exemplo sobre a parte de que não devemos só elogiar, mas também criticar. Mas vou tocar em alguns pontos que citou no texto, e que fique claro que não estou me defendendo nem nada, apenas esclarecendo:
- Wireless é pago, aliás tudo alí foi, das cadeiras ao café no fundo da sala, do som e dos dois técnicos disponíveis as três recepcionistas. Monetariamente o evento se pagou, ninguém ganhou um centavo, e colocar o wireless deixaria o evento mais caro. Ok, deveria ter, concordo contigo, mas entre wireless e um bom telão, um local confortável, ar condicionado na medida, café atendendo bem, limpeza impecável nos banheiros, boa localização e afins fico com o segundo, ainda mais depois da invenção do 3G.
- Dizer que uma palestra foi deplorável é uma opinião pessoal, mas escrever isso num site que é lido por dezenas de pessoas é mais deplorável ainda. Seja mais prolixo, afinal a palavra “deplorável” tem um significado horrível. Explique o que não gostou, quais os problemas e também as qualidades, pois nada nunca é 100% ruim.
- Não quero elogios, quero críticas para que os próximos eventos do grupo sejam tão bons ou melhores. Das mais de 140 pessoas presentes e que deixaram suas opiniões a maioria anotou bom ou ótimo em praticamente todos os quisitos. Isso me deixa feliz, mas não ajuda muito. O que estava ruim? A grade de palestras não atendeu suas expectativas? O café estava frio? A cadeira era dura?
Recebi duzias de mails com elogios e críticas as palestras, inclusive alguns criticando a do Kung por ser muito avançada. Enfim, nem todo mundo tem o mesmo nível de entendimento. Como diz o ditado, o que seria do amarelo se todos gostassem do azul?
Como disse no começo do dia, o evento foi feito pela comunidade para a comunidade. Foram pessoas da comunidade falando de experiências reais (daí o nome do evento). Ninguém ganhou nada alí, todo mundo foi na “boa vontade”. Convido vc a participar da comunidade (http://www.guru-sp.org) e nos ajudar a construir um evento melhor no próximo, pois, como também disse, todos nós temos a ganhar.
Um abraço e até a próxima
Marcelo Castellani
[...] por Rafael Schouery (rafaelΘvidageek·net) - referência [...]
Hugo, talvez eu tenha exagerado em dizer que isso tem no Sebrae, mas é que eu esperava ver uma palestra de empreededorismo de Ruby e Rails, e não uma em que eles fosse meros coadjuvantes, porque senão é mais uma palestra de empreendedorismo apenas. Acho que as questões pertinentes não são a cadeira, o Wii, o foco, e sim como e onde conseguimos clientes, como começar, etc. Todo mundo fala sobre coisas que deram certo como a Google, a Amazon, etc - mas como chegamos lá?
Entendo que em uma startup não há dinheiro sobrando, mas acho que você foi além disso. Você descreveu o ambiente de trabalho como um lugar chato e restrito. Eu tenho um Wii, se eu abrisse uma startup provavelmente iria leva-lo pra lá.
Sabe, Hugo, percebo agora que você tinha boas intenções em relação a palestra e que tinha boas idéias para serem passadas, pelo menos na questão do ambiente de trabalho, mas você não conseguiu transmitir isso pelo menos pra mim.
Marcelo, Wireless é pago, mas o evento não foi de graça. Você mesmo disse que esse foi um item que não lhe passou pela cabeça. E eu tenho todo o direito de achar ruim, afinal eu paguei (e caro) para ir ao evento. E nem todo mundo (alias, muitos poucos) têm 3G, exatamente o que ocorre comigo. Se a idéia é não ter Wireless porque pode-se usar 3G, no próximo evento eu não participo.
Concordo com você, dizer que uma palestra foi deplorável é uma opinião pessoal. E este é um blog de opiniões pessoais, como muitos dos nossos mais de 900 assinantes de RSS e outros leitores bem sabem. Eu não trabalho para a Folha, ou para o Estado, então eu não represento a opinião de nenhum destes órgãos, eu represento apenas a minha opinião pessoal, que muitas vezes divergem da opinião dos outros autores do VidaGeek.net.
Eu já fiz minhas críticas, achei as palestra fracas. Eu não acho que a infraestrutura (excetuando a questão de Wireless, tomadas e visibilidade do telão) tenham sido de todo mal, até porque eu sentava no chão para ver palestras do nível do Kung. Achei muitas das palestras maçantes, sem foco e que adicionaram muito pouco. Concordo que nem todo mundo tem o mesmo nível e até os mesmos interesses, exatamente por isso, expressei a minha opinião, ao invés de fazer uma cobertura completa como no Ruby Inside Brasil.
Eu, em particular, participo do GURU-SP já desde de antes do evento, e obviamente tenho interesse em ajudar a comunidade Ruby de São Paulo crescer, até por isso que ajudei a fundar o Group of Open Applied Technologies do Centro de Competência de Software Livre da USP, onde o foco é Ruby. Eu quero eventos de alta qualidade que não sejam apenas para iniciantes. Posso estar mexendo com Ruby a pouco tempo, mas sou Bacharel em Ciência da Computação e quero ver coisas no nível do que o Kung apresentou, sei que isso não agrada a todos e por isso que o GOAT tem esse objetivo de não tratar do básico.
Marcelo, eu quero desmerecer o trabalho de ninguém, mas eu não me importo que ninguém ganho com isso. Eu importo com o fato de que eu paguei para estar lá. Se vocês fizerem outro evento (e não me impedirem) provavelmente eu vou estar lá. Mas não vou deixar de ser crítico.
[...] do evento: VidaGeek; PotHix; LeandroSilva; [...]
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