22 Jun
Começo esse post pedindo desculpas aos nossos leitores que não fazem parte da USP, mas algumas causas exigem que mesmo quem não gosta de se manifestar em questões políticas faça algo a respeito.
A Universidade de São Paulo é uma instituição reconhecida internacionalmente em produção científica e, nos últimos tempos, reconhecida nacionalmente por ter se tornado palco de conflitos. Conflitos gerados por um pequeno grupo de pessoas que se diz representar os funcionários, docentes e estudantes da USP - e não representam, como mostram os resultados da pesquisa online criada pelo estudante Anderson, atualmente da EACH ( http://greveuspresultado.dnsalias.com/ )
Na tentativa de mostrar, de forma pacífica, aos grevistas que eles são a minoria, foi realizado um Flashmob na última sexta-feira, na prainha da ECA. Apesar da pouca divulgação, várias pessoas apareceram por lá e foram recebidos com gritos de “Facista” e “filho de banqueiro” pelo Sintusp. Mais do que isso, vídeos no YouTube mostram grevistas empurrando os manifestantes que apenas olhavam para o carro de som - o que mais choca é que esses que partiram para a agressão são “estudantes” da USP, os funcionários se mostraram mais civilizados.
http://www.youtube.com/watch?v=47XB5R4XCow
http://www.youtube.com/watch?v=MOTY3_LCPlg
No mesmo dia, mais à noite na Praça do Relógio, outra flashmob pacífica se reuniu por um breve período e, quando começou a se dispersar, pessoas anti-greve sofreram novamente agressões, primeiro verbais dos grevistas. A sequência foi narrada no Orkut (link) por um rapaz que levou cuspe e chutes de grevistas. Recomendo a leitura. Para quem não usa Orkut, o texto foi transcrito aqui:
http://blogdotom.wordpress.com/2009/06/20/o-estado-de-violencia-na-usp-so-tende-a-piorar/
Pela recepção violenta da parte dos grevistas e, claro, para mostrarmos, apenas pela presença pacífica na reunião, nossa opinião sobre a tal da greve da USP, propôs-se um novo Flashmob:
Dia: 25/06/2009 quinta-feira
Horário: 12:30
Local: Em frente à FEA
(página no Orkut)
É importante ressaltar a pacificidade da reunião. A intenção é mostrar o número de pessoas anti-greve na USP, não é fazer bagunça, não é ofender ninguém, mas sim mostrar nossa representatividade.
Sei que muitos estudantes anti-greve não poderão participar, já que muitos de nós usa cada minuto extra do tempo para estudar, fazer trabalhos ou escrever teses de mestrado/doutorado - ou se desdobra para estudar e trabalhar. E exatamente isso é o que torna importante fazer um esforço para estar presente nesse flashmob. Se você tem esse tempinho na hora do almoço, passe lá para mostrar sua opinião - mostrar quem é maioria.
Obrigado pela atenção e, novamente, peço desculpas aos leitores que não deveriam precisar ser expostos a isso. Infelizmente, se faz necessário.
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43 Responses for "USP - nova flashmob anti-greve dia 25/06"
Eu já sonhei em fazer USP, ainda bem que esse sonho se extinguiu bem antes do de fazer faculdade.
Se é temporário ou não, só escuto reclamações… não é possível ter um bom ensinamento com tantas interrupções.
Olá,
Francis, não desista da USP. É um lugar maravilhoso e único, e mesmo com 3 greves durante a minha graduação ainda me formei no tempo normal. Vale muito a pena conseguir um diploma da melhor universidade da América Latina.
Bom, tenho algumas considerações a fazer:
“Conflitos gerados por um pequeno grupo de pessoas que se diz representar os funcionários, docentes e estudantes da USP - e não representam”
Na verdade, o DCE e os CA’s foram eleitos nossos representantes. E organizaram assembleias para discutir e votar o que os alunos deveriam fazer. Se existe uma greve também é culpa de quem não quer a greve que não apareceu na assembleia.
A pesquisa (não pode ser chamada de votação, pois não é oficial) de opinião feita tem seus poréns teóricos. Quão representativa é a amostra, será que o fato de ela ser pela internet já não é um viés? O que garante que podemos inferir o resultado como representativo sem estudos? Afinal de contas nem todos os alunos votaram.
Eu acho que este movimento anti-greve deveria ir até uma assembleia e legitimamente derrubar a greve.
É importante ressaltar que a greve dos alunos não é pelos mesmos motivos do que a dos funcionários. Os alunos estão em greve por vários motivos: mais moradias dentro campo, mais professores, salas de aula sem mofo e que não corra o risco de o teto cair durante uma aula.
Mas principalmente, os alunos são contra a Univesp - uma medida eleitoreira que finge que irá melhorar a educação no estado aumentando a carga de trabalho de nossos professores que já estão saturados de alunos. Formará maus professores por utilizar aulas não presenciais e foi decidida de maneira arbitrária, sem consultar a universidade, seus professores e alunos.
Acho importante sabermos os motivos da greve, entender que os alunos não estão em greve pelo Brandão ou por salário de funcionário. Mas estão em greve pelos motivos acima citados e pela ocupação da PM no campus.
Nesta última questão, é importante ressaltar que a PM tem o direito de entrar no campus, mas o que aconteceu só mostra que a reitora não está disposta a escutar um grupo de alunos, sejam eles representativos ou não. Um lugar que era pra ser um centro de excelência em pesquisa, virou um ambiente de violência. E engana-se quem pensa que eles mereciam apanhar.
Bom dia, Francis,
de verdade, não desista da USP por isso. O IME é um dos exemplos de institutos da USP que passa por greves e afins sem nem notar a existência delas (exceto pela falta de bandejão). A Poli segue o mesmo caminho, a FEA também,…
Agora, Rafael, os estudantes anti-greve não vão em assembléias do DCE simplesmente porque os que tentaram ir não foram ouvidos ou foram rechaçados durante a vez deles de falar. Temos exemplos, bem próximos de nós, disso.
Isso sem mencionar que as assembléias levam a vida pra terminar e que, não raro, re-votam assuntos cujo resultado não agrada aquele pequeno grupo. E, na boa, pra quem trabalha, é inviável perder 3h do dia numa assembléia.
A Flashmob é uma forma simples e pacífica de mostrar nosso número. Não vejo problema nela.
Sobre os motivos da greve: os funcionários querem uma coisa, os estudantes querem outras e os docentes querem outras. Mas se você lê o blog do DCE, eles postaram reivindicando a volta do Brandão. Agora… por quê?
E sobre a PM no campus, a reitora permitiu que a PM entrasse no campus porque um grupo de grevistas estava impedindo pessoas que queriam trabalhar de entrar nos prédios da USP. O que os grevistas alegam é que eles têm o direito legal de fazer greve.
Se eles tão avidamente conhecem os direitos deles, deveriam ter lido direito.
Eles têm o direito de fazer greve espontaneamente, têem o direito de parar de trabalhar por uma causa, mas não têm o direito Por Lei de impedir pessoas de entrarem em prédios e trabalhar. Uma greve legítima, permitida por lei, conta com grevistas que param de trabalhar por uma causa, não porque não conseguem entrar nos prédios.
Impedir pessoas de trabalhar, de entrar em lugares e afins é Inconstitucional. (assim como fazer passeatas na Av. Paulista)
Aliás, sabe o que acontece quando se faz passeata na Paulista? Ambulâncias não conseguem chegar rápido nos N hospitais que se localizam alí por perto. Por isso é proibido.
“E engana-se quem pensa que eles mereciam apanhar.”
Você viu os vídeos? O que você acharia de ser cercado por um bando de “estudantes” gritando “fora PM”, “coxinha”… Cercado. Chamar reforços é o mínimo.
http://www.youtube.com/watch?v=zYnvT4nqK3M
Por fim, os grevistas agem como um total. Fazem manifestação juntos na Paulista pra parecer que tem mais gente por cada causa. Pelo menos a causa do Flashmob é clara: contra a greve e agressões do sintusp ao outro Flashmob. Simples, claro e representativo.
Sobre o ensino à distância, você, IMEano, devia saber que o projeto partiu dos professores. A Renata, o Hitoshi, mais uns caras da matemática e da estatística criaram o projeto da Univesp aplicada ao IME. Professores sugeriram.
Cecilia, acho que não fui claro. Eu sei que um único aluno numa assembleia é rechaçado, mas já que vocês têm agora um grupo organizado de pessoas, basta ir com uma quantidade compatível de pessoas e discutir. Não adianta pensar que estes são alunos ignorantes, eu só acho que o movimento contra a greve deve fazer de forma mais incisiva. Desta forma, vai continuar a greve e vai continuar tendo flashmobs. Não vai resolver a situação, mas se todos forem a assembleia e votarem que não deve ter greve e que isso não deve ser votado novamente exceto por uma fato completamente novo que justifique uma nova votação.
A assembleia pode ser ruim, eu sei que ela demora e muitas vezes não chega a lugar nenhum. Mas cabe aos alunos modificar esta estrutura. Ela é a forma oficial de comunicação. Se o DCE não representa os alunos, então deponham o DCE, é simples. O DCE pode pedir a volta do Brandão, mas se for em uma assembleia como a minha noiva foi em várias, verá que essa não a opinião geral dos alunos que querem a greve.
Eu particularmente não gosto do DCE. Mas acho que temos que parar com esse “não brinco mais” e tirar os caras do poder e colocar uma chapa representativa.
Sim, a PM está no campus por causa do direito a furar a greve. Muito bonito. Mas na pratica eles estão pelo campus, não na reitoria. A Raquel, minha noiva, já assistiu aula com PM na sala, o que é ridiculo - o professor dela foi perseguido durante a ditadura militar e agora tem que dar aula com um militar na sala. Por que? Quem ali estava impedindo um funcionário de furar a greve? É contra isso que os alunos se revoltaram e é por isso que sou contra a PM no campus. Não acho que eles estavam certos em ofender os policiais. Mas a USP, por ambos os lados, parou de ser um ambiente de discussão.
A PM deveria utilizar os reforços para sair do local ou garantir a ordem. Não perseguir alunos até o prédio da história e ferir até professores com bomba de efeito moral. A violência foi do que descomedida.
Porque o Flash Mob é representativo? Quem elegeu a comissão que organiza o Flash Mob? Qual é a quantidade de alunos que estão nas manifestações?
Que legal, foram professores que criaram o projeto. Que pena que eles querem fazer um curso de história online e não são da história, são da computação, estatística e matemática. Que pena que eles não consultaram os professores das áreas que estarão na univesp. Que pena que esses professores, que já são responsáveis por mais de uma centena de alunos por semestre, vão ser obrigado a cuidar de mais uma quantidade substancial de alunos.
Eu não estou a greve. Estou defendo que a USP seja um lugar democrático e aberto a discussão. Os dois lados estão estremados. Quem apanhou no Flash Mob apenas acha que foi justo quem apanhou da PM, não vê que as situações são semelhantes. Não estou apoiando quem bateu nos manifestantes da Flash Mob, mas estou dizendo que eles não são a massa grevista e que não representam a opinião dos outros. Sabe, não foi votado em assembleia bater em quem fosse na Flash Mob.
“Que legal, foram professores que criaram o projeto. Que pena que eles querem fazer um curso de história online e não são da história, são da computação, estatística e matemática.”
Então, não. Não foi isso que eu disse. Eu disse que a proposta aplicada ao IME foi criada por professores do IME. Sobre as outras unidades, eu, particularmente, não sei.
Esse tipo de informação (informação e não textos viesados que falam de lutas e afins) não foi divulgada. E, isso sim, é função do DCE fazer. Informar.
Sim, é função do DCE fazer isso. Como já disse, não apoio essa chapa do DCE. Mas tenho essa informação de que os professores de humanas não foram consultadas diretamente de assembleia entre os professores da história e os alunos da história, mas de uma fonte confiável, minha noiva.
Não sou contra o ensino a distância. Mas tem umas coisas muito estranhas nessa história da Univesp. Precisamos ficar atentos a isso.
Eu sou contra a greve e fui nas primeiras assembléias que tratavam desse assunto. Em todas as primeiras, a pauta de os estudantes aderirem a greve perdeu. No entanto, eles ganharam pelo cansaço. Conheço algumas pessoas que pararam de ir nas assembléias porque elas terminavam tarde e elas deveriam trabalhar no dia seguinte. Eu sou do período noturno, e tinha que perder aula para ir na assembléia. Eu tinha prova na última, por exemplo. Realmente, os estudantes contrários a greve não são muito bem recebidos ao falarem no microfone. Ué, mas eles não defendem a democracia e gritam “abaixo a repressão”? Por isso, ñão deveriam OUVIR o que os outros tem a dizer?
Fui na manifestação contrária a greve e fui recepcionada com coisas piores do que somente “filho de banqueiro” e fascista. Fui chamada de filha da puta, e ameaçaram me bater. Um estudante perguntou pro meu amigo se ele queria passar 10 meses no HU. Enquanto isso, o Brandão gritava que NÓS estavamos reprimindo o movimento DELES.
De qualquer forma Francis, eu continuo achando a USP a melhor universidade do país. Minhas aulas não estão interrompidas nem prejudicadas em nada. O que se fala por aí, não é geral, são pequenos blocos dentro da USP. E não há como negar que dentro da USP, a maioria das pessoas, se já não eram, ficam politizadas. E eu acho muito importante ouvir a opinião dos outros para formar a sua, e isso influenciará numa boa forma~ção profissional.
O Flashmob não foi organizado por nenhuma instituição eleita pelos estudantes… foi organizado por um grupo de pessoas insatisfeita com os motivos da greve…
Não tem nenhuma liderança, partido político, movimento, nem nada por trás, são apenas alunos que querem expressar seu ponto de vista…
Não entendo porque os a favor da greve não acham essa manifestação legítima, e ficam nervosos atacando…
É a tal da democracia, vc tem o direito de se expressar, de discordar dos outros, mas não tem o direito de censurar e de impedir que as outras pessoas se expressem, que foi o que aconteceu no dia 19, tanto no sintusp de tarde, quanto na praça do relogio de noite…
E convenhamos, o tal movimento estudantil está lotado de pessoas que não estão nem aí pra estudar, por isso tem tempo pra ficar fazendo assembleias de 5 horas, votando assuntos que eles querem, pois afinal, eles não precisam fazer nada no dia seguinte, eles não precisam trabalhar, eles não precisam estudar…
enfim… tah tudo errado e cada um tem um ponto de vista… cabe a nós respeitar
Sou aluno da USP a 5 anos e sei o que é uma assembléia. Quem é a favor da greve, costuma dar sua opinião e ouvir aplausos, quem é contra é recebido com risos e ridicularização. Isso é espaço democrático?
O SINTUSP é uma das grandes vergonhas da USP. Eles combinam com o DCE e a ADUSP para entrarem de greve, mas assim que o que eles pedem é aceito, eles saem da greve deixando os outros na mão.
Cecilia, por favor, poste aqui se você ver qualquer sinal de violência no próximo flashmob. Isso merece toda e qualquer divulgação.
Desde aquela cambada de criminosos (sim, quem invade patrimônio público é CRIMINOSO) invadiu a reitoria, existe a ameaça de que se invada denovo. Aí eu concordo da PM estar aqui defendendo a reitoria. E não sei por que a PM não pode entrar aqui. Vejo campanhas “fora PM”, mas nunca vi campanha “fora ladrão de pneu de bicicleta do Fabs” ou “fora ladrão do carro da Catita”. Nunca vi também “Fora maconha no Campus” ou “Fora motoristas alcoolizados”. Reclamar do governo é fácil, mas na hora de xingar o amigo que se beneficia da anarquia existente aqui dentro ninguém faz…
Concordo com o Lucas: tem gente que tá aqui a N anos e nunca passou em uma matéria. Isso para mim não é estudante. Isso é um sanguessuga de vaga.
Mais uma vez o filósofo Olavo de Carvalho estava com razão. Mais cedo um pouco, em seu programa de rádio semanal, ele diz que o pessoal “da exatas”, da USP, é o único pessoal que ainda conserva o hábito de estudar.
Priscila, é lamentável o que você teve que passar, não acho isso certo. Mas acho que se existe agora um movimento de opinião contrária, este deveria ir em massa até a assembléia e derrubar a greve pelos meios institucionais. Sei que é difícil, mas no IME fizemos isso na época da ocupação da reitoria. Divulgamos para todos os alunos e fomos para a assembléia de votação de greve. Foi decidido não haver greve e não ter votação de greve novamente.
Lucas, eu não disse que a manifestação não é legítima. Disse que não é representativa, isto é, vocês não podem afirmar que 50% + 1 dos alunos da USP estavam presentes ou são a favor desta manifestação.
Desculpa, mas sem essa palhaçada de que grevista é só aluno vagabundo. Um dos professores da filosofia ficou indiguinado em ver que seus melhores alunos, com bolsa FAPESP (algo que poucos têm até no IME) estavam apanhando da PM. Na verdade, muitos dos alunos que pedem por melhores condições no campus são exatamente aqueles que precisam de circular e bandeijão e têm que trabalhar durante toda a graduação.
Muitos deles não se formam em 4 anos não porque são vagabundos e sim porque a FFLCH não têm professores suficientes para oferecer as matérias obrigatórias. Você se engana se pensa que todos os que são a favor da greve têm reprovações ou pegam menos matérias por semestre para estagiar, mantendo uma vaga ocupada na universidade.
Flores, desculpa, você é meu amigo, mas você tá errado. Tem vários amigos seus que estiveram na reitoria e isso não fez com que você parasse de falar com eles. A questão é que o espaço é democrático, o problema é que a gestão é extremada. Tira a porcaria do DCE e cria um ambiente de discussão democrático. É mais fácil do que parece. Não é igual a derrubar um presidente. Se toda a comunidade USP é contra a atual gestão do DCE, exija novas eleições e criem chapas representativas.
Vou reiterar meu ponto. Eu antigamente pensava igual a vocês sobre a questão de faltar em aulas. Isso porque um dos alunos de extrema esquerda do meu ano não frequenta as aulas. Mas isso é preconceito baseado em uma amostragem pequena. Nesta greve não há só a extrema esquerda, muitos alunos da FFLCH (que não sejam infantis de achar que só tem gente do PSOL, MNN, etc…) que apoio a pauta. E eles não são vagabundos. Parem com este pensamento simplista. Conheço diversas pessoas que não vão se formar em tempo ideal, diversas pessoas que vão demorar uma eternidade para se formar e diversas pessoas que não assistem aulas. Todas elas são contra a greve.
Bruno, você não podia ter falando algo mais imbecil. Para pra pensar a importância das matérias de Humanas na sua vida. Se você sabe falar, ler, escrever, se localizar na sua cidade, se você entende um pouco de política (desculpa, mas pela sua frase não parece), se você sabe os fatores históricos que moldaram a nossa sociedade, não é por causa de matemática. Vá ver a quantidade de texto que um aluno de história tem que ler por semana, muitas vezes em espanhol ou francês ou inglês, independente do aluno ter aprendido essas linguas antes da faculdade. É muito mais material do que nós de exatas temos que absorver.
Acho que minha mensagem final é: vejam os outros alunos como seus colegas. Todos têm direito de ir contra a greve. Mas tente entender os pontos levantados por eles, os motivos e crie a sua opinião. Feito isso, podemos nos organizar e decidir democraticamente. Sem pensar que os alunos são vagabundos ou maconheiros, por que a grande maioria não é. Na verdade, maconheiro e vagabundo têm na USP inteira, independente de opinião política.
Não acho que apenas os alunos de exatas estudam :p
Acho que nesse movimento se juntam pessoas com diversos interesses, não dá pra falar que todos que participam da greve são folgados, ou então que todos estão lutando por seus direitos. Tem todo tipo de pessoa: aquelas que acreditam que as causas (ou, pelo menos, algumas delas) são justas, e querem lutar por elas, e aquelas que estão lá porque não tem muita coisa melhor pra fazer, ou porque querem a PM fora do campus por outros motivos. (Conheço pessoas nesses 2 lados participando dessa greve).
E tem mais um agravante: há pelo menos 3 grupos bem diferentes: funcionários, alunos e professores. Cada um tem seus próprios interesses que são, em geral, diferentes. Eles acabam se juntando pq, pelo menos em geral, a união faz a força. Mas isso nem sempre dá certo.
E, por fim, tem mais um ponto. Quem aparece na mídia é que faz barulho. E não necessariamente é quem representa bem o grupo. É um absurdo bloquear o P1 ou bater em quem participou do 1o Flashmob. Mas não necessariamente isso quer dizer que a maioria que apoia a greve é a favor dessses atos (pode ser que sim, não sei…). Um fato interessante é que, na pesquisa que a Cecilia colocou no Post, na FFLCH apesar da maioria ser contra a greve, a maioria é contra a PM no campus.
Oi novamente, Rafael,
o ponto é que um flashmob não é um “movimento organizado” é um evento onde as pessoas aparecem, podem continuar fazendo suas tarefas e motram sua opinião Sem uma liderança, Sem uma combinação de opinião.
Perder tempo numa assembléia não é questão de perder aula, é questão de não ir trabalhar. É questão de sofrer tipos de humilhação às quais não estamos dispostos a sofrer.
Se acreditam que um sistema está falido e nào é representativo, por que jogar da mesma forma que eles? Joguemos melhor, ou diferente, pelo menos.
E sobre estudantes de humanas terem que ler muito, desculpa… mas leitura de montes de texto é Muito comparável a estudos de papers e afins. Um exige mais trabalho de leitura, outro exige MAIS (não estou dizendo que o outro não exige, estou dizendo “mais”) trabalho de compreensão.
Não é justo dizer que fazemos menos. Não é justo dizer que eles estudam mais que a gente. Não é verdade. Por isso não é justo.
Todos meus amigos que invadiram a reitoria sabem meu posicionamento em relação a isso. E sabem como fui contra e achei que isso era uma cagada homérica. Quanto a parar de falar com eles: eles são meus amigos, não sou de ter muitos amigos, mas não é por que algum deles faça uma cagada que vou deixar de falar com eles. Mas eles sabem minha opinião e meu desacordo com relação a isso.
Dizer que só exatóides estudam é bastante preconceituoso. Humanóides também estudam e até o povo de biológicas estuda.
Cecilia, presta atenção no que eu disse. O Bruno disse que nós estudamos mais do que eles, isso não é verdade. Quero ver quanto tempo você demora para entender de verdade um texto de história. Por que você que os nossos papers são mais complicados do que os deles? Só porque história no colegial é fácil, não significa que qualquer imbecil é capaz de fazer a faculdade de história. Além do mais, me desculpa, mas é tênue a linha entre sistemas e humanas. Vocês estudam metodologias de desenvolvimento de software, ferramentas, etc… Isso não nem próximo de matemática. E seu falasse que o que eu estudo é mais difícil do que o que você estuda, tenho certeza que você ficaria p da vida. Você está fazendo o mesmo com eles.
O Flash Mob pode ser desorganizado, tudo bem. Eu só acho que ele não resolve o problema. Já ouviu a história de que o Rio Grande do Sul tem um movimento separatista? Muita gente considera isso ridículo. Vocês estão querendo um movimento separatista da USP.
Bom, você pode achar que a democracia está falida. Eu não acho, acho que ela só não exercida corretamente na USP.
Sobre a Flash Mob: é um movimento desorganizado? Hoje, quando estava indo “bandejar” vi diversos panfletos convocando o pessoal para a Flash Mob. Sabe o que é mais interessante os panfletos seguem os moldes dos distribuídos pelos grevistas; mesmas fontes, frases de impacto e leiaute. Só faltou estampar o grito de guerra. Portanto, isso não é desorganizado e não duvido que existe uma comissão das “Flash mob” (flash? pô .. bora “aportugueizar” isso!)
Cecília, eu não fiquei nem um pouco espantado em ver este post escrito por você. Eu te sigo no twitter e venho vendo sua insatisfação a bastante tempo. No entanto, sempre muito superficial e sem muita atitude. Duvido que este movimento anti-grevista vá para frente ou consiga algo sem usar as vias “conquistadas” por grevistas do passado. Em resumo, se você está insatisfeita então entre de cabeça e defenda seu ponto de vista. Junte os milhares de anti-grevistas (que duvido que exista) e faça frente a atual direção do movimento estudantil.
Agora, se não está disposta a gastar seu tempo em assembléias e reuniões dos estudantes, apenas lamente. Movimento estudantil grevista ou anti-grevista precisa de muito esforço para ser construído. Requer organização e esforço pessoal. Muitas pessoas abrem mão de seu tempo livre para militar (esquerdistas e direitistas). Portanto, faça o mesmo! Construa uma chapa .. monte um grupo de estudante e vá a luta. Agora, se a resposta for: “tenho mais o que fazer! tenho que trabalhar”. Bom, então deixe que os outros tomem as decisões por vocês.
Nenhuma greve é decidida por “grupinhos”. Se tem greve é porque votaram a greve. Ou seja, os anti-grevistas perderam. Portanto, bora trabalhar para aumentar este movimento e ter mais força e representatividade.
O que mais me deixa triste é a simplicidade adotada para tratar o tema. É fácil dizer que tem um monte de vagabundo fazendo greve. Quando no fundo a greve é por causa do bandejão (que custa R$ 1.90 a refeição com suco). É fácil dizer que eles não representam os estudantes e que não fazem nada da vida e por isso estão pedindo mais moradias no CRUSP (hoje tem certa de 270 vagas, né? Quantos estão na fila de espera?) Quando você mora ou tem condições de bancar numa boa uma moradia próximo a USP.
Posso estar sendo “extremista” ou indelicado. No entanto, esta é minha opinião; e não é uma opinião engessada .. estou disposto a debater e evoluir!
Mais me diz ae .. você sabe os motivos da greve? Não o que dizem por ae .. Brandão prá cá .. Brandão prá lá. Quero saber se sabe as reivindicações dos estudantes. Talvez, se souber um pouco mais sobre elas o debate evolua para um patamar onde não cabe um julgamento tão simplista e engessado.
Abraço revolucionário,
wanderley
Enquanto isso:
Deputado quer banir conexão de quem usa P2P: -
http://info.abril.com.br/noticias/internet/deputado-quer-banir-conexao-de-quem-usa-p2p-05062009-37.shl?2
Rafael: Mais tarde volto pra te responder.
Maioria das unidades da USP ignora atos e greve: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090621/not_imp390552,0.php
Rafael (não o Izbicki, mas o de ‘r’ minúsculo):
É fato mais que notório que a grande maioria a favor da greve, vem justamente do pessoal da Desumanas. E que ao contrário deles, no lugar de desrespeitar o dinheiro público, os “da exatas”…, os “da medicina”…, os “do Direito”…, os “da limpeza”…, gastam seu tempo com coisas úteis, do estilo: estudar e trabalhar, ou trabalhar e estudar…
Também - É tão difícil assim depreender, logo de cara, um elemento de hiperbolismo na minha frase?
Não - Imbecil é você de confundir um elogio à dedicação dos que passam horas a fio estudando tal matéria com a importância que essa suposta matéria possa render na vida de uma pessoa.
Que engraçado… Você sabe falar cheio de firulas por causa de alguém de humanas. Na verdade, pra mim, a cada palavra que você escreve você se mostra mais errado e ingrato com aqueles que te ensinaram a comunicar. Ou você vai tentar falar com equações?
Vamos por partes: prove que para todo x aluno de humanas, x desrespeita o dinheiro público. Prove que não exite y aluno de Desumanas tal que y desrespeita o dinheiro público. Em especial, prove que os ricos da medicina e direito não sonegam o imposto de renda.
Prove que os alunos de humanas não precisam trabalhar e estudar.
Desculpa, não sei pra quem foi esse elogio. Em particular, eu formado em Ciência da Computação com menção honrosa, aluno de doutorado direto com bolsa FAPESP e autor deste blog com mais 1000 assinantes de RSS, não me senti elogiado pelo seu comentário. Tenho certeza que pra todo aluno de exatas existe um aluno de humanas que estuda uma quantidade maior ou igual de horas.
Antes de tudo vêm a relação humana. Você acha que fisíca, química, engenharia, medicina e direito são importantes? Sem comunicação nenhuma dessas coisas importam, sem conhecer seu passado para não repetir a segunda guerra essas coisas não importam. Se a medicina descobre a cura do câncer do que adianta se quem pode pagar por ela são os ricos enquanto que muitas pessoas morrem de fome? Você precisa aprender a respeitar todas as áreas do conhecimento ou nunca terá a menor chance de entender a sua área.
Eu dei meu contra-exemplo da sua afirmação de que sou Imbecíl, onde está o seu?
Para qualquer um que for discutir sobre a greve por aí: http://www.youtube.com/watch?v=dhRUe-gz690
Rafael, seja G um grafo onde os vértices são pessoas, e as arestas são opiniões em comum.
Prove que esse grafo não tem cliques de tamanho maior que 2.
Rafael, seja G um grafo onde os vértices são pessoas, e as arestas são opiniões em comum.
Mostre que nenhum dos vértices é sempre coerente com relação as arestas, e que nenhum vértice está ligado a todos os outros vértices…
Desculpa Lucas, qual o seu ponto? O meu ponto é que não se pode sair por ai generalizando tudo, muito menos sem ter o menor conhecimento sobre algo. Se pessoas podem ter opiniões discrepantes, porque não aceitar que existem pessoas que apoiam a greve e isso não faz delas vagabundos? Alias, é um ponto de vista se aluno de humanas estuda ou não? Ou pode ser estudado e analisado? Não existe nenhum estudo que eu conheça que prove que alunos de humanas são vagabundos.
Meu ponto é que essa discussão não leva a nada…
É um fato que existem muitas pessoas do tal Movimento Estudantil que só estão na faculdade pra dizer que são estudantes… quase todas são filiadas a partidos/movimentos políticos… a maioria está pra ser jubilada e faz o mínimo de créditos possível, muda de curso se for o caso, só pra ser chamado de estudantes…
E são essas pessoas que populam as assembléias “representativas” dos estudantes e manipulam seus resultados…
isso não quer dizer que as pessoas que compartilham alguma opinião com esses vagabundos (quem está na faculdade só pra fazer algo diferente de estudar é vagabundo) sejam vagabundas também…
Que bom que surgiu um movimento, até agora apartidário, que é contra esses vagabundos e quer mudar essa realidade… vamos torcer pra que isso dê certo, e que os alunos passem a defender interesses de alunos, não de partidos políticos, ou sindicatos de trabalhadores, ou associação de professores…
Concordo com você, assim como existem muitas pessoas que estão na faculdade pelo CEPE, pelo bilhar, pelo truco e pelas festas. Mas nem todos são assim. Do jeito que você fala, quem atrasa o curso para trabalhar/estagiar ou não se forma no tempo ideal também está errado.
“E são essas pessoas que populam as assembléias “representativas” dos estudantes e manipulam seus resultados…” Será mesmo? Não tenho tanta certeza. Conheço várias pessoas que vão nas assembléias e trabalham durante o dia, estudam a noite e nos fins de semana.
Eu acho maravilhoso que tenha um movimento do lado oposto. Meu ponto é que eu acho que esse movimento deveria fazer sua manifestação nas assembléias. Só isso. Sou completamente a favor de que os alunos defendam os seus interesses e não os dos partidos políticos. Só acho que temos meios para fazer isso, e penso que o Flash Mob não é efetivo. Acho que vocês devem expressar suas opiniões, mas acho que em Flash Mobs ou pesquisas possivelmente viesadas na internet não sejam o caminho.
Convido a todos que pensam que alunos de humanas são vagabundos a reverem seus próprios atos. Pensar em matérias em que não assistiu aula, matérias em que não passou por falta de empenho e matrículas que deixou de fazer por não ser a universidade uma prioridade.
As pessoas que estão na faculdade pelo CEPE, truco, bilhar e afins não atrapalham a vida das outras pessoas pra defender ideais de partidos políticos…
Quem atrasa o curso pra trabalhar não desistiu do curso, só o faz num ritmo menor pra poder conciliar as duas coisas, isso não necessariamente é errado…
ir na assembléia não quer dizer ter voz e vez, poder dar sua opinião sem ser escurraçado… quem tem esse “direito” nas assembléias são só o grupinho dos “estudantes politizados” (os ligados a partido, que não tem nada melhor pra fazer na vida). As pessoas que não são desse grupinho seleto só falam quando têm a mesma opinião deles, ou quando sua opinião é parecida da deles…
e exatamente, as pessoas que vc conhecem que vão nas assembléias são as que estudam de noite… grande parte da USP não estuda de noite, e no horário da assembléia não tem como estar na USP…
não acho que pesquisas que são controladas pelo NUSP sejam viesadas… o link de votação está público e divulgado em toda a USP… e todo mundo tem acesso à internet na USP…
o flashmob serve pra mostrar quantas pessoas são simpáticas à idéia dele. Nem todo mundo que vai nesse flashmob tem disposição e/ou tempo pra ir em assembléias… o flashmob só não será efetivo se ele for a única coisa, mas é um ótimo ponto de partida para iniciar discussões e conhecer pessoas que estão dispostas a lutar por essa causa.
Discordo, acho que quem fica jogando bilhar ao invés de estudar está ocupando uma vaga importante na faculdade, que já são poucas. Muita gente não entra na USP por falta de vagas, é uma pena que nem todos que entram aproveitam a vaga. Alias, a greve dos funcionários é algo previsto em lei, mas a greve dos alunos atrapalha a sua vida Lucas? Você deixou de ter aula por causa da greve?
Eu não disse que trabalhar é errado. Eu disse que toda vez que for pensar em alunos que deixam de fazer algo da faculdade em prol de outra causa, olhar para o próprio umbigo e ver se você também não faz outras coisas.
Todos sabem que a assembleia é uma algazarra, mas também é o meio oficial de decidir as coisas. Cabe aos interessados garantir que ela não seja uma algazarra e que ocorram em horários democráticos. Eu até entendo porque é a noite. Que estuda a noite tem que trabalhar durante o dia, mas a grande maioria de quem estuda durante o dia não trabalha a noite. Mas se o horário não é bom, crie um movimento que apoie duas assembleias, uma de manhã e outra a noite.
Lucas, e dai que a pesquisa é controlado por NUSP e foi divulgado. Não falei que a pesquisa foi manipulado com votos adulterados. Estou falando que estatisticamente falando, numa pesquisa séria fazemos um estudo para identificar a amostra com a qual iremos trabalhar. Será que a pesquisa respeita os alunos que não têm acesso a internet (segundo o IBGE apenas 21% da população tem acesso a internet - http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=846), será que considere a proporção de alunos em cursos? Ou sexo, será que mais homens votaram proporcionalmente do que a proporção de homens na USP?
O meu ponto é: essa pesquisa não é uma pesquisa embasada cientificamente, quer ela mostre a verdade ou não. Afinal, qual é a marge de erro desta pesquisa? E também não é uma votação, ela não é oficial e não leva a nada.
Tudo bem, o flash mob pode ser um ponto de partida. O que eu espero que é que ele não seja o ponto final, senão não levará a nada. E também espero que o grupo que se formou continue desenvolvendo discussões no pós-greve.
Na verdade, pergunto para os alunos do IME: a greve dos funcionários atrapalha por causa do bandeijão e do circular, mas a greve dos alunos age diretamente na vida de vocês como? Não agiu de forma alguma na minha - terminei meu semestre normalmente. Tenho a impressão que a greve não têm impacto fora da FFLCH e até é por isso que acho que vocês têm se manifestado poucas vezes e de formas que não representam tão bem a opinião do seu grupo.
Alias, vocês são contra a greve, mas vocês são a favor ou contra a Univesp? Quais são as opiniões de vocês sobre as pautas da greve? Vocês discordam do ato de greve, de algumas pautas, de todas? E por que?
Vamos lá… primeiro os posts de até o meio do dia de ontem. Rafael, eu sei que você está nervoso com esse post, mas, por favor… leia.
O que eu pedi é que você não dissesse que um assunto é Mais difícil do que outro. Não disse que uma ou outra área é mais difícil.
Eu conheço e respeito profundamente pessoas de humanas. Inclusive, em comparação a outras pessoas de exatas, eu me considero uma pessoa com uma relação marcante com humanas — como você bem citou, mencionando a minha área de escolha na Computação (sistemas e metodologias ágeis).
Minha área estuda humanas dentro de um ambiente de exatóides. Visa produção de software de qualidade (interna, de forma técnica, exatóide) e externa (de forma humana, porque software comercial é, na maioria das vezes, voltado para o uso de pessoas de Humanas).
Exatamente por isso, claramente, eu não escrevi que Exatas é mais difícil de entender do que Humanas e nem é essa a minha opinião. Sua opinião é diferente da minha com relação à validade do Flashmob, I get it. Mas antes de acusar as pessoas de uma coisa ou outra, por favor, leia o que eu disse e não o que você acha que eu quis dizer - exercite a Humanas em você.
Bruno, o link não funciona aqui. Qual vídeo é esse?
Wanderley, esses motivos que você citou eram os motivos pelos quais parte dos estudantes que invadiram a reitoria 2 anos atrás estavam clamando.
Os motivos atuais, segundo ditos pelo menino do DCE que foi informar pessoas da ECA durante a minha aula lá (by the way, os estudantes da música na ECA são majoritariamente, grande maioria, contra a greve)… como eu ia dizendo, o menino do DCE e o blog do DCE dizem que os estudantes estão em greve contra a UNIVESP e, mais recentemente, contra a presença da PM no campus e a agressão aos “estudantes”.
Sim, eu leio as coisas dos dois lados. Na verdade, eu leio muito mais coisa da parte dos grevistas do que da parte anti-grevista, já que é importante que eu saiba do que eu estou falando. Três anos atrás, eu tive um amigo me dizendo que eu já fui mais informada - eu aprendo, uma vez dito isso, eu voltei a ler muito mais. De mal-informada, eu não posso ser chamada, sinto muito.
Se você acompanha o meu Twitter, inclusive, você sabe que eu postei diversos links de artigos falando sobre a greve, pessoas que, em seu tempo, participaram do movimento estudantil. Não sei se você leu eles até o fim, eram textos longos, mas em cada um deles, havia alguma informação pertinente diferente. Claro que eram posts contra os grevistas - é minha opinião, não postaria o contrário. Mas para cada um deles, eu li pelo menos 5 outros, a maioria deles vindo de grevistas.
E sobre defender o meu ponto de vista… bom, esse post tinha uma função informativa. Mas se vamos entrar nesse mérito, no que diz respeito ao IME, a assembléia IMEana que teve mais alunos participando nos últimos N anos para N > 5, teve tantas pessoas muito em parte por minha causa. Eu falei pras pessoas o que seria discutido e pedi pra elas aparecerem. Umas 40 pessoas foram porque eu falei com elas.
Só que essa época passou e eu não fico mais o tempo todo no campus. Na verdade, o tempo que eu fico no campus é o menor possível porque tenho que focar no meu TCC (e faço isso no trabalho) e trabalhar. Dou aulas de Java, às vezes em período noturno, quase sempre de sábado e, às vezes, de domingo. Não faço uma chapa porque eu não acredito nisso. E também porque eu me formo nesse ano e, ao contrário de um certo ex-funcionário que anda na moda, entendo que ao sair da faculdade, não tenho mais direitos sobre ela. =)
Sobre o post mais recente, Rafael, quero crer que você não tenha chegado ao ponto de comparar quem fica varzeando no campus, usando recursos da USP a tôa, com quem trabalha para ganhar experiência porque o mercado pede isso — pra todos os que não querem ser pesquisadores, isso é fundamental e é parte da proposta da faculdade, de formar profissionais.
Não é questão de hipocrisia falar de quem disperdiça a USP. Pelo contrário, o que a gente tenta, é fazer o máximo para sair da USP profissionais (e pessoas) melhores do que entraram.
Eu tenho uma opinião bem formada sobre o que está sendo pedido pelo DCE, mas eu não acho que seja o ponto discutir isso aqui. Não acho mesmo. O post foi uma divulgação de um evento espontaneamente organizado por estudantes insatisfeitos com a atuação do DCE. Era só um aviso de evento, já que não se tem uma liderança centralizada pra flashmobs.
Estou convencido da estupidez do conceito de assembléia. E não consigo imaginar de que buraco essa gente tira a idéia de que pode falar por mim ou por qualquer outro. Quando eu entrei na USP, eu não assinei nenhum papel me submetendo ao DCE ou ao que quer que seja.
Não quero “ser representado” na USP. Nem por eles, nem por ninguém. A lei do país me garante o direito de não me associar com essa corja. E, nesse espaço de liberdade que ainda não foi regulado, taxado e sindicalizado, eu decido por mim e faço como julgo mais correto.
Os maconheiros do movimento podem ir para o diabo. Coletivamente.
Bom, 100% dos alunos da USP têm acesso à internet, já que temos redes pró-aluno em todas as unidades, e um no CRUSP… e não há nada de pesquisa científica nas assembléias estragadas do DCE tbm ;)
Estudar não é, e não deveria ser 100% do que vc faz na universidade… Aprender (que é ligeiramente diferente de estudar) é a coisa mais importante que as pessoas deveriam fazer na universidade… jogar bilhar, CEPE, truco são coisas importantes também, pois é preciso relaxar para aguentar certas momentos da universidade, e trabalhar/estagiar complementa o aprendizado, e todas as pessoas deveriam fazer isso, não durante toda a graduação, mas pelo menos no final dela, antes de virar gente grande e começar a fazer coisas de verdade na vida.
Se a greve não estivesse atrapalhando não teria surgido a manifestação…
ela interfere na nossa vida na medida que o mundo inteiro fica sabendo que os “alunos da USP” estão em greve pela volta do Brandão…
não sei a posição em relação à Univesp… eu não sou contra, dependendo de como ela for feita… e não acho que ela seja ameaça direta nem indireta à qualidade de ensino da USP, que nem as pessoas do DCE/ME falam… e acho que essa opinião é a de muitos…
e a maioria das pessoas não é contra greve. É contra greves periódicas por motivos banais, que é o que está meio que acontecendo. Uma greve onde a pauta principal é a readmissão do Brandão e das pessoas que fizeram coisas erradas no passado não é válido… ok, tem os 16% de aumento inviável também.
a greve dos alunos não faz sentido, pq greve de alunos não faz sentido. Não atinge ninguém, só os alunos saem perdendo, e não contribui em nada pra conscientização de pessoas quanto aos problemas da universidade… Tudo o que eles acham que fazem que contribui para a conscientização de pessoas não precisa de uma greve de alunos pra ser feita…
Enfim, as pessoas estão discutindo, existe um grupo de pessoas que se organizou no CDIE (comissão de defesa dos interesses estudantis) justamente pra impedir que haja politicagem na USP…
E acho que, antes de vc ser contra o flashmob, Rafael, vc tem que ver o resultado dele, e o que vai acontecer a seguir… depois vc pode criticar à vontade… no momento vc só tá agindo como se o flashmob fosse um bando de desocupado filhinho de papai, que só quer que a greve acabe e não quer saber de mais nada… isso tbm não é verdade…
nem tudo são flores
Rafael
O que você tem a dizer sobre isso [1] ?
Você iria em uma assembléia sofrendo o risco de sair de lá espancado e ameaçado ?
Com pessoas como essa fazendo isso citado na notícia, você acha que a USP é realmente um local seguro e não precisa da PM ?
Aguardo sua resposta…
[1] http://stoa.usp.br/calsaverini/weblog/52626.html
Cecilia, eu não estou nervoso, não sei o que fez você ter essa impressão. Posso até ter entendido errado, mas não era aquele Muito com M maiúsculo Muito sarcasmo seu sobre o estudo do pessoal de humanas? Se não foi, peço desculpas. Eu não disse em momento algum que quem trabalha está errado. Pedi que as pessoas olhassem o que fazem antes de julgar os alunos de humanas como vagabundos. Eles também trabalham em sua maioria, mas têm muito menos recursos na faculdade do que nós. Eu sou contra quem está na faculdade só de farra e entendo que muitos precisam trabalhar independente se é por dinheiro ou por formação. Mas também é claro que se formar em 5 anos não é uma boa coisa já que temos poucas vagas. Estou falando que vocês não conhecem os alunos de humanas para julgar. Vocês conhecem o Eduardo do nosso ano que é um puta de um vagabundo, mas poucos que são a favor da greve são como ele.
Pedro, ao diabo com os maconheiros do movimento. Mas nem todos são maconheiros. Se você acha que o DCE nunca deve representar ninguém, tudo bem. Mas a mídia pergunta para cada um dos 70 mil alunos se eles estão de greve individualmente ou perguntam para o DCE? Viva sua vida e seja feliz, esqueça que existe o movimento estudantil. Espero que seus filhos ainda tenham uma universidade pública para estudar quando for a hora deles. Mas você não precisa aceitar o DCE se não deseja. Um amigo meu me disse na semana passada: o problema é que o DCE é auto-regulado, ou seja, são alunos dizendo que alunos precisam de liderança e eles mesmos criam as regras. A conclusão foi: não é assim com qualquer sociedade democrática?
Lucas, a rede pró-aluno da FFLCH está em greve, alias, basta dar o computador e o acesso? E a inclusão digital? Será que todos sabem usar e-mail e um navegador, ou esta é a sua visão inserido em um curso de computação? Sobre o CDIE, não confunda política com partidarismo. O CDIE é político sim, pode não ser partidário. Você tem o direito de achar que a greve não resolve, eu tenho o direito de achar que o Flash Mob não resolve. Só o tempo vai mostrar se estamos certos ou errados. Eu queria saber o que incomoda tanto em eu ser contra o Flash Mob? Não sou contra no sentido de querer que ele não exista, mas apenas de acha-lo ineficiente. Sobre a greve ser banal ou não depende da opinião pessoal de cada um, te garanto que pra quem apanhou da PM ou teve que assistir aula com PM dentro da sala não é banal. Eu também sou contra greves periódicas, não concordo com várias pautas da greve, mas estou tentando discutir com pessoas e tentar formar uma opinião que leve em consideração ambos os lados.
Flores, eu acho deplorável os Flash Mobs serem atacados. Porque eu pensaria diferente? Assim como acho deplorável a violência entre a PM e os estudantes. Eu sou pacifista, mesmo. Nunca entrei em brigas, sou contra o armamentismo e toda forma de violência, inclusive piquete. Provavelmente eu não iria em uma assembléia dessa e espero que a de hoje a noite dos pós-graduando na qual pretendo ir não seja assim. Não sou a favor de que a assembléia seja desse jeito, mas acredito que se vocês se organizassem e fossem em grupo vocês teriam o resultado que desejam: o fim da greve. Como a Cecilia mesmo disse, uma vez tivemos um grande assembléia no IME, sou a favor de termos isso de novo. Sobre a PM eu simplesmente acho que ela não deve ter o direito de fazer o que bem entender, você acha que o fato da PM ter mandando o Flash Mob da praça do relógio se dispersar uma coisa positiva?
Tomem cuidado com uma coisa: o link que o Flores mandou diz que eles não tinham a intenção de invadir o SINTUSP, mas o link que o Lucas passou aos amigos por e-mail foi esse: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1198783-5604,00.html . Percebam que a matéria é de um dia antes, logo cedo. O movimento pode não ter tido a intenção de invadir o SINTUSP, mas foi noticiado que sim. Será que não é possível que por vezes o que chegam a vocês também não é a verdade absoluta sobre o movimento de greve? Flores, é justo que professores da USP tenham que fugir de uma reunião democrática por causa de gás lacrimogêneo?
O que eu recebo sobre o movimento de greve normalmente vem do próprio SINTUSP e DCE (ou seja sem deturpações). E desculpe : a Rede Globo (e seu portal de notícias G1) está longe de ser uma fonte confiável (lembra-se do Collor ? ).
Ir em uma assembléia para ser humilhado publicamente e com a possibilidade de sofrer o que o povo do flashmob sofreu tá longe do que eu quero. Se em uma manifestação contrária, já teve gente machucada, imagine em uma assembléia ? Isso pra mim é CRIMINOSO.
A PM não está mais no campus, a Univesp não vai sair esse ano, o flashmob já aconteceu, e essa discussão não faz sentido
Flores, essa que é a questão. Nem todo mundo que é pró-greve é do DCE ou do SINTUSP, nem todos apoiam esses grupos. Alias, a sede do DCE está ocupada por pessoas contra o DCE. É lógico que não se pode confiar na Globo, eu nem seria louco de fazer isso. Mas tiveram pessoas que por causa de matérias como essa foram para ocupar o SINTUSP. Você não quer ir na assembleia, não vá. Só acho mais válido reestruturar o poder na USP do que o Flash Mob. Se você acha criminoso, incrimine judicialmente os culpados. Não sou a favor da repressão.
Lucas, você já disse isso antes, mas continua discutindo. Eu acho a discussão válida até depois da greve. Acho válido discutir a opinião de ambos os lados e tentar quebrar os preconceitos que ambos os lados têm.
Quantos grevistas são necessários pra trocar uma lampada?
- Nenhum, eles não vão trocar a lampada pq estão de greve
1. Eu não acho que o DCE não deva representar ninguém. Vou além: acho que o DCE é desnecessário. Não percebo nenhuma necessidade de liderança entre os alunos neste nível, mas sim um grupinho de prosélitos se apropriando ou fabricando causas com algum apelo popular na USP para fazer avançar uma agenda política específica.
2. Como o Lucas disse, greve de aluno não faz sentido. Faz greve quem presta um serviço, não quem recebe. Para quem vê de fora, a notícia de que os alunos estão de greve é aberrante.
3. Sou fundamentalmente a favor do direito de greve dos funcionários e professores. E embora me pareça que o Sintusp está menos comprometido com seus filiados do que em destruir o “terrível estado burguês”, dou o benefício da dúvida em nome desse direito. Entretanto, espero simetria: fechar a P1 é desrespeitar o direito alheio; impedir a ocorrência de aulas para forçar adesão à greve também. Nota-se que é mais fácil se dizer democrático do que ser democrático.
Percebo que essa discussão não vai levar a nada. O Lucas desistiu de conversar, mas precisa ter a última palavra, nem que for uma piada. E o Pedro toma uma atitude extremada de não querer discussão. Eu também me pergunto se greve de aluno faz sentido, eu também me pergunto se o Sintusp representa os interesses dos funcionários, mas não acho que desistir da conversa é ser democrático. Se você acha que o DCE não deve existir você tem duas opções: você pode ignorar a existência ou tentar criar meios de destruir o DCE. Você tem esse direito.
Na verdade, toda essa discussão me fez ver que vários que são contra a greve têm preconceito com o pessoal de humanas e com o pessoal a favor da greve. Muitos não são apenas contra a contra, muitos são contra a questão de existirem alunos a favor da greve. Acho que é necessário ter cuidado com o preconceito e com incapacidade de aceitar que outras pessoas possam pensar diferente.
Na verdade, eu disse em algum momento se sou a favor ou contra a greve? Não. Mas sou a favor da discussão e da democracia. Não irei mais voltar aqui e responder comentários, abro espaço pro Lucas ter sua última palavra.
Você disse que não vai responder, então não vou provocar. Só queria clarificar que eu quero, sim, discussão. Só não quero uma burocracia estudantil gerenciando o debate.
Conversei com sindicalistas na manifestação em frente ao Sintusp e conversei com você aqui. E acho que não foi mau. Sinceramente, acho esse tipo de dinâmica que surge espontaneamente muito mais saudável.
Oi Rafael, desculpas aceitas. Não houve sarcasmo nenhum no meu post, não costumo fazer joguinhos de segundas interpretações quando eu quero ser entendida. Fica, a ironia, para os momentos de piada e brincadeira.
Sobre o preconceito, só acho que é chato da sua parte, Rafael, dizer que somos todos mal-informados. Apenas porque a Raquel estuda na FFLCH não quer dizer que ninguém conhece mais pessoas de lá e opiniões do que vocês. Repetir n vezes que nós não sabemos de nada sem ter propriedade pra afirmar isso é, de certa forma, preconceituoso.
E, finalmente, a respeito de ignorar o DCE, é exatamente o que as pessoas falaram muitos comentários atrás. Que ignoramos o DCE porque não acreditamos nele.
Pedro, concordo com seu ponto: esse tipo de discussão é saudável. Ou deveria ser.
Eu gostaria bastante que essa discussão continuasse. Em particular, gostaria de saber se o Wanderley leu a resposta, já que ele tão avidamente respondeu um comentário meu antes. Gostaria de ouvir opiniões suas, também, Rafael - é uma pena você desistir de ler esses comentários. Eles fizeram um bocado de gente discutir a situação.
Cecília: Havia postado um exemplo de quando a piada vira realidade. Era um excerto de vídeo do filme “Em Busca do Cálice Sagrado”, do Monty Python, especificamente na parte em que se deparam com o Cavaleiro Negro. Não tenho certeza, mas ando muito desconfiado disto: Grevistas e seus simpatizantes são um exército organizado de cavaleiros negros. Prontos para lhe torrar a paciência com cada palavra sua invertida - quando não o próprio discurso deles. Haja saco!
Vá ao aparato de busca do YouTube e digite: black knight monty python.
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